[Resenha] Encontrada

Encontrada - Perdida 2
Carina Rissi
Editora Verus


Sofia está de volta ao século dezenove e mais que animada para começar a viver o seu final feliz ao lado de Ian Clarke. No entanto, em meio à loucura dos preparativos para o casamento, ela percebe que se tornar a sra. Clarke não vai ser tão simples quanto imaginava. As confusões encontram a garota antes mesmo de ela chegar ao altar e uma tia intrometida que quer atrapalhar o relacionamento é apenas uma delas. Além disso, coisas estranhas estão acontecendo na vila. Ian parece estar enfrentando alguns problemas que prefere não dividir com a noiva. Decidida, Sofia fará o que estiver ao seu alcance para ajudar o homem que ama. Ela não está disposta a permitir que nada nem ninguém atrapalhe seu futuro. Porém suas ações podem pôr tudo a perder, e Sofia descobre que a única pessoa capaz de destruir seu felizes para sempre é ela própria.



Você pode conferir a resenha de Perdida, primeiro volume dessa incrível história aqui.

SPOILERS DO LIVRO 1 - PERDIDA

Em Perdida nós somos jogados em 1830 e acompanhamos a luta da Sofia para voltar para os dias de hoje, e depois a luta para voltar para 1830 ao lado do seu grande amor: Ian.

Em Encontrada nós acompanhamos a luta da Sofia para se adaptar à 1830. Em um mundo sem tecnologia alguma, sem banheiro e sem amigos. A Sofia luta a cada dia para se tornar uma mulher de 1830, mas a sua cabeça continua em 2010.

Com o casamento chegando não tem noiva que não surte, além dos surtos normais, a Sofia tem mais um para adicionar a lista, ela não acredita ser tudo o que o Ian merece. Ela é sempre desengonçada, nunca acerta as normas sociais do século XIX, não sabe dançar a bendita quadrilha e não entende nada sobre cuidar de uma casa. E sem dúvida alguma não falta gente para apontar o dedo para a menina estranha que vai casar com o coitado do Sr. Clarke, aumentando mais ainda as suas inseguranças.

Em meio a várias confusões que me fizeram gargalhar (como tudo o que a Carina escreve) nós vemos que a única coisa capaz de separar esses dois é eles mesmos.

A Sofia sempre foi acostumada a cuidar de si mesma, a trabalhar, ter seu próprio dinheiro, e se quer alguma coisa, ela mesma tem que lutar para conseguir.
O Ian acredita que como homem da casa ele é o responsável por cuidar de tudo, fazer tudo e pagar por tudo. Essa é a cultura do século XIX, se uma mulher vai trabalhar e conseguir seu próprio dinheiro é como dizer ao seu homem que ele não é capaz de cuidar dela, é uma humilhação. Mas é exatamente isso que a Sofia faz, e o pior, sem contar a ele. Isso termina causando várias confusões que prejudicam a estabilidade do nosso casal, mas claro que como amor tem de sobra, eles lutam para superar todas essas diferenças.

O Ian não quer uma mulher do século XIX, também não quer uma mulher do século XXI, ele quer a Sofia, exatamente como ela é, com gírias, sem pára raio (hahaha) e tratando todos de igual para igual. Assim como a Sofia não precisa de ninguém para cuidar dela, ela não quer um guardião, ela quer um parceiro, um companheiro, alguém que ela possa estar ao lado, e não embaixo da asa.

"Juro que é você (...) Juro que é você quem eu esperei. Juro que as batidas do meu coração são para você."

Podemos acompanhar também a vida de Elisa (que eu sinceramente espero saber mais no futuro) e de todos os personagens que nos encantaram em Perdida.

Quando eu terminei de ler Perdida achei que aquele era um bom final, no meu coração eu já havia encerrado a história de Sofia e Ian, e achei que não precisava de uma continuação, mas ao ler Encontrada eu percebi que sempre vou querer mais SofIan, e principalmente, sempre vou querer mais das palavras da Carina Rissi. Agora eu só consigo pensar em quando terei mais...

Como sempre a Carina nos leva a um romance incrível e cheio de boas gargalhadas, a Sofia, apesar de estar em 1830 é alguém que eu consigo enxergar, ela parece ser tão real como uma amiga que eu posso conversar a qualquer momento pelo Whatsapp. A Carina não só cria os personagens, ela dá vida a eles!

"Foi estranho e maravilhoso. Era como segurar meu próprio coração."


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