24 abril 2014

Entrevista: Nana Pauvolih


Nana Pauvolih


Escritora há mais de vinte e cinco anos, mantinha seus livros apenas para ela mesma. No final do ano de 2012 resolveu compartilhar trechos de um de seus livros em um site , obtendo grande sucesso na internet e atraindo novos leitores, levando assim ao surgimento de seu primeiro livro lançado por uma editora tradicional: A Coleira, um romance extremamente erótico.Desde então já lançou variados ebooks e todos os seus livros tem um alto teor de sensualidade e erotismo.                                         



E hoje, o Every Little Book tem uma dica de leitura, especialmente para quem curte livros mais... digamos assim... picantes, com uma boa dose de romantismo: é a autora Nana Pauvolih, que vem conquistando vários leitores com sua escrita bastante ousada. E ela marca presença aqui, nos concedendo uma entrevista.
 


ELB: Nana, nos fale de você. Quem é a mulher por trás da escritora?

R: Sou uma mulher apaixonada. Tenho 39 anos, sou casada e com dois filhos. A emoção é uma constante em minha vida, sinto tudo de maneira muito intensa e escrever sempre foi uma maneira de extravasar tudo isso. Durante muito tempo trabalhei como Professora de História e Filosofia, mas nunca deixei de escrever. Agora sou apenas escritora, em tempo integral. É o que amo fazer.   

ELB: Há quanto tempo você escreve? E como houve o incentivo para você publicar seus livros?

R: Eu sempre escrevi, desde pequena. Mas livro mesmo comecei aos 11 anos, como uma brincadeira que me pegou de jeito. Daí por diante me apaixonei e não parei mais. Não houve muito incentivo, arrisquei alguns capítulos de A Coleira e Tentação em um site. As leitoras gostaram, foram pedindo mais e assim terminei o primeiro. Mostrei para uma editora, que gostou e quis publicar. E assim comecei a me mostrar mais. Conheci Danka Maia, que me ofereceu um espaço em seu blog, me incentivou a pôr meus livros lá e daí não parei mais. 

ELB: Seus livros têm uma boa dose de erotismo, são ousados até. Quando você começou a publicá-los, esperava essa aceitabilidade do público leitor?

R: Não mesmo. Eu tinha medo da reação das pessoas, pois os livros são ousados e gosto de detalhar tudo. Recebi críticas duras, até de colegas de profissão que se achavam no direito de opinar e de pessoas da família. Mas também ganhei muitos elogios. Filtrei tudo, passei pela fase de me incomodar e entendi que as críticas fazem parte do processo. Eu amo o que faço e percebo que muitas pessoas gostam de ler. Faço para mim e para elas. 

ELB: Muitas pessoas falam sobre o BDSM, mas na verdade nem eles sabem realmente o que significa. Já vimos muitos conceitos contraditórios. Você pode falar um pouco sobre o assunto e como se escreve livros assim, há uma pesquisa em torno do conceito?

R: O BDSM que escrevo é mais leve, embora tenha pesquisado muito sobre o assunto e pedido opiniões. Procuro não colocar o que acho fantasioso demais. Algumas meninas me perguntam se determinada coisa que escrevo é possível. É. Claro que tudo é romantizado e intensificado, faz parte do enredo, mas não é criado sem base. Tive dúvidas cruciais duas vezes sobre o tema, um no livro Quando vi você e outra no Redenção e Submissão. Procurei ajuda de um profissional, que me explicou de maneira bem didática e clara, inclusive me disse que tem vontade de escrever um livro sobre o assunto.

 ELB: Ultimamente, muitas escritoras brasileiras vêm tendo coragem de publicar seus livros, a publicação de e-books de autores nacionais vem crescendo. Na sua opinião, a que se deve a isso?

R: Se deve ao espaço que foi aberto com as redes sociais e o wattpad, que dão os espaço para escritores se mostrarem. A aceitação de 50 Tons de Cinza também facilitou essa coragem, pois o que era “proibido” de repente foi possível ser mostrado. Eu sempre escrevi sobre o assunto. Por exemplo, Quando vi você já tinha vários capítulos prontos desde 2004 ou 2005. As portas vêm se abrindo e as autoras mostram seu trabalho. Sendo de qualidade, o público gosta e pede mais.

ELB: Percebe-se que você tem uma relação muito boa com suas leitoras. Até que ponto isso a influencia na escrita dos seus livros?

 R: Influencia positivamente. Muitas vezes uso a opinião delas como parâmetros, outras adequo algo para agradá-las. Em geral não mudo a espinha da estória, mas posso atenuar ou agravar, acrescentar algo sabendo que vão gostar. É uma troca para mim, como toda relação que temos na vida e que não pode ser unilateral. E amo essa troca.  

ELB: Você publicou seu primeiro livro impresso, A Coleira. Para atiçar a curiosidade dos leitores, nos fale um pouco sobre ele.

