[Resenha] O Ratinho do violão - Marta Reis


O Ratinho do violão
Marta Reis

Ano: 2015 / Páginas: 32


 Ratinho do violão - A gente fala búlin, mas a palavra é inglesa e até um pouco difícil de escrever: bullying. A história do Chiquinho é uma história de bullying, uma judiação que gente maldosa faz com os outros, com as crianças. O Chiquinho é um menino muito bacana, do bem, que toca violão como ninguém. O que importa se ele manca um pouquinho, né? Se você ficar um pouco triste de ver o menininho encolhidinho de tanta chateação dos amigos, vai ter uma surpresa lá no final do livro. E vai querer gritar: viva o nosso Chiquinho!



Como ávida leitora, amo qualquer estilo literário, então fiquei super feliz quando recebi O Ratinho do Violão, que me apaixonei logo vendo a capa e depois, pelo tema que ele aborda: bullying.

    


Infelizmente, bullying está presente em todos os lugares, escondido até de forma sutil, mas impactante, na forma de um apelido, de um preconceito, de um riso zombeteiro por não aceitar a diferença do outro. O Ratinho do Violão mostra com uma linguagem bem simples e compreensível, em uma leitura cujo leitor não tem idade, sob os efeitos nocivos dessa prática.

No livro conhecemos Chiquinho, que nasceu com uma deficiência na perna, que o faz mancar. Isso provoca o riso dos colegas e uma depressão profunda nele, que a acada dia, tendo a se esconder em si mesmo, em sua música, para fugir dessas perseguições.



Chiquinho é tão sufocado pelas brincadeiras cruéis dos colegas da escola, que não percebe que, para quem o ama de verdade, as diferenças não importam. Uma deficiência física não o diminui em nada como ser humano. Mas quando se é contantemente maltratado, torna-se difícil enxergar muito além do sofrimento. Então, ele é diminído a tal ponto, que passa a se diminuir e sumir dentro do seu medo, que o transforma em um ratinho.



Dessa forma, Chiquinho tem que encontrar uma forma de voltar a ser o que era antes, mas destemido, sem medo de enfrentar a vida e saber lidar com àqueles que só enxergam nele uma deficiência e não seus talentos ou sentimentos. Mas, depois que se deixa o medo de lado, só se passa a exigir uma coisa:


O livro trata de uma forma bem bonita que se deve respeitar as diferenças e saber conviver com elas sem diminuir ao outro ou causar sofrimentos. A mensagem de que temos talentos, sentimentos, capacidades e habilidades independente de um defeito físico está presente em toda a história.

As ilustrações e a diagramação do livro foram perfeitas, bastante lúdicas, as ilustruções, principalmente, refletindo as ações e sentimentos dos personagens, o que deu mais vida à história.


Não é só um livro para crianças, mas também para jovens e quem sabe adultos, que não dispensam uma boa história com uma mensagem significativa para a vida.


Cada um traz dentro de si o segredo pra ser feliz.



10 comentários:

  1. Ownnnn que lindinho....acho muito válido livros que expliquem para as crianças esses tipos de coisa, e de um forma simples e de fácil entendimento!! =)

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  2. bem interessante esse livro, desde cedo ensinando as crianças a tratar uns aos outros com respeito que cada um merece

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  3. O bom desse livro é, além de estimular a leitura, é fazer a criança perceber que todos são diferentes, mas com respeito vivemos todos em harmonia.

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  4. Muito legal esse livro. Uma boa forma de tratar de uma assunto polêmico com as crianças. Era bom que as escolas usassem livros como esse na educação das crianças.

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    1. Sim, Amália, essa é uma obra que toda escola devia adotar e fazer um trabalho bem interdiciplinar.

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  5. Oiee!
    Ainn quando vejo esses livros rezo para que as crianças da minha família cresçam logo rsrs
    Achei o livro muito fofo e é uma ótima maneira de explicar como lidar com o bullying desde cedo. Amei e as ilustrações estão lindas!!
    Bjokas!

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    1. Iêda, amei o livro, além do livro, a arte foi bem bonita, o que estimula a leitura das crianças.

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  6. Oiii
    achei muito bom o livro e ele tem uma forma de falar de um assunto serio com as crianças mais de uma maneira que elas entendam.
    Bjs

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    1. Oi Larissa! De fato, as crianças devem ser orientadas desde cedo em conviver com as diferenças, e uma leitura tão construtiva como essa é sempre bem vinda!

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  7. Ai que fofo, todas as crianças devem ler livros assim. O ruim é que muitos pais não ligam pra isso, ai da no que dá.

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Laura Lendo...

Lud Lendo...

Luiza Lendo...