06 maio 2015

[Resenha] Between Here And Forever

Título: Between Here And Forever
Autor: Elizabeth Scott
Editora: Simon Pulse
Páginas: 256

                       

Faz muito tempo que Abby aceitou que não pode estar à altura da sua bela e carismática irmã Tess, e sabe exatamente o que ela é: A segunda. A invisível.
Até o acidente.
No entanto, ela tem um plano para trazer Tess de volta, um plano que envolve o lindo e misterioso Eli, mas então Abby descobre algo sobre Tess, algo que sempre esteve ali, mas que ela nunca tinha visto.
Abby está a ponto de descobrir que a verdade nem sempre é como parece, e que a vida oferece mais do que nunca acreditou que poderia...


"- Por que ele me perguntou isso, então?
Porque ele precisava saber.
Porque, às vezes, você tem que romper seu próprio coração."

Eu costumo ser razoavelmente boa descrevendo as coisas. Mas sinceramente, não sei nem como começar a falar desse livro. 
O primeiro livro que li da Elizabeth Scott foi "Perfect You" que foi uma das comédias românticas mais fofas e engraçadas que já li. E me fez fã dessa autora. E então eu li "Love You, Hate You, Miss You" (no Brasil esse livro já foi publicado pela falecida Underworld, que Deus a tenha, com o título "Te amo, Te odeio, Sinto sua falta") e eu vi então mais do que uma autora que sabia falar sobre adolescentes. Eu vi alguém que era capaz de entender. E para entender, nós precisamos escutar, mas mais do que isso, precisamos sentir ou ter sentido um pouco do que o outro sente. E é o que ela faz nos livros dela. Nos faz sentir exatamente o que o personagem está sentindo.

"Não é que eu não seja nada - falo, apesar de que aquilo é bastante preciso. - Só... uma coisa sobre viver com alguém como a Tess é que isso te faz enfrentar as coisas. Inclusive as que não quer."

Em "Between Here and Forever" temos Abby que sempre se viu a sombra da sua irmã mais velha e perfeita, Tess. A Tess sempre foi melhor em tudo, sempre a mais notada, a mais bonita, a mais querida, enquanto Abby sempre ficava em segundo plano. Até o acidente. O acidente mudou drasticamente a vida e a rotina de todos, já que Tess fica em coma, as atenções se voltam para Abby, mas não da forma como Abby sempre quis. Todos a olham e falam com ela agora, para desejar melhoras a sua irmã, perguntar como ela está, se já houve alguma mudança no quadro clínico, ou pior, falam como se a irmã dela já não estivesse ali.
Ninguém nunca viu Abby como ela é realmente. Porque olhariam duas vezes em sua direção, quando tinha Tess, sempre tão educada, linda e carismática?

"Olha, às vezes você só tem que viver com as coisas como são, inclusive se elas não são como você gostaria que fosse."

Não se trata de uma irmã mais nova enciumada, ou pelo menos, não apenas isso. A Abby sempre se sentiu inferior por que a irmã mais velha se sobressaía, não importasse o que ela fizesse, elas podiam se vestir iguais e ainda assim Tess simplesmente... Tinha um brilho próprio. Uma confiança que Abby não tinha. E Abby acabou crescendo e se acostumando com aquilo e sentindo que aquela era ela. Nunca o bastante. Boa, mas nunca o suficiente para se destacar, então ela em algum momento, desiste de tentar.

"Dói como todos os dias têm milhões de maneiras para nos fazer ver que não há nada que possamos fazer para mudar quem ou o que somos." 

É algo que talvez algumas pessoas não consigam entender, totalmente. A forma como ela passa no decorrer do livro reafirmando a si mesma de que não é nada comparada a irmã, pode causar revolta ou fazer algumas pessoas pensarem: "pow, fala sério", mas ela estava tão acostumada a todos tratando ela de forma inferior, que ela se convence de que aquilo é verdade. E todas as vezes que ela se reafirma isso, que não se deixa esquecer, é uma forma de se proteger, porque sempre haverá alguém para lembrá-la disso e se ela acreditar, se aceitar aquilo, então talvez vá chegar o dia que isso não doa tanto assim. Isso me partiu o coração.

"Posso suportar a raiva. Pegá-la e prendê-la em uma grande bola dentro de mim. Posso suportar isso, eu entendo.
Mas a dor... eu não tenho nenhuma defesa contra a dor."

Tudo o que a Abby quer agora é que sua irmã acorde e que as pessoas parem de perguntar sobre ela e de olhar para ela pensando em como o mundo é injusto, de que a irmã que era a mais querida, a melhor em todos os aspectos, está agora em coma, enquanto a outra está por ali. Porque ela sabe que eles pensam isso e o conhecimento disso ainda dói.

"Antes era só o fato de que eu não era como ela. Agora é o fato de eu estar aqui e ela não".

Então ela conhece Eli. Ele é perfeito, assim como Tess era e assim que o vê ela tem certeza de que tudo o que precisa fazer é levá-lo até ela e ela vai acordar, porque Tess jamais deixaria um garoto tão lindo passar despercebido. Mas conforme o tempo passa e ela conhece Eli, ela percebe mais nele do que apenas sua beleza exterior e passa a gostar dele mais do que esperava, certamente mais do que gostaria e logo se vê novamente cheia de medo e esperança.

"O fato é que não tenho ideia do que fazer. Nunca tinha sido querida, e embora uma parte de mim tem medo que eu veja algo que na verdade não está ali, uma parte ainda maior de mim teme que eu veja algo que nunca tenha visto antes. Que vou ver algo real, que é para mim."

