[Resenha] A Sereia – Kiera Cass

A Sereia – Kiera Cass
Editora Seguinte, 2016.


 Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.


Apesar de ter finalizado a leitura, continuo um pouco confusa sobre meus sentimentos em relação a ele, rs.

A história do livro em si é super interessante e bonita. Kiera foi muito criativa ao escrever sobre esse mundo. Mas como ele envolve romance, não pude deixar de ficar super decepcionada também. Achei fraco fraco fraco. Ela não soube passar a impressão de um sentimento real entre os personagens e isso tirou o brilho da história pra mim.

“Tínhamos que cantar e tínhamos que guardar nosso segredo. Era uma lista de mandamentos bem curta. Eu não podia amar. Eu assassinava o amor a cada vez que cantava”.

O livro tem uma pegada meio ‘conto de fada’ e tinha tudo pra ter um romance mais bonito, mas achei que faltou um pouco de emoção e história entre o casal pra poder nos conquistar um pouquinho mais. Gostei mais da relação ‘mãe-filha’ do que da parte amorosa do livro.

Kahlen é a queridinha da Água. Ela é uma sereia calma, dócil, gentil, que apesar de não gostar do que faz – a parte de levar as pessoas à morte através da água, - não deixa de ser eficaz. Agora que já está a 80 anos como sereia, vem sentindo cada vez mais o peso dessas mortes e se questionando se ainda pode viver os próximos 20 anos fazendo isso, já que cada sereia serve a Água por 100 anos.

“Ela me disse para viver... Não sabia como dizer a Ela que estar viva não era o mesmo que viver”.

Eu gostei demais de como a autora escreveu sobre a ‘Água’, deixando ela parecer ser uma pessoa real, com sentimentos e apreensões como a gente, uma figura materna para as meninas. Foi uma das coisas que mais gostei no livro. A forma como ela considera as sereias suas filhas, cuidando delas e as apoiando. Para servir como sereia, o canto das moças se torna algo fatal. Então quando elas estão em convívio com os humanos são proibidas de falar, pois suas vozes enfeitiçam as pessoas, além de suas aparências. E a Água se alimenta disso, das pessoas trazidas por esses ‘feitiços’.

No meio de todo seu questionamento, Kahlen conhece Akinli, um rapaz que absolutamente mexe com ela. Algo que ela não sentia há muito. Kahlen se passa por muda e se rende à uma amizade com Akinli e a relação dos dois vai se construindo, com váááários acontecimentos até então nunca vistos antes em uma relação entre Humano e Sereia. Algo que surpreende a todos.

“Ele me fez sentir que todo o mal que eu já causei pode ser apagado, que existe algo bom em mim. E nada o deteve”.

Eu achei que faltou mais sentimentalismo na hora de nascer o romance, mas nem por isso o livro deixou de ser bom. Valeu muito a pena e recomendo a leitura. O livro é bem diferente de outros com essa mesma temática por causa da relação mostrada entre as sereias e com a Água, algo que eu definitivamente adorei! Realmente o destaque do livro pra mim foi a relação da ‘Kahlen com a Água’, e não ‘Kahlen e Akinli’. Talvez essa tenha sido também a intenção da autora, né. Além disso, a escrita da Kiera é um show a parte. É impressionante como flui e a gente fica sempre querendo mudar a página para ver o que acontece em seguida. E o final vale a pena ;)

"Sempre há espaço para o amor, nem que seja uma frestinha. Isso basta”.

4 comentários:

  1. Gosto muito da narrativa da Kiera, mas não sei se leria mais alguma coisa escrita por ela. Ainda preciso ler A Herdeira e, confesso, rola uma preguicinha.
    Ouvi dizer que A Sereia foi bem arrastado.... e sua resenha meio que confirmou as minhas suspeitas...

    Beijos!
    Fabi Carvalhais
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    1. Eu perdi a coragem pra continuar lendo A Seleçao tb kkkkkkkk. Encerrei no 3, que teoricamente era o final. Não consigo aceitar que ela tenha continuado a historia (de um jeito nao mt bom, segundo as resenhas que leio).

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  2. esde que li os três primeiros livros de A Seleção fiquei frenetica atrás de mais histórias da Kiera, pois simplemente me apaixonei pela sua maneira de escrever, que achei simples, mas em compensação carregada de sentimentos. Quando vi ano passado que seria publicado A Sereia surtei! Agora vendo a sua resenha se antes já estava ansiosa pra ler, agora estou mais ainda

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    1. Que bom Lara! É uma maravilha quando nos identificamos tanto assim com a escrita de algum autor né?
      Quando ler venha me dizer oq achou ;*

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