06 agosto 2014

[Resenha] Invisível

Invisível 
Andrea Cremer e David Levithan
Editora Galera Record, 2014.

Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth.Recém-chegada à cidade, a garota procura exatamente o que Stephen mais odeia. A possibilidade de passar despercebida, depois de sofrer com a rejeição dos amigos à opção sexual do irmão. Perdida em pensamentos, Elizabeth não entende por que seu vizinho de apartamento não mexe um dedo quando ela derruba uma sacola de compras no chão. E Stephen não acredita no que está acontecendo... Ela o vê!Stephen tem sido invisível por praticamente toda sua vida - por causa de uma maldição que seu avô, um poderoso conjurador de maldições, lançou sobre a mãe de Stephen antes de ele nascer. Então, quando Elizabeth se muda para o prédio de Stephen em Nova York vinda do Minnesota, ninguém está mais surpreso do que ele próprio com o fato de que ela pode vê-lo. Um amor começa a surgir e quando Stephen confia em Elizabeth o seu segredo, os dois decidem mergulhar de cabeça do mundo secreto dos conjuradores de maldições e dos caçadores de feitiços para descobrir uma maneira de quebrar a maldição. Mas as coisas não saem como planejado, especialmente quando o avô de Stephen chega à cidade, descontando sua raiva em todo mundo que cruza seu caminho. No final, Elizabeth e Stephen devem decidir o quão grande é o sacríficio que estão dispostos a fazer para que Stephen se torne visível - porque a resposta pode significar a diferença entre a vida e a morte. Pelo menos para Elizabeth...

Bem. O que dizer dessa capa? Por favor, sigam o link do goodreads pra conferirem a capa americana, que é LINDA. Eu não gostei nada nada dessa capa Brasileira, mas posso perdoar e entender a Galera. David é um autor que, particularmente atrai garotos para leitura, e acho que essa capa atrairia apenas meninas. Ok. Sendo assim, vamos seguir a resenha.
“Ninguém consegue me ver, por mais que eu me esforce. Posso ser tocado, mas é preciso me concentrar muito. E sempre posso ser ouvido, se eu escolher falar. Essas, suponho, são as regras da maldição. Eu me acostumei a elas, mesmo sem compreendê-las.”
Só eu não fazia ideia que esse livro é sobrenatural? EXATAMENTE ISSO, sobrenatural envolvendo magia, já que envolve uma forte maldição. E um sobrenatural dos bons, com um mundo criado só pra ele e é bem interessante, devo dizer. Foi meu primeiro contato com o David Levithan e tive dificuldades para achar alguma participação dele no livro, pois tudo que li do livro, atribui à Andrea Cremer.
Ambos os personagens são bem construídos e cativantes. A gente tem vontade de pegar o Stephen no colo e fazer passar esse ‘pequeno’ problema de invisibilidade para ele. Já a Elizabeth, confesso que ele me surpreendeu MUITO positivamente. Uma das melhores mocinhas que eu já vi por ai. Com ela não tem mimimi, ela vai lá e resolve! “Ahhh, meu namorado é invisível, ok. O que eu preciso fazer pra resolver? Matar a China inteira? Ok, compre minha passagem!”. Adoreeeeeeei isso nela. Tão protetora com ele. É mais comum a gente ver o contrário.
Bem. Falemos da história em si.
Stephen é um garoto nunca visto antes, tipo, no sentido LITERAL da frase. Nem a mãe do garoto, nem pai, nem ninguém. Foi como um sopro saindo, quando ele nasceu, rs. não tinha nenhum bebê visível para pegar. Ainda assim, ele cresceu sob a proteção e amor incondicional de sua mãe. Em uma tarde que ele ‘pega carona’ no elevador junto com um morador de seu prédio, ele nota a garota nova que se mudou ao lado de seu apartamento olhando fixamente para ele, após ter feito uma pergunta. E ele, UÉÉÉÉ, como assim ela me vê quando ninguém mais pode?
Haha. É bem hilária a cena. Os pontos de vistas são alternados a cada capitulo e, como vocês sabem, isso já é meio caminho andado pra mim.