Ela tem medo de estar se apaixonando novamente, ao mesmo tempo que tem esperança de que talvez, apenas dessa vez, alguém olhará para ela e a verá como ela é de verdade. O medo, claro, é mais forte porque ela se sentiu assim uma vez e ela sabe como a história termina, mas o desejo de ser notada é tão forte...

Ele está me olhando como todo mundo tem olhado a Tess. Como se fosse alguém que vale a pena ver."

Mas por que Eli, tão lindo e maravilhoso como era, iria querê-la? Ele poderia escolher quem quisesse. Abby vai acabar descobrindo que a perfeição não existe e que todos tem alguma coisa escondida que prefeririam que ninguém nunca descobrisse. Todos.

"Você acha que é uma sombra ou algo assim. Mas não é. Você também brilha."

Tia Lizzie, como sempre me surpreendeu e encantou. Espero que alguma outra editora lance os livros dela aqui no Brasil, logo. Todos deviam ter a oportunidade de ler um livro tão bom assim. E eu também o quero na minha estante, porque é um livro que vale a pena reler.
Beijos!

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14 comentários :

  1. Este livro me lembrou "Um Amor de Cinema" que pegou mais para o lado divertido da coisa. Pelo visto traz uma boa reflexão sobre alguém se achar melhor ou pior do que outro, o modo de tratar as pessoas desigualmente e desmerecer a si próprio.

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    1. É bem isso mesmo. Mais do que conhecer alguém, ela passa a conhecer e a dar mais valor a si mesma.
      Achei esse livro - Um amor de cinema - em uma feirinha aqui perto de casa! Pretendo ler em breve *-*
      Beijos!

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  2. Esse livro parece ser muito bom, e retrata o que acontece com muitas pessoas, não só entre irmãs, mas amigas, sempre há alguém que chama mais atenção e que recebe um tratamento melhor, isso deixa a gente muito mal. Esse rapaz parece que está conseguindo deixá-la melhor, mais feliz e estou torcendo para que eles fiquem juntos kk mesmo sem ter lido o livro.
    Beijos.

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    1. Oi, Lorena.
      Isso é bem verdade, na pior do que ser medida pelas ações de outras pessoas, uma vez que cada um tem sua própria personalidade, atitudes e gostos diferentes.
      E o livro mostra justamente um pouco disso e também sobre como por mais que nos esforcemos para mostrar uma vida perfeita, a vida real está aí para nos mostrar que ela é o que é, difícil sim, dura sim, mas vale a pena.
      Beijos ;)

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  3. Amanda, primeiro parabéns pela leitura em inglês, admiro quem consegue.
    Segundo que livro é esse? A história é bem impactante.
    Poxa, eu fiquei com dó da Abby.Se sentir assim sempre deve ser horrível.
    Adorei mesmo a história.

    Lisossomos

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    1. Oi, Déborah :D
      Obrigada kkkkk ><
      A gente tem que se virar ne, já que nenhuma editora comprou os direitos desse livro ainda :((
      A Under - que Deus a tenha - tinha lançado um livro dela "Menina Morta-viva" que é bem mais pesado e impactante, mas como ela faliu, não podemos esperar mais nenhum livro da Lizzie aqui por enquanto...

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  4. Se sentir inferior a outra pessoa, quanto mais a sua própria irmã, deve ser bem ruim! Eu ainda não li o livro, mas vi que ele é bem impactante, por envolver não só um acidente, e sim por mostrar que a vida pode ser vista de um lado melhor!

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    1. Sim, todos os livros da Elizabeth são bem... reais. Acho que essa é a palavra que mais se encaixa. São histórias cheias de realidade. Espero ler outros livros dela em breve *-*
      Beijos ;)

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  5. Nao conhecia a autora e acho que vou adorar acompanhar a escrita dela. Tbm adoro qndo pego livros com autores que parecem entender e retratar bem a realidade, fica algo mais intimo do leitor. Ja peguei um carinho pelos personagens kkk acho que vou me empolgar muito c essa leitura *-* obg pela dica!

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    1. Oi, Jacqueline! Exatamente, é sempre muito bom pegar um livro que parece falar diretamente com você e te entender de alguma forma. A gente acaba se apegando mesmo, não tem jeito kk'
      Espero que goste *-*
      Beijos <3

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  6. Não faz isso comigo </3 Você escreve essa resenha maravilhosa, me deixa super empolgada para ler, ai eu descubro que o livro e em inglês ='( De tão bem que você falou dele,acho que vou acabar me arriscando em inglês mesmo ç.ç
    Ele aborda de fundo um assunto delicado não é mesmo? E pelo jeito a autora soube desenvolver a historia,gostei !
    Vou procurar comprar o e-book e se eu conseguir ler e gostar,compro ele em inglês.
    Amei a resenha \õ/
    Beijos

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    1. Oi, Bruna!
      KKKKKKKKK Me desculpe ><
      Pois é, eu quero muito, muito que outra editora compre os direitos dos livros dessa autora, porque ainda não li um livro dela que não gostasse. Ainda tenho três dela para ler e estou meio que enrolando para não ficar sem nada dela para ler :'(
      Espero que goste <3
      Beijos!

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  7. Nunca li livros onde o tema irmãs fosse abordado, também não conheço a autora e até que gostei. Adoro conhecer novas autoras e vou procurar livros dela.

    É uma pena que outra editora ainda não tenha comprado os direitos da autora - ainda bem que leio em inglês.

    ^^

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    1. Oi, Adriane!
      Vale a pena, vou te dar uma dica: começa por Perfect You. Ele é bem leve e divertido, os outros são um pouquinho mais "pesados", mas todos são perfeitos! Espero que você goste <3
      Bjks!

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