R: Eu tenho fases. Algumas são mais atrevidas que outras. A Coleira foi escrito na mesma época de Tentação e Chantagem. Eu estava com esses tipos autoritários e dominantes na cabeça, esse jeito machão, do Miguel, Thor e Enzo. E isso me influenciou. A Coleira tem esse lado agressivo, um homem que vai até às últimas consequências por uma vingança, por um trato que foi quebrado. Eu não atenuei nada ali, como de vez em quando faço hoje. É até um pouco polêmico. E é querido para mim, pois foi o primeiro que criei para ser mostrado e vendido, ele me abriu muitas portas e trouxe muitas leitoras. 

ELB: Vamos falar de um personagem polêmico do livro A Redenção de um Cafajeste: Arthur Moreno. Nana, você não ficou com medo se as pessoas rejeitassem o personagem?

 R: O Arthur é um caso à parte na minha vida rsrsrsrs. Eu SABIA que ele seria rejeitado de início. Lembro como se fosse ontem. No meu grupo Romances Picantes de Nana Pauvolih, que tenho no facebook, eu fiz uma votação com as minhas queridas leitoras e amigas. Tinha acabado Pecados e Desejos e todas estavam suspirando por Raoul Cavallo, um daqueles mocinhos perfeitos. Dei a opção de duas estórias, uma delas do Arthur, que quase todas escolheram. Eu avisei várias vezes: Ele vai ser cafajeste mesmo. Aceitaram. Mas quando começou, quase enlouqueceram rsrsrs. Era uma loucura! Reclamações, sentimentos exaltados, ódio, xingamentos. Morro de rir até hoje quando lembro. E eu dizendo, vocês ainda vão se apaixonar por ele e pedir clemência. Ninguém acreditou. Algumas meninas até se afastaram do grupo, pois eu fui com tudo. Escrevi um capítulo por dia. Para ter uma ideia, o livro tem 577 páginas e eu terminei em menos de um mês. Quase surtei, mas segui firme no que eu tinha imaginado. E quando acabou, foi uma sensação de dever cumprido, de realização. E aí está o meu reizinho, tão cafajeste que ainda me deu mais dois livros e virou uma série, que trouxe um mundo de novas leitoras para o meu trabalho. Para mim, Arthur foi um risco e uma vitória. Eu adoro desafios e fui com tudo nele. E não me arrependo nem por umsegundo. 

ELB: Quais são seus planos futuros, tem muito projeto engavetado, esperando a oportunidade para sair?


R: Muitos. Tenho livros demais em casa manuscritos, esperando a vez deles. Tenho novos na cabeça e novas séries, pois nunca gostei muito de trilogias e séries, mas acabei me rendendo rsrsrs. Também estou escrevendo mais dois livros diferentes de tudo que faço e pretendo terminá-los em Maio: o primeiro é DOMA MEU CORPO, TOMA MINHA ALMA, em parceria com Danka Maia ( é um suspense sobrenatural com doses extraordinárias de erotismo, um amor que surge em uma pessoa com alma negra) e A LIGA LITERÁRIA, que escrevo com Danka Maia, Jonathan Gonçalves e Marcos Roberto LLestath, sobre um Brasil fictício em 2072 e onde criamos super heróis brasileiros. Eu tenho três personagens na história e dois deles estão até no meu grupo como avatar rsrsrs Damon Lucca e Ciana Gibran. O outro é Valentim Cigano. Vamos finalizar o último capítulo agora. Se puder, deixo o site da Liga para todos darem uma olhada. E vou continuar com meus livros eróticos e românticos, claro. RsrsA liga Literária pode ser encontrada no seguinte site: http://aligaliteraria.weebly.com/ 

ELB: E, como de praxe, recadinho para seus leitores:

R: Obrigada. Sempre preciso agradecer tanto carinho, tantas sugestões e opiniões, por fazerem parte da minha vida. Eu amo escutar meus leitores, amo conversar e fazer novas amizades. Vou continuar trabalhando, sempre com vocês na minha mente, pois cada sorriso dos meus leitores e amigos, é mais uma energia positiva e um incentivo para continuar. Meninas do grupo, sou louca por vocês! Amo demais esse contato e essa troca. E a cada novo leitor que chega, há um cantinho no meu coração esperando. Beijos a todos.

ELB: Nana, agradecemos imensamente a sua participação e sua simpatia. Adoramos tê-la conhecido. Desejamos uma caminhada de muito sucesso para você.

R: Obrigada, querida. Agradeço a vocês pela oportunidade de falar um pouco mais de mim, pela resenha e pelo espaço. Um mundo de luz e paz para todos. Beijos! 


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5 comentários :

  1. Nanetes Maniácas24 de abril de 2014 15:42

    O site da Nana, para quem quiser ler 2 contos e saber todos os livros dela:

    http://nanapauvolih.blogspot.com.br/

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  2. Essa aí é a Grande Nana Pauvolih.
    E eu, uma humilde Nanete, para sempre.
    Adorei a entrevista.

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  3. Este é o link para a lojinha onde podem comprar (baratinho e com dedicatória) os ebooks:

    http://becodasideiaslivros.loja2.com.br/category/766046-ROMANCES-PICANTES

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  4. Adorei a entrevista, a Nana é um doce de mulher e que é muito atenciosa com suas leitoras. Na verdade com todos que a procuram.

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  5. Nana é simplesmente divina. Li um de seus livros e fiquei apaixonada por ele. Amei conhecer mais um pouco dela e de seus livros. Beijocas.

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