[Resenha] Matando Borboletas - M. Anjelais

Matando Borboletas 
 M. Anjelais



Matando Borboletas - O primeiro amor, a inocência perdida, e a beleza que pode ser encontrada até nas circunstâncias mais perversas. Sphinx e Cadence — prometidos um ao outro na infância e envolvidos na adolescência. Sphinx é meiga, compassiva, comum. Cadence é brilhante, carismático — e doente. Na infância, ele deixou uma cicatriz nela com uma faca. Agora, conforme a doença de Cadence progride, ele se torna cada vez mais difícil. Ninguém sabe ainda, mas Cadence é incapaz de ter sentimentos. Sphinx quer continuar leal a ele, mas teme por sua vida. O relacionamento entre os dois vai passar por muitas reviravoltas, até chegar ao aterrorizante clímax que pode envolver o sacrifício supremo.



Este é um daqueles livros que você pega para ler e pensa que seria sobre outra coisa e fica bem surpreendido com o desenrolar da trama. Quando eu li na sinopse que Cadence era incapaz de ter sentimentos, pensei que ele seria um daqueles moleques-piranha, boyzinho pegador que vemos em todos os livros. Mas a questão real é que ele, DE VERDADE, não tem sentimentos, já que foi diagnosticado como um sociopata.

Agora imaginem vocês, descobrir que aquele garoto que você sempre foi apaixonadinha, que suas mães tinham esperanças de ver o casamento um dia, é na verdade um sociopata. Sinistro né? É por essa situação que passa a Sphinx, a mocinha do livro.

“Era alguma coisa nos olhos dele. Eles estavam acesos, brilhando muito, tão brilhantes e tão frios, como o reflexo do sol em uma paisagem gelada. Todo mundo adorava os olhos de Cadence, as pessoas sempre diziam como eles eram lindos, como eram diferentes. Como eram completamente fora do comum. Às vezes, pensei, ser comum é melhor. Foi a primeira vez na vida que eu percebi que algo pode ser tão incomum a ponto de estar quebrado, tão extraordinário que significa que há algo errado ali”.

De maneira geral, o que salvou para mim foi a linguagem muito clara e objetiva da autora que deu velocidade pro livro sempre deixando a gente com gosto de quero mais. Eu não gostei taaaaanto das coisas que aconteceram, mas entendi o que ela quis passar para os leitores, apesar de esperar um final muito melhor.

Eu tentei compreender os atos de tolerância da Sphinx, dos pais dela, mas sinceramente fiquei com vontade de sacodir todos eles e perguntar se eram loucos. Por outro lado, me vi compadecida muitas vezes pelo Cadence, uma criança e um adolescente sempre atrás de entender o que havia de errado dentro dele. Aliás, tentando entender porque não havia NADA dentro dele.

“Ele era poderoso, assustador e exigente. E, ao mesmo tempo, ainda era meu amigo luminoso; eu queria tanto agradá-lo. Eu tinha que fazer as coisas do jeito dele, e apenas do jeito dele”.

Apesar de ter gostado muito da clareza da escrita da autora, talvez teria ajudado se o livro tivesse o ponto de vista do Cadence, eu realmente achei que fez muuuuuuuita falta. Nós infelizmente passamos pela história apenas pelo ponto de vista de Sphinx. Eu me sentiria mais conquistada.

Enfim, essa é uma obra no mínimo interessante e complexa. Acredito que não vai agradar a todos, mas ainda assim vale a pena ser lida. De maneira geral, os lançamentos da Verus não me decepcionam. E não posso dizer que com este aconteceu isso, ainda que eu não tenha me apaixonado pela obra.

“Eu me sentia cativada. Às vezes eu achava que ele poderia fazer qualquer coisa comigo que eu não me importaria, se ao menos isso o ajudasse a sentir algo”.



