[Review] Emancipating Andie - Priscilla Glenn

Emancipating Andie - Priscilla Glenn


Edição: 1

Editora: Createspace

Ano: 2013

Páginas: 280

Desde o tempo que Andie Weber jogou a cautela ao vento, e pagou o preço por isso, ela aprendeu que é mais seguro e mais inteligente viver a vida jogando pelas regras. Agora ela tem um grande apartamento, um emprego estável, e um namorado maravilhoso. Colin, ele é doce, estável e essencialmente perfeito. Exceto, talvez, pelo fato de que seu melhor amigo é Chase.Chase McGuire vive sua vida despreocupada, desestruturada e estritamente para si mesmo. Transbordando sarcasmo e escorrendo sagacidade, ele se recusa a censurar seus sentimentos ou opiniões para qualquer um, fazendo com que não se desculpe para qualquer um. E vestindo sua abrasividade como um distintivo de honra. Ninguém jamais ficou sob a pele de Chase como Andie faz e vice-versa.Então, quando Andie e Chase se veem forçados a fazer uma viagem de dois dias pela estrada juntos, eles já estão temendo uma guerra inevitável. Mas à medida que a viagem avança, e a irritação inegável que sempre definiu seu relacionamento lentamente começa a desgastar suas noções preconcebidas sobre o outro, Andie e Chase descobrem que ambos têm muito a aprender sobre a vida, a coragem, a felicidade, e a velha batalha entre a lógica e o amor.




Comecei a ler esse livro, não por ter escolhido, mas por motivos maiores.
E foi uma surpresa e tanto. Pensei que seria um aqueles Young da vida, que está na moda, nada mais que um livro clichê, onde a menina se apaixona pelo amigo do namorado. Mas não foi... e vou te explicar porque você tem que ler esse livro. Essa resenha é um pouco diferente, porque vou usar muitas partes do livro para dizer o que eu penso.

No livro, somos apresentados a Andie, uma menina com toda uma vida controlada, ela se orgulha de tudo o que conquistou, e segue sua vida através de uma filosofia muito simples, que depois descobrimos que foi sua mãe que insistiu a isso.  

No começo, Andie parece como qualquer outra menina desses livros, chata, irritante e convencida, mas no decorrer do livro vemos a mudança na personalidade dela, na verdade vemos a personalidade dela sendo construída com a ajuda de Chase.

Chase é um cara meio Bad boy, ele sempre diz o que pensa, independente de magoar as pessoas ou não, o importante é ser ele mesmo, sempre. E nunca deixar que as pessoas te digam o que fazer. Claro que toda essa personalidade tinha que vir em um lindo pacote. Juntando tudo temos Chase, o amigo do namorado.

Ele estava vestido casualmente, muito mais que qualquer um que tinha visto até agora no andar de cima: calça jeans e uma camisa com um botão aberto e camiseta embaixo, as mangas arregaçadas até os cotovelos. Ele era mais alto do que ela, e enquanto ele não parecia particularmente volumoso, ela podia ver a definição de seu peito através do fino tecido de sua camisa. A adega era muito escura para ela identificar a cor de seus olhos, mas ela poderia dizer que eles eram claros, e seu cabelo, era um castanho areia, parecia que estava precisando de um corte, caia na sua testa e nos topos de suas orelhas em pequenos cachos. Como se pudesse ler sua mente, ele passou a mão por ele, despenteando-o de uma forma que fez parecer elegante em vez de despenteado.

Então temos Colin, o namorado. Não me levem a mal, Colin é lindo, cavalheiro, o perfeito namorado. Mas sabe quando a relação está na mesma, sempre a mesma rotina, e você simplesmente se conforma com aquilo e aceita que a vida está boa, não precisa de mais nada, não há mais nada no mundo para ser visto? Talvez se não existisse Chase para comparar, Colin seria perfeito.

