[Resenha] Trama - Michael Jensen e David Powers King

Trama
Michael Jensen e David Powers King


TODO MUNDO FAZ PARTE DE UMA TRAMA.
O sonho de Nels era ser cavaleiro do reino de Avërand. Filho obediente, ajudava como podia os moradores de sua pequena e tranquila aldeia. Querido por todos e tratado como herói, acreditava que logo seria selecionado como escudeiro da cavalaria.
Mas isso foi antes de ser assassinado por uma figura misteriosa.
Nels virou um fantasma, e agora só uma pessoa consegue vê-lo: a princesa Tyra, herdeira do reino e sua única esperança de entender o motivo do crime. A princípio, a jovem mimada não dá a menor confiança para o rapaz, mas, à medida que o mistério da morte dele vai se desenrolando, os dois percebem que têm em comum um segredo e um inimigo terrível, que pode se disfarçar de qualquer pessoa.
Nels e Tyra não têm escolha. Precisam fugir do castelo, desbravar um mundo oculto repleto de magia e espectros sombrios e encontrar uma agulha, a relíquia capaz de remendar o que foi descosturado na Grande Tapeçaria. E o tempo corre contra eles, pois o fio de Nels está prestes a desaparecer para sempre.


Ok, eu estou tentando um jeito de explicar isso direito para vocês, espero que entendam.

Como a sinopse diz, (e odeio sinopse que contam demais, por isso nunca as leio) Nels é um rapaz muito honesto e querido por todos por sempre ajudar ao próximo. Ele é o Cavalheiro de Vila das Pedras, como as pessoas o chamam. Mas o verdadeiro sonho de Nels é se tornar um cavalheiro do Rei. E para isso ele precisa ir ao festival de verão, onde a cavalaria escolhia seus escudeiros, e isso uma vez por ano. 

O único problema de Nels é sua mãe; por algum motivo, ela nunca o deixou ir a esse festival. Eles moram afastados em uma cabana no meio da floresta, e em vários momentos ele se pergunta o que ela pode estar escondendo. Então, em um belo dia, Nels recebe a visita de um senhor que diz ser amigo da sua mãe, que no momento está na cidade vizinha, e o convence a ir com ele ao festival.

Nesse festival, com alguns empurrões desse senhor, Nels se vê em uma disputa com o Cavalheiro favorito de Avërand, e o vencedor receberia um beijo da princesa, Tyra. Assim que Nels a vê, ele fica impressionado pela beleza, mas logo ele descobre que a personalidade da mocinha não está muito a altura da beleza quando ela o rechaça por ser um simples plebeu, e não lhe dá o beijo de vencedor. 

Voltando para casa, após ser humilhado na frente de todos, e encontrando uma mãe chateada por ele tê-la desobedecido, Nels se sente arrasado e discute com a mãe, que decide que é hora de mudar, ou melhor, fugir da pessoa que matou o pai dele. Após implorar para a mãe lhe contar toda a verdade sobre isso e não ter conseguido, ele decide segui-la porque ela é sua mãe, afinal de tudo. Mas, ao se preparar para partir, ele é morto por uma pessoa misteriosa. 

Após uma semana vagando, uma pessoa consegue vê-lo, e justo quem seria? Nossa princesa. Ele a convence a ajudar a falar com a mãe dele, e quanto não sai como ele planeja, ele a segue para o castelo, e juntos tentam descobrir porque apenas ela consegue vê-lo. E a única pessoa em comum com os dois era o alfaiate do castelo, que acaba por ser a amiga da mãe(Ickabosh).

Ickabosh então explica como o mundo funciona, e tudo está ligado ao desenho da Grande Tapeçaria, e que pode trazer Nels de volta com a ajuda de uma agulha, a Agulha de Gailner, e que eles deveriam sair em uma viagem em busca dela antes que o corpo de Nels não esteja mais apto para recebê-lo novamente; 
 – A Urdidura é uma arte tenaz que exige atenção meticulosa.  Como eu disse, cada pessoa é um fio valiosíssimo no desenho da Grande Tapeçaria, mesmo que pareça insignificante. As escolhas das pessoas fazem o tecido, e o tempo o comprime. Quando uma vida acaba, o fio desse indivíduo é cortado e ele deixa para trás um padrão que foi tecido de forma permanente na Grande Tapeçaria durante toda a sua vida. Ainda que o fio de Nels esteja destecido, destrançado, algo o mantém ligado a nós.
– Então – Tyra olhou para Nels – você está dizendo que ele não foi totalmente cortado?