17 comentários:

  1. Uau! Fiquei intrigada em descobrir mais dessa trama assim que comecei ler a resenha. Que loucura e tristeza ser apaixonada por alguém que não tem sentimentos algum. Mas na medida que fui lendo fiquei um pouco desanimada, por não ter um ponto de vista do Cadence que você sentiu falta e que faria diferença na trama, assim como os acontecimentos não terem te agradado.
    Mas adorei a resenha, como sempre!
    Abçs!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Faria MUITA diferença. Acho que eu gostaria mais dele..

      Excluir
  2. Oie
    Os livros da Verus também raramente me decepcionam.E eu gostei do que esse livro propõe,não espero que seja uma história toda bonitinha mas espero que me conquiste.E também acho que alguns capítulos narrados pelo Cadence fariam toda a diferença na obra.Mas de qualquer forma eu ainda queria ler.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Né? Eles tem bons olheiros pra encontrar coisa boa lá fora e trazer pea gente ;) amor pela Verus

      Excluir
  3. Oiii,
    Legal o livro, parece ser levemente um romance, mas falando sobre algo que pouca gente conhece, que é o comportamento de um sociopata. Você foi muito feliz na pontuação em que o livro se da pela visão da Sphinx, o que faz parecer que Cadence as vezes é um "monstro" e não uma pessoa doente que também não sabe o que acontece com ele mesmo. Ainda sim, é complicado entender a tolerância do pessoal perante as atitudes de Cadence. Claro se trata de uma doença, nossa imagina a dificuldade da autora em escrever um livro desse. Bem complexo mesmo e deixará muita gente com raiva por faltar esse visão do Cadence no livro, muito boa resenha.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Poxa, obrigada :)
      Fiquei feliz com suas opinioes e elogios!

      Excluir
  4. Nao tenho vontade de ler esse livro, acho tao dificil de entender essa relação do casal.
    Ele é mal, doido e mesmo assim ela quer ficar com ele. Eu realmente nao entendo.
    Acho a capa tao linda, uma pena q a historia nao me animou. sociopata nao é comigo.
    Beijos

    https://fuxixiu.wordpress.com/

    ResponderExcluir
  5. Uauuuuu!!! Que história... caramba. É um livro diferente dos quais costumo ler. Fiquei curiosa. Bela resenha.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Leia e depois venha conversar comigo! Kkkkkk

      Excluir
  6. É uma história bem diferente. Não sei se vou ler, acho que não vou gostar. Provavelmente não vou ler.

    ResponderExcluir
  7. Nathy, quando vi a capa de Matando Borboletas logo pensei que seria criado um mundo extremamente diferente do real unido à uma estória distópica. Mas, me surpreendi com a trama do livro, fiquei bastante intrigado sobre o termo sociopata e como a autora escreve sem um tema muito usado nos livros, os sentimentos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Menino eu jurava que seria uma distopia tb! Que coisa.
      Essa capa engana muito.
      Mas eu a amei. Capa e titulo fazem muito sentido quando lemos a historia

      Excluir
  8. Eu não imaginava essa historia, estou surpresa e intriga. Estou curiosa para entender melhor toda essa historia.
    Só decepciona saber que não conta o ponto de vista de Cadence, ele é o principal e seria ótimo poder entender as suas atitudes.
    Fiquei realmente curiosa e pretendo ler esse livro.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que bom que te intriguei. Depois que ler venha me dizer o que achou ;)

      Excluir
  9. Quando vi a capa desse livro, pensei que se tratava de mais um romance mas quando li sua resenha me surpreendi com essa premissa.
    Saber que não conta o ponto de vista do Cadence é decepcionante mas ainda sim parecer uma boa historia. Estou curiosa para saber como a família reagiu ao diagnostico, quero saber de tudo.
    Ótima indicação de leitura.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O livro é bem interessante mesmo. Acho q vc vai gostar!

      Excluir

Laura Lendo...

Lud Lendo...

Luiza Lendo...