“Agora a estática que andei sentindo preenche o cômodo, preenche o mundo. Noto a surpresa no rosto de Elizabeth, mas não é nada comparada à surpresa que parece atingir cada um dos meus pensamentos. Ele não me vê. Mas ela vê. Ela vê.”
A Elizabeth tem uma família adorável – fiquei apaixonada no irmão dela -, enquanto a de Stephen é lascada. Isso deu um equilíbrio legal na história. A parte sobrenatural, como mencionei antes, é bem rica em detalhes do mundo criado por eles. Apesar de tudo isso, eu particularmente não gosto de magia, então confesso que me arrastei um pouco pela leitura nessas partes. Pensei que o final compensaria, mas não aconteceu. Para que fique registrado, eu não gostei do final. Ah, mas não se preocupem, é explicado porque ele é invisível e o motivo é muito legal!
Então, por fim, declaro, o livro é bom. Muito bom para aqueles que gostam de sobrenatural. E, me odeio neste momento por dizer isso, mas fica claro como cristal que este livro foi escrito para ter uma continuação, do contrário deixa tudo muito vago. No entanto, até o momento, é um livro único.

“Toco a bochecha de Stephen e encaro os olhos azuis da cor do céu. Ele retribui o olhar. Sua mão espelha a minha. Os dedos são quentes em minha pele. Vemos um ao outro, e isso é suficiente. Por hoje.”


 PS: Invisível merecia um 4 estrelas em geral, mas não posso dar 4 com um final desses....



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8 comentários :

  1. Ownnnnnnnnnnnnnnn amo a Andrea !!!!

    Quando saiu o livro, você lembra que nós duas ficamos : "que livro é esse da Andrea que não sabíamos?" e quando vimos qual era.. chocamos... essa capa é uma coisa muito estranha, não sei o que aconteceu no processo para chegar no Brasil. kkkk

    Mas como disse, Andrea é diva, adora a escrita dela.. todos os livros que ela escreve para mim é obrigatória a leitura.

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  2. adoro livros assim! só a capa.... bem. nao sei o que se passou kkkk

    o livro pelo jeito é fofinho e tem jeito de ser perfeito para se ler a tardinha. ..e a garota é uma sortuda. magine ter um cara que nenhuma piriguete consegue por a mão. já tem uns livros ai... kkk

    Serio que vc não é afim de sobrenatural e coisas assim? ja leu A Mediadora da Meg Cabot. Muito bom, vc vai se apaixonar pelo Jesse se vc ler.

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  3. Aiiii eu tô com a Carol... Gosto de final, final mesmo, conclusão! Se não fico me sentindo perdida...
    Essa capa nunca me atraiu, e eu tô fugindo de sobrenatural por um tempo!

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  4. AAAA mas acho q tem final sim.. pq é livro único... a Nathy q não gostou! kkkk

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    1. Sim. tem final.
      Ele não é muito bom, mas tem final..

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  5. Oi Nathy,
    Eu nunca li Andrea Cremer, então não sei o quê exatamente foi escrito por ela, mas no geral as falas do Stephen são do Levithan. Todos os seus livros tem essas características da exclusão, solidão. Pra mim o final foi excelente. É bem o que o livro quis passar, nem sempre os problemas se resolvem, mas se você puder conviver com isso e seguir em frente, tudo bem. Além do mais é uma fofura o fato de só Liz conseguir ver Stephen <3 Eu amei e dei 5 estrelinhas. Só esperava mais ação no confronto final ;) Também gosto muito da capa, pra falar a verdade mais do que a original. Tem todo um significado a gotinha transparente.

    Beijos,
    Mari Siqueira
    http://loveloversblog.blogspot.com

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    1. Deve ser por isso então que gostei tanto da mocinha, deve ser a parte da Cremer. kkkkkkk
      Já eu, nunca li David, mas me deu uma boa impressão.
      Quanto ao final, não interpretei dessa maneira infelizmente :(
      pra mim, foi tudo perdido.. eu acho que merecia uma sequencia para que tivesse um final mais... FELIZ, rs.

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