Nessa viagem em busca da agulha para salvar Nels, os dois vão enfrentar Rasmus, o aprendiz de Ickabosh, uma pessoa disposta a fazer de tudo para recuperar a agulha e remendar o que ele acha que foi roubado dele. Também, nessa aventura, Tyra ganhará algo que mudará a personalidade mesquinha que  tem. De certa forma, o objeto mostra a verdade, fazendo com que ela enfrente todas as decisões que insiste em adiar e inventar desculpas para tomar as decisões certas.





Acho que preciso começando a análise desse livro pela Capa.
Você pode achar a capa ok, já vi mais bonitas, mas ela tem tudo a ver com o enredo. Eu simplesmente amo quando a capa remete algo do livro, uma cena, ou nesse caso, objetos que são importante para a história. O anel e a agulha possuem grandes papéis aqui. O anel parece mais um item de magia da Tyra, mas ele, de uma certa forma, faz com que ela realmente veja o que não quer ver, e pare de se esconder das decisões que precisam ser tomadas. Já a Agulha de Gailner, ela simplesmente significa a vida para o Nels.

A inteira construção do livro é muito inteligente, e lida com a fantasia de um modo tão prático. Quando você diria que a vida é baseada em costura, em tramas, em agulhas, e linhas?
O desenvolvimento da ideia foi extraordinário, tudo tem seu devido papel na trama e tudo é bem encaixado e explicado. É assustadoramente bem pensado.
– Desculpe se estou confundindo você com palavras estranhas. A Urdidura é cheia delas. Cada aspecto da costura e da tecelagem tem participação na magia. Um ponto, veja bem, é outro modo de dizer feitiço. O que você e eu chamamos de realidade não passa de linhas intermináveis que compõem o tecido do nosso mundo. A Urdidura nos permite remendar o tecido, de modo que ele possa continuar a ser tramado sem obstrução.
Sobre Nels e Tyra, os dois são personagens muito bem criados, cada um com sua própria e diferente personalidade. Eles estão em constante briga desde o começo do livro, pois eles tinham conceitos diferentes do mesmo assunto, visto que ele é apenas um plebeu, e ela uma princesa. Mas cada pequena discussão era bem fundada, com pontos válidos dos dois lados. Realmente, é interessante ver a convivência dos dois.  

Embora o começo seja um pouco devagar, a forma como o enredo é conduzido, soltando pequenas pistas, te faz ansiar por ler e descobrir o que irá acontecer. A única coisa para mim, que foi o motivo por não ser cinco estrelas, é que eu precisava de mais páginas no final, mais drama e intensidade, eu queria que fossem mais difíceis algumas coisas como, por exemplo, matar o vilão. Mas como o livro é o primeiro dos dois autores juntos, eu estou confiante que no próximo eles estarão mais entrosados e vou ter o meu 5 estrelas, de pelo menos o dobro de páginas desse.  

14 comentários:

  1. Olá, confesso que num primeiro momento, esse livro não chama a minha atenção, seja pela capa ou pela sinopse. Mas sua resenha me mostrou alguns detalhes que são realmente interessantes. Acredito qua a trama deve ser bem complexa e inteligente, como você mesmo comentou. Talvez eu leia futuramente.
    Beijos, Fer

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  2. Oi, fiquei aqui pensando na sua consideração sobre a capa e mega concordo com você. As vezes lemos um livro que a capa nem nos chamou tanto a atenção, mas conforme mergulhamos na história e a capa começa a fazer sentido, parece que o livro ganha um up...
    Curti a dica.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  3. Eu fiquei curiosa para saber por que a princesa mesquinha é a única que vê Nels. No entanto não me interessei muito pela história como um todo, assim, o que você contou na resenha me interessou e despertou um pouco minha curiosidade. Mas a trama como um geral não me empolgou tanto. Fora isso, a capa realmente é muito bonita e também gosto quando ela tem a ver com as história que ela guarda, então, quem sabe ao me deparar com essa obra numa livraria ela não me desperte mais a atenção.

