14 fevereiro 2015

Semana Graffiti de Arte Moderna #4


Sobre a Arte de Soprar Vidro

Os povos que disputam a primazia da invenção do vidro são os egípcios e os fenícios. Segundo a Enciclopédia Trópico:

"Os fenícios contam que ao voltarem à pátria, do Egito, pararam às margens do Rio Belus, e pousaram sacos que traziam às costas, que estavam cheios de natrão (carbonato de sódio natural, que eles usavam para tingir lã). Acenderam o fogo com lenha, e empregaram os pedaços mais grossos de natrão para neles apoiar os vasos onde deviam cozer animais caçados. Comeram e deitaram-se, adormeceram e deixaram o fogo aceso. Quando acordaram, em lugar das pedras de natrão encontraram blocos brilhantes e transparentes, que pareciam enormes pedras preciosas. Um deles, o sábio Zelu, chefe da caravana, percebeu que sob os blocos de natrão, a areia também desaparecera. Os fogos foram reacesos, e durante a tarde, uma esteira de liquido rubro e fumegante escorreu das cinzas. Antes que a areia incandescente se solidificasse, Zelu plasmou, com uma faca aquele líquido e com ele formou uma empola tão maravilhosa que arrancou gritos de espanto dos mercadores fenícios. O vidro estava descoberto."
Esta é uma das versões, um tanto lendária. Mas, notícias mais verossímeis, relatam que o vidro surgiu pelo menos 4.000 anos A.C.. Julga-se entretanto que os egípcios começaram a soprar o vidro em 1.400 A. C., dedicando-se, acima de tudo, a produção de pequenos objetos artísticos e decorativos, muitas vezes eram confundidos com belas pedras preciosas. Sua decomposição é de 4000 anos. A cada 1000 kg de vidro leva-se 1300 kg de areia.

A fabricação é feita no interior de um forno, onde se encontram os panelões. Quando o material está quase fundido, o operário imerge um canudo de ferro e retira-o rapidamente, após dar-lhe umas voltas trazendo na sua extremidade uma bola de matéria incandescente.
Agora a bola incandescente, deve ser transformada numa empola. O operário gira-a de todos os lados sobre uma placa de ferro chamada marma. A bola vai se avolumando até assumir forma desejada pelo vidreiro.
Finalmente a peça vai para a seção de resfriamento gradativo, e assim ficará pronta para ser usada. (Fonte)


Um aplicativo que permite você fazer arte em vidro.


O artista plástico Dale Chihuly levou a técnica chamada de “Glassblowing” para dentro do mundo digital, permitindo que os usuários ao soprarem em seus smartphones criem o mesmo efeito de estarem soprando em vidro, podendo criar suas peças, ou melhor, suas próprias obras de arte virtuais.
Chihuly é um app gratuito, que oferece três temas diferentes para suas obras: Chihuly Fiori, Macchia, e Seafoams.
Ao Soprar em seu iPhone, você terá um efeito semelhante ao de soprar em vidros, permitindo moldar suas peças, dando características exclusivas.
Após criar sua obra-prima também é possível: dobrar, fazes curvas, acrescentar cores e texturas.
Não perca tempo, baixe sua app e se divirta com a técnica de soprar vidros. Fonte

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2 comentários :

  1. Estou adorando este post da semana grafite. Estou aprendendo e vendo coisas lindas. Adorei este sobre vidros. Não sabia que era feito desse jeito. Muito legal.
    Beijos.

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  2. Eu morro com esses caras mexendo nos vidros, parece tão fácil.. spn

    é tudo lindo... esse Dale faz umas coisas lindas!

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