A historia começa em uma festa de noivado de um dos amigos de Colin, onde Chase e Andie se conhecem, claro que de primeira, pela diferença de ver a vida de cada um, eles não se entendem.
Andie rangeu os dentes, olhando para longe dele. Ela odiava se sentir estúpida, e parecia que, por algum motivo, esse era o objetivo dele, fazê-la se sentir assim. Ela não conseguia entender como esse cara era amigo de Colin. Com certeza, ela não tinha conhecido Colin em tudo, mas ele simplesmente não parece se encaixar. 
(...) Mas quando o suave balanço do táxi começou em calmaria, ele fechou os olhos, e não podia evitar as outras coisas que ele começou a se lembrar sobre ela, agora estava pensando nela novamente. Como boquiaberta ela parecia perambulando na adega, naquela noite, e como rapidamente aqueles grandes olhos castanhos haviam mudado de inocente seduzida a absolutamente feroz. De zero a sessenta, aquela ardente determinação, tinha excitado ele mais do que gostaria de admitir. Ele podia até se lembrar vagamente o que ela estava usando, mesmo que não tinha sido uma roupa especialmente sexy.

Então como uma armadilha do destino, Andie se vê presa em uma viagem com Chase, para o casamento do amigo deles, em outra cidade. Ela não quis ir de avião, e a viagem de carro é muito longa, então Colin sugere que Chase a acompanhe, já que ele como
 padrinho tinha que estar lá antes. Sem ter como recusar, já que não haveria desculpa para isso, como dizer ao namorado que não suporta alguém que viu apenas uma vez, que essa pessoa instiga toda fúria que possui? 

Ele sabia que não deveria provocá-la, mas havia algo sobre incitar ela que ele gostava. Era natural, autêntico e refrescante. A maioria das meninas que ele conhecia eram tão afetadas, tão ilusórias. Ele gostava de ver uma mulher que não media palavras, que era confiante o suficiente para expressar o que estava sentindo, e que não se desculpava por isso. 
Até ai o livro é normal, e então durante a viagem de carro  eu comecei a amar Chase... Os pensamentos dele, o jeito como consegue ler a Andie, e compreender coisas nela mesma que nem ela compreende. O jeito que ele dá um significado para as coisas mais simples... 

— Ou que tal sobre o cara que você comprou o pretzel. — Ele disse, apontando para a bolsa no colo de Andie. — Essa é a última vez que você vai ver esse indivíduo em sua vida. Essa foi à única experiência que você estava destinado a ter com aquele homem. Seus caminhos nunca vão se cruzar novamente. E ele poderia ser o cara mais legal do mundo. — Chase acrescentou, segurando as mãos para cima encolhendo os ombros. — Mas você nunca vai conhecê-lo.

E durante essa viagem que a mágica acontece, através das conversas e provocações, os dois vão se conhecendo melhor, e lidando com a diferença entre eles. Assim como Chase vê uma Andie diferente, não o que ela apresenta para todo mundo, e sim a que ela esconde, o que sempre pensou que deveria ser e viver. Ela também começa a vê-lo mais profundamente, não apenas uma pessoa egocêntrica e egoísta, não mais aquele menino que ela conheceu na adega, que odiou no minuto em que colocar os olhos nele.

Por um segundo, ela quase se sentiu desorientada. Como poderia ter passado apenas 24 horas desde que eles começaram esta viagem? Para ela, parecia muito mais tempo do que isso. E do modo que uma tarefa parece demorar uma eternidade quando é entediante ou mundana, mas mais da maneira que ela sentia que a pessoa sentada ao seu lado era uma pessoa completamente diferente da que subiu em seu assento de passageiro ontem de manhã. Esta pessoa não era insensível, ele não era bruto, ele não era antagônico, ele era inteligente, engraçado e doce. Naquele momento, a desorientação deu lugar a um sentimento diferente, mas muito mais forte.

Eu achei perfeito a forma como Chase quebra cada barreira de Andie, com cada frase sua. É como ver dois opostos se encaixando. 

— Nunca se desculpe por ser você, Andie. — Ela abriu os olhos e virou-se para ele. Ele estava olhando para ela, e tinha tanta convicção e sinceridade em sua expressão que Andie sentiu como se fosse quebrar sob seu peso.

