[Resenha] Orgulho e Preconceito


E vamos para a resenha do mês de Janeiro, o tema era clássico dos Romances na Maratona de Romances Históricos




Orgulho e Preconceito
Jane Austen


Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.


Muitas pessoas talvez conheçam esse romance de Jane Austen através do filme — afinal, versões sobre esse clássico não faltam. No entanto, devo destacar que, ao deixar de ler o livro, deixa-se de conhecer as mais fortes características dos personagens, que os fazem serem únicos.
Tendo como cenário uma sociedade cujos casamentos são tratados como uma loteria cujo maior prêmio é a ascensão social, o livro nos traz a história de Elizabeth Bennet, uma jovem espontânea que convive com cinco irmãs, um pai que a ama pela sua eloquência e inteligência e uma mãe que almeja casar muito bem as filhas com bons partidos; também conhecemos o Sr. Darcy, um jovem taciturno, à primeira vista orgulhoso e de aparência esnobe, que desperta imediatamente a antipatia de Elizabeth, por julgá-lo alguém cuja importância seja autovalorizada demais.
Ignorando os olhares cada vez mais insistentes do Sr. Darcy para sua pessoa, Elizabeth prende-se somente às opiniões contrários que formou a respeito desse homem que aparenta tanto orgulho, devido à sua riqueza e alta posição social, o que rende, em muitos momentos, diálogos muito interessante entre os dois, ela estimulada em atingir a arrogância que acredita enxergar nele.

“Há, acredito, em todo o temperamento, uma tendência a um mal em particular – um defeito natural, que nem mesmo a melhor educação pode superar.”“E o seu defeito é o de odiar todo mundo.”“E o seu”, ele replicou com um sorriso, “é o de interpretar errado todo mundo propositalmente”. 

Mesmo com todas as suas reservas, Sr. Darcy é um personagem encantador. Claramente luta contra seus sentimentos, pois admitir seu amor por uma moça simples, sem um alto status social, vai contra às ideologias que foi criado. Mas não resiste à sua vivacidade e personalidade franca. E, mesmo indo contra todos os princípios que acredita, decide exprimir os sentimentos que ela o provoca.

“Tenho lutado em vão. Não resistirei. Meus sentimentos não serão reprimidos. Você deve permitir que eu lhe diga o quão ardentemente a admiro e a amo.”

Confesso que nesse momento me apaixonei mais por ele e meu coração chorou devido aos acontecimentos posteriores, mas me deliciei quando, pouco a pouco, sua verdadeira face foi revelada aos olhos de Elizabeth, revelando um personagem de natureza apaixonante e íntegra.
Então, aos poucos, a antipatia vai dando lugar a sentimentos mais profundos e mais nobres, e o que não se iniciou com uma paixão à primeira vista fulminante, vai se construindo devagar, mas não de forma menos intensa, enquanto conceitos e atitudes vão sendo reformulados.
É uma obra atemporal, pois ainda você vê refletido na trama alguns comportamentos da sociedade atual. Trama esta, aliás, muito bem construída, com uma narrativa deliciosa de se ler, não sendo surpreendente que o romance venha conquistando fãs durante décadas. Para quem ainda não se aventurou pelos clássicos, Jane Austen, com certeza, é a melhor indicação.




Pride and Prejudice
 (br/pt: Orgulho e Preconceito) é um romance da escritora britânica Jane Austen. Publicado pela primeira vez em 1813, na verdade havia sido terminado em 1797, antes de ela completar 21 anos, em SteventonHampshire, onde Jane morava com os pais. Originalmente denominado First Impressions, nunca foi publicado sob aquele título; ao fazer a revisão dos escritos, Jane intitulou a obra e a publicou como Pride and Prejudice. Austen pode ter tido em mente o capítulo final do romance de Fanny BurneyCecilia, chamado "Pride and Prejudice".


 Em 2005, estreou filme, dirigido por Joe Wright, com adaptação de roteiro de Deborah Moggach. Foi lançado em 16 de setembro de 2005 no Reino Unido, e em 10 de fevereiro de 2006 no Brasil, e foi indicado em quatro categorias no Oscar.


5 comentários:

  1. Respostas
    1. Sr. Darcy é eterno, não é? Li entre espiadas no filme, achei o Matthew Macfadyen perfeito como ele!

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  2. Adoro. Foi meu primeiro romance histórico <33
    Comprei a versão mais antiga com linguagem rebuscada e depois a mais atual, bilíngue. Até hoje tenho vontade de ler os outros livros da tia Jane, mas cadê o tempo? kk

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    1. nanda, me arrependo por não ter lido antes. Ainda bem que o desafio foi lançado, rsrssr!

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  3. Ownnnnnnnnnnnnnnnnn preciso ler urgente, eu amo o filme, e nunca peguei o livro, olha que desnaturada!!!!

    <3

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Laura Lendo...

Lud Lendo...

Luiza Lendo...