20 julho 2013

Entrevista: Marina Carvalho


Marina Carvalho

Marina Carvalho é professora, jornalista e mãe. Passa os dias diante de um objeto plano e retangular, seja o quadro negro da escola onde trabalha ou a tela do computador. Escrever é uma de suas maiores alegrias. Sempre foi uma ávida leitora. Está sempre com um livro debaixo do braço e outro na cabeceira da cama: eles são seus companheiros de todas as horas. Quando criança devorava as revistinhas da Turma da Mônica. Formou-se em Jornalismo pela PUC-Minas e exerceu o cargo de assessora de comunicação. Hoje é professora de Língua Portuguesa e Literatura, não à toa, já que morre de amores pelas palavras. "Simplesmente Ana" é seu livro de estreia.




1)Como surgiu a ideia de escrever “Simplesmente Ana”?

Eu sempre gostei de contos de fadas. Faço coleção das histórias da Disney e sempre assisto aos filmes das princesas, principalmente quando estou a fim de relaxar. Assim que decidi que tentaria minha primeira publicação, concluí que precisava escrever algo que tivesse um bom apelo para o público. Então não tive dúvidas: deixaria minha paixão pelo gênero comandar minha criatividade. Acho que fui muito feliz na escolha. (risos)

2)No que você se baseou para criar a personalidade de cada personagem?

Meus personagens nascem antes da história. Primeiro costumo criar o perfil de cada um, fisicamente, o modo de comportar, suas preferências. Eles são moldados segundo os papéis que ganham na obra. Mas depois desenvolvem sua própria personalidade e se tornam donos do seu nariz. Há momentos que são eles que me guiam, e não o contrário, por incrível que pareça. (risos)

3)Se puder falar, tem planos para novos livros? Se sim, segue em que estilo?

SIM!! (risos) Tem muita novidade boa por vir. Uma delas é para logo, logo. Bom, meu estilo permanece o mesmo. Como amo as comédias românticas, os chick-lits, vou seguindo essa minha preferência.

4)Tem um motivo em especial da Ana fazer direito?

No primeiro livro, não. Foi só um curso que escolhi, até meio aleatoriamente, para ser franca. Mas agora, na parte dois, o Direito vai fazer muita diferença para ela. Vocês vão ver por quê.

5)Qual a sensação quando pegou seu livro pela primeira vez?

Ah, eu quase surtei. Quando abri a caixa e vi os exemplares, comecei a hiperventilar. O entregador ficou olhando para mim como se eu fosse uma maluca. E eu só sabia dizer: “Sabe o que é isso, moço? Sabe? É meu livro!”. Coitado, não entendeu nada. (risos)

6) Fale um pouco sobre você. Seus hobbies, sua trajetória profissional, etc.

Acho difícil falar de mim mesma, porque me considero uma pessoa muito comum. Moro em Ponte Nova, uma cidade de Minas, onde nasci e vivo até hoje. Só saí daqui para ir fazer a faculdade, na PUC de Belo Horizonte. Cursei jornalismo, sonhando em me tornar a Fátima Bernardes, mas não rolou. (risos) Então parti para a área de assessoria de comunicação. Trabalhei muitos anos como assessora, até pular para a sala de aula. Em 2008 virei professora em tempo integral. Dou aula de Língua Portuguesa e Literatura, uma grande paixão.
Sempre gostei de escrever. Comecei muito cedo. Aos onze anos já esboçava minhas primeiras histórias. Mas levei muito tempo até criar coragem para tentar a publicação. O bom foi que deu tudo certo, de primeira!
Sou casada, tenho dois filhos – Hugo e João –, amo ler. Troco qualquer programa por uma boa leitura. Meu programa favorito é estar com minha família.

7)Quais seus livros favoritos e por quê?

Essa pergunta sempre me pega pelo pé. Tenho tantos livros favoritos que fico com dó de citar apenas alguns. Lá no Skoob contei 61, outro dia (risos). Essa minha lista tem “Orgulho e Preconceito”, vários livros da Sophie Kinsella e Meg Cabot, a série “Fazendo meu Filme”, da Paula Pimenta, “O morro dos ventos uivantes”, “Senhora”, de José Alencar, “Como (quase) namorei Robert Pattinson”, da Carol Sabar, entre muitos outros. Gosto de histórias leves, gostosas, que entretêm sem me cobrar nada em troca. Para mim, um bom livro não precisa ter uma lição. Basta ser divertido e bem escrito.