No final da viagem, os dois já sentem algo um pelo outro, e vão lidando com isso cada um com seu jeito, até que a Andie toma a decisão de com quem ela quer ficar. Com a vida comoda de Chase, ou com as verdades de Collin. Não pense que é uma decisão fácil, porque a vida que Andie tem é a vida que sua mãe lhe disse para ter, era o que os pais tinham, é algo seguro. Mudar suas convicções e vida inteira é algo para se pensar.   


Ele tinha dado a ela confiança. Tinha mostrado a ela como encontrar humor e conforto nas coisas que ela temia. Tinha provado a ela que uma pessoa poderia tomar o seu sofrimento e usá-lo para se tornar uma pessoa melhor; ele tinha lembrado a ela que o mundo estava cheio de possibilidades.
Você deve sempre fazer o que seu coração lhe diz.
e Por fim, preciso colocar esse quote do livro, porque é a minha parte favorita, a parte em que eu me apaixonei pelo livro e também é o que resume o livro. 

— Uma vez, quando eu tinha dez anos, eu estava brincando no parque perto da minha casa. — Andie disse, sua voz suave. — Eu estava sentada no balanço e vi esse casal, este homem e esta mulher sentados no banco próximo. Fiquei fascinada com a forma como eles se enrolavam em torno de si, quase como se eu não pudesse dizer onde um terminava e o outro começava. Eu nunca tinha visto nada parecido. Ele continuava beijando-a. Beijando-a em todos os lugares. Seus lábios, suas bochechas, o dorso da mão, e ela não conseguia parar de sorrir.  Eu os assisti durante todo o tempo que eles ficaram lá. E mesmo quando se levantaram para sair, mesmo quando eles estavam indo embora, eles ainda estavam em volta um do outro, como se fossem uma só pessoa, ou como se lhes causasse dor física serem separados.Ela estava consciente de seus olhos sobre ela, que ele tinha virado a cabeça para olhá-la. — E naquela noite, fui para casa, e eu sentei na mesa de jantar, e vi minha mãe e meu pai, como eles circulavam em volta um ao outro na cozinha, como ímãs virados, sabe? Incapaz de cruzar a fronteira invisível que os impedia de estalar juntos. Quero dizer, eles eram sociais. Eles eram gentis. Eles falavam sobre os seus dias. Eles falavam comigo. Mas eles não se tocavam, e eles não se beijavam, e não abraçavam, e eu percebi então que eles nunca realmente fizeram. E eu tinha apenas dez anos, mas me lembro de imaginar naquela noite se o casal no parque era estranho, ou se meus pais eram.Foi um momento antes de ele falar, o baixo timbre de sua voz penetrando o silêncio. — Não é uma questão de um casal ser estranho e um ser normal. Ou até mesmo um ser feliz e um ser infeliz. Talvez ambos tivessem exatamente o que eles precisavam. Talvez ambos estivessem felizes com o que tinham. Andie fechou os olhos e balançou a cabeça suavemente. Em todos os anos que a memória a havia atormentado, ela nunca tinha pensado nisso dessa forma.
— Porém alguma vez você perguntou a si mesma a verdadeira pergunta? — Ele perguntou. Ela abriu os olhos e virou a cabeça para o lado para encará-lo, e assim que ela fez, ela desejou que não tivesse. Seus rostos estavam a poucos centímetros de distância, seus olhos verdes intensos quando eles conectaram os dela.
— Qual é a verdadeira questão? — Ela conseguiu, sua voz suave.
— O que você quer, Andie? Qual desses cenários faria você feliz?


Desculpem pela resenha sem muitas palavras da minha parte, e muito pedaços do livro, mas eu acho que o próprio livro fala por si!





4 comentários:

  1. Aii eu amo esse livro!
    O li rapidinho, e ele é daqueles que envolve mesmo!
    Amei o Chase, acho que todos deveriam ser um pouco mais parecidos com ele!
    =**

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  2. Oi Lud, que resenha maravilhosa! Você me deixou louca de vontade de lê-lo. Valeu a dica, não conhecia. Beijos, Mi

    www.recantodami.com

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  3. Esse livro é muito fofinho.. não tem a pegada YA, com bad boys nem nada! MAs passa uma lição muito Boa!

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Laura Lendo...

Lud Lendo...

Luiza Lendo...