15 agosto 2014

[Resenha] Princesa Adormecida

Princesa Adormecida
Paula Pimenta


Era uma vez uma princesa... Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas esta princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário. Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. 
Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou. Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida.Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única. Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim... 
• Paula Pimenta adoraria viver uma história de princesa! Ela é de Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou sua carreira de escritora em 2001, com o livro de poemas Confissão. É autora das séries "Fazendo Meu Filme" e "Minha Vida Fora De Série", do livro de crônicas "Apaixonada por palavras" e participou da antologia "O livro das princesas".

Quando vemos que um livro é inspirado em uma história de contos de fadas, logo imaginamos que ele é voltado para determinada faixa etária. Mas, de antemão, ressalto que Princesa Adormecida é um daqueles livros que não se tem idade especificada para ler, pois, sua narrativa envolve a todos que gosta de uma leitura leve, descontraída, apesar do drama que a personagem apresenta.
Nele conhecemos Áurea, uma jovem que acabou de completar dezesseis anos, aparentemente normal: órfã, mora com seus três tios super protetores, boa aluna, querida pelas amigas e talentosa. Tudo seria perfeito se, mesmo sendo tão jovem, não tivesse um passado tão trágico. Passado este que, aos poucos, vai se desvanecendo da mente de Áurea, que fica em dúvida se tudo o que aconteceu na sua vida de fato foi um sonho de uma criança cuja imaginação foi contagiada pelas histórias infantis ou foi realidade.
Separada dos seus pais aos cinco anos de idade, para evitar a ameaça contra sua vida feita por uma mulher que não se conformou em não ter sido a escolhida para casar com o pai de Áurea, foi declarada como morta até que a polícia conseguisse prender a bruxa  vilã. Porém, com o passar dos anos, e sem ter resultados positivos em acabar com essa ameaça, Áurea foi crescendo e assumindo a identidade de Rosa.
Devido ao passado que mal lembra, ela é constantemente vigiada pelos tios, e se ressente da falta de liberdade. Quando ousou sair, arriscar-se e depois ganha de presente a liberdade que tanto quer, mesmo limitada, o destino coloca em sua vida um misterioso príncipe rapaz, chamado Phil, que de repente passa a enviar mensagens para o celular dela. E, mesmo nunca tendo o visto ou falado pessoalmente, ela passa a trocar mensagens com ele e se envolvendo a cada dia, a ponto de se apaixonar, mesmo sem nunca tê-lo visto.
É muito fofo ler o desenvolvimento desses sentimentos por Áurea, agora Rosa. Seu primeiro amor, que apareceu de forma inusitada em sua vida, as dúvidas de se o outro sente a mesma coisa... e, principalmente, a questão de se deve confiar ou não. Confesso que, mesmo achando muito bonita a troca de mensagens entre os dois, senti uma completa desconfiança de Phil, se de fato ele era o príncipe ou o dragão da história.
 Impulsionada por seus sentimentos, Rosa dá sua inteira confiança a seu primeiro amor, contando detalhes de sua vida que, futuramente, tornam-se fatais para o desenrolar dos acontecimentos, que culminam no despertar para sua verdadeira realidade.

Imagine acordar e descobrir que o mundo que você achava que era real nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida.

Nessa versão contemporânea do conto de A Bela Adormecida, o leitor vai se encantar inteiramente com a história da jovem Áurea, ficar curioso para resolução dos mistérios que o romance apresenta e torcer por um “felizes para sempre”. E, no final, ainda ficar se indagando se de fato acabou, pois te deixa com gostinho de quero mais.
Não tinha ainda lido nenhuma obra da autora, gostei como ela desenvolve a história sem deixar nem uma ponta solta. Para quem não a conhece, recomendo prestigiar essa e outras obras dela. Vale muito a pena!






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3 comentários :

  1. Ah eu comprei ele depois que li o conto da Cinderela Pop!!! Amei!!!

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  2. Achei a capa tãooooo linda!!! Está na fila imensa e infinita!

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  3. Acabei de postar minha primeira resenha sobre o livro, amei a capa mas não posso dizer o mesmo sobre o livro...Pena

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