[Resenha] Como quase namorei Robert Pattinson - Carol Sabar




Como quase namorei Robert Pattinton
Autora: Carol Sabar
Editora Jangada



Sinopse:
Aos 19 anos, Duda é literalmente viciada na saga Crepúsculo. Já perdeu a conta de quantas vezes leu os livros da série e assistiu aos filmes. Através de um perfil secreto na internet, ela se comunica com outras fãs do Crepúsculo que, assim como ela, estão totalmente convencidas de que não há garoto no mundo que valha um dente canino do vampiro Edward Cullen. Sua obsessão ganha fôlego com uma temporada de estudos em Nova York, onde ela faz planos mirabolantes para conhecer pessoalmente Robert Pattinson, o ator que interpreta o vampiro nos cinemas. Mas, após um incidente com seus únicos (e insubstituíveis!) livros da saga, Duda entra em verdadeiro surto de desespero. Percebe, então, que uma mudança radical em seu comportamento “crepuscólico” é mais do que urgente.


Se você é daquelas que não gosta da série Crepúsculo e nem dos livros gênero chick-lit, Como (quase) namorei Robert Pattinson de Carol Sabar, provavelmente não é um livro pra você.

É com esse aviso, que começo a resenha.

Nossa protagonista trata-se Eduarda ‘Duda’ Maria Carraro, uma estudante de jornalismo que tem 19 anos, que esta indo para Nova Iorque fazer um curso de 6 meses para aprimorar seu inglês.

Ela também atende sigilosamente online pelo fake Crepuscólica, uma fã/fanática pelos livros e filmes da Saga Crepúsculo, bem como pelo ator que protagoniza a dita série, com direito até a comunidade no ultrapassado Orkut denominada: ‘Homem depois de Edward Cullen? Esqueça!’

E então, secretamente, mesmo sabendo que as chances são remotas, Crepuscólica, quero dizer, Duda, espera encontrar com Robert Pattinson na Big Apple, apesar de não entender e nem falar nada de inglês.

“Minutos depois, quando entro no banheiro e ligo o chuveiro, fico pensando no que Susana disse, sobre cruzar com Robert Pattinson por aí.Sabe, eu bem que tenho esperanças. Acontece com tantas garotas!
Por que não aconteceria comigo?
Pode até parecer impossível.
Mas sei que não é.”

O notório fanatismo de Duda pelos livros de Stephenie Meyer a levaram a viver fora da realidade. As únicas coisas que ela repara nos caras que conhece são as diferenças deles com Robert ‘Edward’ Pattinson.
Sim, ela é obcecada pelo ator e seu personagem. Tanto que se torna completamente cega para os caras gostosões que – milagrosamente – se interessam por ela. Como Pablo, o argentino espanhol.

“Para ser bem honesta. Tenho certo medo dele (ele é grandão demais, imagina só... bom, deixa pra lá), além disso, embora de seja muito legal comigo, eu já o conheço suficientemente para afirmar que ele não faz meu tipo ideal de homem. O tipo com quem quero passar o resto da vida. O tipo pálido, esguio, olhos multicoloridos, fã de frases de efeito e compositor nas horas vagas. O tipo... ai, meu Deus!. .. Edward Cullen. (Não dá para esquecer essa merda! Não dá! Por que, diabos, fui ler esses livros? Como uma pessoa conseguiu escrever uma história que mais parece uma droga?)”

Mas apesar da amizade que nasce entre Duda e Pablo, Crepúsculo não é um tema que ela deseja compartilhar com ele:

“- Veja o caso dos livros da saga Crepúsculo, por exemplo. Minha irmã é totalmente fascinada por... como é mesmo o nome dele? Qualquer coisa Cullen ...
- Pois essa não é a minha realidade, tá legal? - estouro. – Não mesmo! Você é um péssimo leitor de pessoas! Por acaso tenho cara de quem se envolve com histórias? De quem deixa a vida de lado por conta de um mundo encantado, de um amor arrebatado que só existe nas folhas dos livros ou nas telas do cinema? Hein? Acha que só penso nisso 24 horas por dia, sete vezes por semana e que coleciono fotos dos meus personagens favoritos? E que não consigo dormir? E que não faço mais nada da vida? Acha? Para seu governo, Pablo, nem conheço essa saga Crepúsculo. Nunca li. Nunca vou ler. - Bufo por fim, porque não quero chorar. Sei que estou vermelha, minhas bochechas estão pegando fogo.”

Ela se definiu perfeitamente, quando negava ser assim pra ele.

E é exatamente por essa fixação que ela tem com Twilight que quando ela conhece o Miguel, a atração é imediata. Há! O cara é um sósia de Robert Pattinson! (Tecnicamente, é ao contrário, já que Miguel é mais velho do que Rob Pattz)

Miguel é o vizinho, dono do apartamento em que ela esta morando e é também, literalmente, o cara dos sonhos dela. Ou como ela, primeiro, o define, como o Robert Paraguaio.

Quando ela o encontra pela primeira vez pensa que esta alucinando!

“Nem delirando! Nem delirando consigo ser um pouco menos patética. Será que me custava pelo menos fantasiar com o Robert verdadeiro? Em vez desse ... Robert Paraguaio de tatuagem no braço, sotaque americano e músculos aparentes? Tudo bem. Tenho de admitir que esse vulto sentado do outro lado da cama é indescritivelmente deslumbrante, o homem mais lindo que meus olhos já viram (é uma pena que vá esmaecer e sumir no espaço a qualquer instante). Mesmo assim ... É pirataria pura.”

