30 janeiro 2016

Kathryn Erskine no Brasil.



Olá Pessoal,

vim compartilhar uma notícias para vocês. A autora de Passarinha, Kathryn Erskine estará no Brasil em fevereiro à pedidos de uma escola americana. E já que está aqui, nada melhor de que conhecer alguns fãs, e autografar livros, não?
Como não é uma visita oficial pela editora, ela não estará em outras cidades, apenas em Curitiba e BH, mas só conseguirá autografar em BH, então aproveitem. 

A autora estará dia 27 de fevereiro, sábado de tarde, na leitura do shopping BH. 


Para quem não conhece a autora, Kathryn Erskine trabalhou muitos anos como advogada antes de perceber que ela poderia realmente escrever coisas que as pessoas gostariam de ler. Ela viveu a maior parte de sua vida no exterior e frequentou oito diferente escolas, sua favorita sendo uma escola na Escócia que se parece muito com Hogwarts. Claro que não tinha bruxos, embora... como a diretora sabia que foi a "pequena ruiva" que liderou a campanha para libertar os ratinhos do laboratório de biologia? Erskine baseia-se em sua infância - e sua segunda infância com seus filhos - nas suas histórias. Ela ainda ama viajar mas atualmente a maioria das viagens costumam ser locais, como jogos de basquete e de tênis, visitas emergenciais e a loja de produtos naturais, com um chocolate muito saudável e orgânico, e com flavonóides "salva-vidas".

Ela nasceu na Holanda e viveu na África do Sul, Israel, Canadá e Escócia. Erskine vive agora em Virgínia com seu marido, dois filhos e um cachorro, Maxine.

Vejam o trecho de uma entrevista com a autora, onde ela fala mais sobre o livro e sua criação:
(clique AQUI para ver a entrevista original)

Por favor, descreva Passarinha em 50 palavras ou menos.

Caitlin, 10 anos, tem Síndrome de Asperger e luta para entender emoções, mostra empatia e faz amigos na escola, especialmente depois da morte de seu irmão, seu link social com o mundo. Trabalhando para encontrar um desfecho, ela ajuda sua família e sua comunidade a superar a tragédia que foi o tiroteio na escola.

O que te inspirou a escrever Passarinha? O que você acha da capa do livro (a capa original americana)?

Eu fui inspirada a escrever Passarinha porque minha filha tem Asperger. Eu utilizei o tiroteio na escola (que acontece antes do início do livro) porque eu estava muito afetada pelo tiroteio em Virginia Tech, em 2007. Eu pensei que, talvez, o atirador possa ter recebido ajuda através dos anos, ele deve ter se sentido ouvido e outros possam tê-lo entendido melhor. Passarinha é sobre andar com os pés do outro e aprender a entender os outros melhor, que é o porquê eu conto tudo pelo ponto de vista da Caitlin, uma garota com Asperger.
No início eu não estava certa sobre a capa. As pessoas ou a amam ou a odeiam. Felizmente, a maioria ama. Eu acho que é bonita, pura e simples.

Um livro que todos devam ler?

"To Kill a Mockinbird". Não é coincidência que eu referencio ambos nos títulos de meus livros e na história.

Olhando na sua biografia, eu vi que você viveu em vários lugares (Israel, África do Sul, Escócia...). Você gostou de viver em tantos lugares? Se você pudesse escolher um lugar para viajar, onde seria e porque?

Eu amava viajar e experimentar outras culturas. Há tanto para aprender e apreciar longe de nossas fronteiras. Eu me sentia muito sortuda. Enquanto eu escrevo isto, minha irmã está na Nova Zelândia, que é um lugar que eu amaria visitar, assim como a Austrália. Eu tenho que dizer, entretanto, que, se eu tivesse que escolher apenas um lugar, eu amaria voltar para a África do Sul, especificamente Botswana. Há alguma coisa sobre a África que penetra sobre a sua pele e nunca te deixa - as línguas, a música, as pessoas, o pôr-do-sol, a vida selvagem - é um mundo empolgante.




No mundo de Caitlin tudo é preto ou branco. As coisas são boas ou más. Qualquer coisa no meio do caminho é confuso. Essa é a máxima que o irmão mais velho de Caitlin sempre repetiu. Mas agora Devon está morto e o pai não está ajudando em nada. Caitlin quer acabar com isso, mas como uma menina de onze anos de idade, com síndrome de Asperger ela não sabe como. Quando ela lê a definição de encerramento ela percebe que é o que ela precisa. Em sua busca por ele, Caitlin descobre que nem tudo é preto ou branco, o mundo está cheio de cores, confuso e bonito.


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Um comentário :

  1. Ahhh que noticia Mara.
    Pena que a autora não estará na minha cidade.
    Mas meu irmão mora em BH e está me visitando, vou dar meu livro pra ele autografar e quando ele vier de novo pra Poa me traz.
    Eu amei esse livro, um dos melhores que já li.
    Adorei conhecer mais sobre o universo de quem tem Asperger.
    E a autora é tão querida, viajada e muito inteligente ao pensar nessa incrível estória.

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