[Resenha]Uma história de Amor e TOC

Uma história de Amor e TOC 
 Corey Ann Haydu

Bea foi diagnosticada com transtorno obsessivo-compulsivo. De uns tempos pra cá, desenvolveu algumas manias que podem se tornar bem graves quando se trata de... garotos! Ela jura que está melhorando, que está tudo sob controle. Até começar a se apaixonar por Beck, um menino que também tem TOC. Enquanto ele lava as mãos oito vezes depois de beijá-la, ela persegue outro cara nos intervalos dos encontros. Mas eles sabem que são a única esperança um do outro. Afinal, se existem tantos casais complicados por aí, por que as coisas não dariam certo para um casal obsessivo-compulsivo? No fundo, esta é só mais uma história de amor... e TOC.
“Eu não tenho nenhum hábito louco destruidor de pele ou de cabelo, mas alguma coisa na minha cara também deve ter uma aparência de algo-não-está-certo”.

Confesso que quando comecei a ler esse livro minhas expectativas estavam MUITO altas. Talvez seja por isso que ele foi um pouco decepcionante. Um pouco não, na verdade, foi bastante decepcionante. O livro é definido como um sick-lit, que é quando a personagem principal tem algum tipo de doença. No caso da Bea, nossa protagonista, ela tem TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo. Já fazendo a ligação com o título e capa (alias, achei a capa o máximo, com essas frases soltas: ‘Eu não vou stalkear esse cara’), mas o título achei mal colocado. Eu não acho que o livro se tratou de uma história de amor.

Bea é uma garota de 16 anos que tem um pequeno-grande problema em relação a garotos, ela é uma stalker (perseguidora). Quando ela menos percebe, já está colecionando cadernos anotando qualquer mínimo detalhe sobre a pessoa, perseguindo-o em lugares e se metendo em confusões com isso. Quando seu primeiro namorado, Kurt, descobriu sua tendência a perseguidora tratou logo de dar um ponto final no romance, o que só agravou seu problema e a mandou direto para a terapia com a Dr. Pat. Além de perseguição, a Bea relata diversas pequenas compulsões em seu dia-a-dia, como beliscar sua coxa, sua super sinceridade (aqui a compulsão é relatada como se ela apenas não conseguisse não falar o que pensa). Enfim, várias outras, e este é um ponto que achei positivo no livro. A autora nos passa muita realidade nos relatos em primeira pessoa de Bea. Ela é realmente uma menina que enfrenta alguns sérios problemas e não esconde isso do leitor. Nem por isso ela me conquistou. Infelizmente achei que o livro tomaria um rumo diferente do que tomou. Li resenhas em outros blogs e pude perceber que o livro foi recebido de maneiras diferentes, por isso meu conselho real aqui é: LEIA, gostando ou não da resenha!

Bea, aconselhada por sua terapeuta, começa a frequentar a terapia em grupo e é lá que ela se aproxima do igualmente problemático Beck. Não posso dizer que ele me conquistou também. Eu sofri por suas compulsões, assim como sofri pelas compulsões de todos no grupo da Bea, eu só não achei a narrativa interessante a ponto de me envolver pelos personagens. Fiquei achando toda hora que se tratava de um livro técnico ou de auto-ajuda, tamanha eram as passagens que eles relatavam os problemas. E como falei lá em cima sobre o título mal colocado, fiquei sentindo falta da parte da ‘história de amor’, achei que a autora se prendeu mais na parte do ‘TOC’. Mas enfim, como eu também disse, era essa uma expectativa MINHA.

“Acho que estou prestes a me apaixonar por Beck, e isso está me deixando ainda mais louca do que já sou”.

Com o passar da história, Bea acaba desenvolvendo suas tendências de perseguição por um outro personagem da história, enquanto Beck tenta fazê-la se sentir melhor, assim como ele sente quando está com ela. E é esse o centro da história, Bea e sua compulsão. E foi a parte que eu menos gostei. A parte da perseguição da Bea se tornou muito chata pra mim. Para quem gosta de histórias focadas nisso, vai agradar. Pois mostra todo o esforço de Bea para superar seus problemas e tentar conviver melhor com eles.
Como um romance de estreia, não sei se eu voltaria a ler algo da Corey.

“Rápido e sujo, é como Beck descreve quando caímos numa compulsão por um momento glorioso e depois nos salvamos da imersão total”.


10 comentários:

  1. Nathy, eu li resenha de vários blogs e a maioria amou.
    Achei a capa um máximo e só por isso já queria ler.
    Mas tenho um pé atrás por causa de a culpa é das estrelas que eu não achei isso tudo.
    Porém leria mesmo que só como uma experiência.

    Lisossomos

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    1. Eu reparei isso. Odeio qdo acontece de todos amarem e eu nao gostar tanto.

      O livr não é ruim, de fato. É q eu o li pensando se tratar de um romance sick-lit, como a editora o definiu, e ele não é.
      90% do livro é sobre o TOC de Bea e apenas 10% sobre romance. Achei mtooooo focado na perseguiçao, e por isso achei cansativo.

      Talvez se eu tivesse lido esperando mais isso, teria gostado mais.
      por isso é importante a editora definir bem um livro, para que acerte o publico alvo.

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  2. Achei muito interessante o livro abordar o TOC, uma doença que é pouco explorada e conhecida por muitos. Eu gostaria de ler, não só pela a história em si, mas também para conhecer um pouco dessa obsessão.

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    1. Luis essa parte é muito boa porque a autora parece colocar exatamente o que se passa em uma pessoa q sofre de TOC, algo q elas nao tem o menor controle. Sabem oq estao fazendo mas mesmo assim nao conseguem se impedir.
      Muuuito bom mesmo pra conhecer esse lado da histora, vc vai adorar!

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  3. Estou em dúvida se leio ou não,como ressaltou cada um tem uma opinião,mas pelo que notei na resenha ele não e lá essa coisas de bom.Vou ler,talvez eu tenha uma opnião diferente....
    Beijos

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    1. Depois que acabar de ler venha me contar oq decidiu ok? Se concorda comigo ou nao.
      Eu li junto de uma amiga e ela tb achou as mesmas coisas q eu achei.. mas opinioes sao realmente diferentes.

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  4. Poxa :/ confesso que vou procurar outras resenhas sobre ele entao, pq eu estava, como voce, com uma expectativa MEGA alta para começar esse livro e agora ela esta um pouco mais balançada kkkk espero que eu goste!

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    1. Jacque tambem espero q vc goste kkkkkk
      Nao é q o livro é ruim, sabe. Apenas mto mto menos do q eu esperei. E um pouco arrastadto tb..

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  5. Eu gostei do livro e pretendo ler. Já li outras resenhas e vi vlogs sobre (de pessoas que gostaram) que me deixaram com muita vontade de ler. Mas to tentando não criar expectativas.

    ^^

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    1. O melhor eh ler sem expectativas mesmo

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Laura Lendo...

Lud Lendo...

Luiza Lendo...