Se para você, leitora, é difícil de engolir esse papo de sósia, para Duda não foi tão diferente:

“Não dá para acreditar! Realmente não consigo acreditar que foi acontecer justo comigo? Uma Crepuscólica em tratamento! Será que já não bastava eu ser totalmente doente de amor por Robert Pattinson? O destino ainda precisava me enviar a cópia em carne e osso quase perfeita do sujeito? Será que o destino é tão insano a ponto de pensar que o tratamento mais adequado no meu caso é a confrontação direta com a realidade como forma de libertação dos medos e angústias interiores? Porque não é. De jeito nenhum. E Miguel é meu vizinho, ainda por cima. Oh, me Deus! Como o Senhor permitiu uma calamidade dessas? Como vai ser daqui pra frente? Será que devo chorar? Gritar? Cortar os pulsos? Ou apenas fugir para o Uzbequistão?”

E então depois do encontro desses dois começa o drama da história de amor. E se o título do livro já não foi uma dica, eu esclareço: semelhanças com Crepúsculo não são meras coincidências!

Duda fica obcecada por Miguel, que é um tanto misterioso (não, ele não é um vampiro), sentimentalmente distante e só aparece quando tem vontade. Há o melhor amigo que, na verdade, quer ser mais do que um amigo. Há até um perseguidor e uma ‘vilã’ inescrupulosa. Entre outras situações que vocês vão notar quando lerem!

Mas não se engane, as semelhanças não definem esse livro.

Se há algo que define o livro, eu diria que é o humor. Eu revirei os olhos em algumas páginas e ri demais em outras. O livro é hilário, sem dúvida.

Outro bônus: quando Duda falava de Nova Iorque era como se eu também estivesse lá, conhecendo e descobrindo a cidade. E as referências a cultura pop, não só americana, mas brasileira, são ótimas, aproximando o leitor da narração, gerando mais risos.

E por fim se nem a protagonista Duda se leva a sério, porque nós leitores devíamos levá-la? Ela é imatura, excessivamente dramática e imaginativa, mas ao menos ela sabe que é assim! O livro é engraçado, isso é suficiente pra mim!

Confesso que tive minha fase Crepúsculo quando li os primeiros livros aos 17 anos. O último livro, os filmes e todo o hype criado em torno da série foi matando aos poucos minha fixação.

Nunca atingi níveis alarmantes de idiotice fanatismo como de Duda, mas hey, eu não vou negar que um dia já desejei um Edward Cullen pra mim!








Informações Adicionais:

Carol Sabar tem 29 anos, é engenheira por formação e escritora por paixão. É de Juiz de Fora, Minas Gerais. Adora viajar, curtir a vida com a família, namorado e amigos e assistir seriados como Friends, Seinfeld, Gossip Girl... Lê de tudo, mas tem uma queda maior por literatura jovem-adulto, na qual se encontrou como escritora.



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11 comentários:

  1. Eu li este livro e ele não me agradou nenhum pouco, achei ele muito exagerado, como se quisessem puxar a fama que o Rob tem (porém que na época que o livro foi lançado era bem mais estrondosa) para cima desse livro

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  2. Não sei se eu leria pelo titulo, por não gostar do ator em si! Mas a história parece ser legal!
    ótima resenha Jess!

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  3. é bem fantasioso mesmo... eu tb não leria pelo nome!

    mas parecer ser divertido .. então dependendo do humor, pode ser!

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  4. Parece ser engraçado,mas pessoalmente eu não leria :/

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  5. Diferente de todos os comentários daqui, eu fiquei com muita vontade de ler! rs Sou twilighter, mas como você disse, já fui mais fanática (e quem não quer um Edward pra si né? haha), mas , apesar de fã, nunca cheguei ao nível de fanatismo da personagem, o que com certeza deve ser hilário! Vou ver se consigo ler esse livro!
    Muito boa a resenha flor! Beijoocas :*

    http://meuuniversox.blogspot.com

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    1. Eu falei não por Ser fã do Crepúsculo... mas sim pelo estilo de livro!

      Conta o q vc achou depois!

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  6. eu li esse um tempo atrás
    uiaiauhaiuhaiuhauha
    morri de rir ;)
    achei umas coisas bem idiotinhas tb, mas concordo com vc, a palavra chave é humor!

    gostei da resenha.

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  7. Gente esse livro é tão cômico. Amei, e uma coisinha se vc não gosta de crepúsculo ou do Rob, não tem problema, sério vale a pena... vc se diverte muito com as loucuras da personagem. Foca mais nas loucuras dela, e no Pablo que não é nada parecido como Edward, a não ser o rosto.

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  8. Eu acho que leria esse livro só pelo fato de parecer tão engraçado!

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  9. Quero muito ler um livro da Carol Sabar, ela é tão muito elogiada <3 Como quase namorei Robert Pattinson parece ser bem divertido, espero ler em breve.

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  10. Gosto de Crepúsculo, mas não é a minha série favorita. Não leria o livro, porque, além de não ser muito fã, não gosto do Edward, acho Jacob um personagem melhor. Mas acho a resenha válida e é um livro altamente recomendado pra quem ama Crepúsculo

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