    Beijos,
    Mariana Baptista
    https://umavidaporlivro.wordpress.com/

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  4. Oi Lud, tudo bem?
    Então eu não fui muito com a capa desse livro, na verdade ela não me atrai nem um pouco e,apesar de adorar livros medievais, a sinopse também não conseguiu me conquistar. Sua resenha me trouxe detalhes acerca do enredo que eu desconhecia mas ainda assim acho difícil que eu o inclua,ao menos por agora,na minha lista de leituras.
    Beijos!

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  5. Oi, Lud, tudo bem?

    Sabe que eu gosto da capa? Foi a primeira coisa que chamou minha atenção! hehehe
    Eu venho lendo ótimas resenhas a respeito desse livro, o que vem me deixando cada vez mais interessada na história.
    Esse negócio de só a princesa poder vê-lo é bem intrigante, mas só fico receosa quanto ao desenrolar, pq ele tá morto, e morto pra mim tem que continuar morto, mas sei que é uma fantasia, então ele provavelmente vai voltar a viver quando eles encontrarem a bendita da agulha! Pra mim tinha que ser igual em HP, se a pessoa morre ela está morta e ponto final! hahahah

    Beijos

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  6. Olá Lud,
    Conforme fui lendo sua resenha fui ficando confusa em relação a trama, mas depois as coisas foram se encaixando. Achei bem interessante a premissa de ter uma morte e apenas a princesa vê-lo, confesso que foi aí que fiquei convencida a ler o livro.
    Entretanto, por mais que tenha dicado curiosa, tenho um pé atrás em relação ao final, mesmo sendo o primeiro volume.
    Acho a capa bonita e gostei de saber que tem relação com a trama.
    Beijos
    Um Oceano de Histórias

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  7. Oi!
    Eu achei a história desse livro bem diferente, principalmente por o protagonista ser fantasma hahahaha.
    Confesso que o começo mais lento me desanima muito, mas saber que a história vai funcionando melhor nas próximas páginas fico um pouco mais feliz, espero que o segundo volume sejá ótimo

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  8. Oie, olha, eu até acho legal a proposta, mas não é algo que eu leria no momento e você disse uma coisa importante, é o primeiro livro de dois autores escrevendo juntos e normalmente eu sou de evitar esse tipo de coisa.
    BJokas e ótima resenha, bem esclarecedora.

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  9. Olá!
    Quando vi esse lançamento não me interessou tanto. Mas lendo a sua resenha me pareceu uma história maravilhosa e muito cativante. Imagina ter que achar uma agulha para voltar a vida. Quantas aventuras eles não passaram? Essa conotação que a vida é tecida por uma agulha e linhas é maravilhosa.
    Amei a sua resenha pois me deu uma ampla visão do que é o livro.
    Beijinhos!

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  10. Ultimamente tenho lido comentários muito positivos sobre esse livro, e adorei sua resenha e saber tua opinião sobre ele. Eu não sou uma grande fã de fantasias assim, confesso, mas a premissa de Trama conseguiu chamar minha atenção. Ótima resenha!!
    Beijos
    Gaby
    http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/

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  11. Eu acredito que fantasias sempre tenham o início arrastado, porque é toda uma introdução, né? Mas depois fica muito bom! E pelo jeito essa leitura é desse tipo. Gostei da trama, confesso que nunca tinha pensado em ler, mas depois da sua resenha fiquei bastante curiosa.Também gosto quando as capas remetem a algo da história.
    beijos
    www.apenasumvicio.com

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  12. Eu amo fantasia, e a maior parte da leitura que faço é de livros desse gênero. Talvez por isso me adapto com facilidade aos inícios, raramente tenho alguma dificuldade de ambientação. Eu gostei do plot desse, e tenho curiosidade pra saber como se dá essa escrita a quatro mãos. Se conseguir alguma boa promoção, irei comprá-lo.

    ;D
    Nelmaliana Oliveira

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  13. Olá!! :)

    Tenho ouvido falr muito (bem) deste livro!! :) Ainda bem que gostaste.. Tambem adoro que as personagens sejam bem construidas e a trama tambem! :)

    Mas tambem acho que um inicio lento pode nao ser la muito bom.. :) E, claro, essa rapidez no final, quase fatal! Ate porque essas partes devem ser bem aproveitadas, na minha opiniao! :)

    Boas leituras!! ;)
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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  14. Olá.
    A primeira vez que vi sobre esse livro foi no evento da editora e na hora, apesar de ter achado legal, não me interessei muito, mas quem sabe mais para frente não?
    BJs

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Laura Lendo...

Lud Lendo...

Luiza Lendo...