27 julho 2016

[Resenha] A Vingança de Mara Dyer - Michelle Hodkin

A Vingança de Mara Dyer
Mara Dyer #3
Michelle Hodkin



A série mescla paranormalidade, conspiração e romance para contar a história de uma adolescente com poderes especiais. Elogiada pelas autoras das séries Divergente e Instrumentos Mortais, Michelle Hodkin cria aqui uma trama surpreendente, onde nada é o que parece. Depois de descobrir que consegue matar apenas com o pensamento, assim como seu namorado é capaz de curar com a mesma facilidade, Mara Dyer é capturada por uma inescrupulosa médica, que a faz passar por uma série de testes e experimentos. Mas Mara não está sozinha. Outros jovens com poderes igualmente extraordinários são usados como cobaia. Com a ajuda deles, e de um velho inimigo, ela consegue fugir e parte em busca de vingança.
"Vai ver às vezes só conseguimos ver a verdade sobre nós mesmos se alguém mostra
para onde olhar."
Finalmente o desfecho da série! Vou fazer o possível para não dar muito spoiler, mas dos outros livros, é impossível não falar um pouco. Eu tenho que dizer que para mim, esse foi decepcionante.

Até o segundo livro, achei que as coisas estavam indo bem, tudo muito emocionante com o Jude perseguindo a Mara, ela indo parar no complexo do Novos Horizontes, que na verdade era uma fachada criada para experimentos em jovens dotados com algum poder extraordinário como  o Noah e a Mara. Até aí ok.

No final do livro anterior temos aquela bomba... O que será que aconteceu com o Noah? 
Eu não vou falar porque - se eu levei quase metade do livro para saber, vocês também vão!!! - e ficamos naquela agonia.
Então? O que aconteceu? Onde ele está?

Logo no início de A Vingança de Mara Dyer, somos meio que bombardeados com informações e é tudo meio bizarro. Desculpa quem gostou do livro, mas sinceramente... Quase de cara, literalmente  nas primeiras páginas já temos a Dra Kells fazendo os experimentos com a Mara, para tentar desligar o emocional dela do físico e assim anular o seu poder, que é diretamente ligado ao emocional. 

E então Jude aparece inesperadamente salvando a pátria. Já sobe logo aquela desconfiança, né? Mas ele não aparece realmente! É como se a cena sofresse um corte. Ela apaga, e de repente acorda coberta de sangue e descobre que o Jude matou ou quase matou o Wayne - que se vocês não lembram, trabalha com a Dra Kells e ajuda nos procedimentos - e deixou instruções em uma fita junto com o corpo sobre como ela poderia fugir, dando a entender que faria de tudo para ajudá-la. 

É então que começa o filme de terror, para sair da sala, ela precisa pegar o olho do Wayne. Gente, eu gosto de uma cena mais macabra, Daiana (que resenha aqui também) de vez em quando chega a dizer que eu sou sanguinária, mas achei essa cena muito bizarra no contexto geral. Primeiro, ela parece ficar meio indecisa, não queria terminar de matá-lo e então do nada, ela decide e passa a faca. Eu cheguei meio que a rir, porque foi muito "mas o que diabos...?"

Depois que ela consegue sair dali, vai atrás do restante do pessoal e encontra o Jamie e a Stella. Mas  ainda nada do Noah. Aí já entramos naquela corrente de orações, o nível de tensão aumentando já que os amigos dela acreditam que ele está morto, apesar de Mara se recusar a aceitar essa hipótese.

A partir daí, a menina parece virar uma máquina de matar. Não que eu a culpe, mas que ainda parece meio bizarro para mim parece, em comparação com os outros. Nos outros ela tinha algumas explosões, algumas neuras básicas que toda adolescente tem, toda aquela frustração reprimida por ninguém acreditar que ela não estava louca... ela perdia a calma em alguns momentos. Mas eu, sinceramente, não via essa criatura sanguinária que estava pronta para espirrar sangue em todo mundo, sabem? E é exatamente o que acontece aqui. Ela sai matando quase sem piscar e o mais bizarro, sem usar o poder dela. Por que no hospital ela ainda estava muito drogada pra conseguir acessar suas emoções e acionar seu poder. 

'Amanda, mas ela precisou fazer isso pra sobreviver' , É verdade, precisou, mas ela saiu daquela sala, num frênese de: Ok, quem vai ser o próximo que eu vou ter que matar pra sair daqui? Era de se pensar que ela fosse se sentir mal, enojada, mas não. O único pensamento dela era que precisava achar o Noah e se mandar, se ela tivesse que matar mais umas vinte pessoas, arrancar mais um par de retinas TUDO BEM.
"É de se pensar que não existe coisa pior no mundo que querer alguém e não ter, mas existe.
Pode-se querer alguém, tê-lo e o querer mais. Mais ainda. Sempre. Não se satisfazer jamais."
Quando ela e seus amigos finalmente saem do complexo, vem o verdadeiro desafio: descobrir o que há por trás dessa organização que os prendeu e iniciou experimentos com eles; se esses poderes são realmente poderes ou se é algum tipo de doença ou mutação e; aonde o Noah se meteu, se é que ele está realmente vivo.

Eu, sinceramente, espero que vocês gostem mais do que eu desse desfecho, que para mim, não convenceu. 

Beijos!!!



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2 comentários :

  1. odiei!
    mudança RADICAL do primeiro livro pro ultimo..
    pra mim a autora fumou um baseado dos bons

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    1. Poxa, Nath, nem me fale!
      Eu estava super ansiosa pelo desfecho e foi muito decepcionante ;/

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