8) O que você acha dos pedidos de parceria, como você considera a importância desse laço Blogueiros e você/livro?

Digo e repito: a literatura nacional contemporânea deve muito aos blogs literários. Não a todos, claro, mas a maioria faz um trabalho de divulgação e incentivo que nenhum outro meio consegue chegar perto.
Procuro atender a todos os pedidos de parceria, exceto quando me pedem livro. Primeiro porque não possuo exemplares comigo, além dos meus próprios. E também devido ao fato de que os livros precisam ser vendidos para que as editoras continuem investindo, não é? (risos)

9)De onde surgiu a ideia do nome e da localização da Krósvia?

Sou apaixonada com o Leste Europeu. Às vezes me pego viajando pelos países daquela região por meio do Google. (risos) Meu sonho é conhecer a Croácia. Então, de repente, tive um insight: Krósvia nasceu da união da Croácia com a Eslovênia. (risos)

10)Se virasse filme, quais atores você acha que se encaixaria melhor (pela aparência) na Ana, Alex, Andrej, Laika, Estela e Olívia?

Adoro essa pergunta, porque viajo legal nela. Pensando em atores brasileiros – porque considerar outras nacionalidades seria um princípio de insanidade, né? – veja a quem relaciono meus personagens:
Ana: Thaila Ayala
Alex: André Bankoff ou Marcos Pigossi
Andrej: Márcio Garcia
Laika: Ana Hickmann
Estela: Marina Ruy Barbosa
Olívia: Letícia Sabatella

11)No seu livro, Ana trabalhou como voluntária em um orfanato. Você já fez algum trabalho voluntário? O que acha das pessoas que fazem este tipo de trabalho? E porque colocou este assunto no seu livro (voluntário com crianças)?

Fiz alguns trabalhos voluntários, tanto com crianças, como com adolescentes, alguns anos atrás. Hoje, com filhos pequenos, não tem sobrado tempo para me dedicar ao voluntariado, mas pretendo voltar algum dia.
Coloquei esse assunto na história porque a Ana, ao se descobrir princesa, também amadurece muito, o que a leva a sentir necessidade de dar sua contribuição à sociedade, não por aparências, mas porque é idealista e cheia de coragem.

12)Tem algum recado para dar para as pessoas que vão ler ou leram “Simplesmente Ana”?

Primeiro, gostaria de agradecer cada manifestação de carinho e aprovação. Recebo mensagens do país inteiro – e até de fora – de pessoas elogiando, querendo ler outras histórias escritas por mim, pedindo a continuação de “Simplesmente Ana”. Sou muito grata a todas elas, de coração.
Quem ainda não leu, peço que não julguem a história pela premissa. Apesar de eu amar a Meg Cabot, de ela ser uma de minhas escritoras favoritas, “Simplesmente Ana” e “O diário da princesa” seguem rumos diferentes. Deem uma chance ao livro. Prometo que não vão se arrepender. (risos)

13)O que você acha dos Livros Viajantes?

Acho fantástico! É um modo simples e curioso de disponibilizar as histórias a todos.






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5 comentários :

  1. Oláaaaaaaaaa!

    Passando para desejar Feliz Dia do Amigo.

    xoxo

    Books & Emotions
    http://books-and-emotions.blogspot.com.br

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  2. Adorei!! também fiquei imaginando qual a sensação de ver seu livro pronto, deve ser maravilhoso!

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  3. Gostei das escolhas dos atores e ainda nem li o livro
    ahsauhsahsauhs
    Eu não vejo a hora de ler esse livro, foi paixão a primeira vista *O*
    Eu já tenho dois livros prontinhos aqui, mas nunca tive coragem de procurar uma editora e nem verba também auhsauhsauhs então meus parabéns!!! Queria muito ter a sensação de ver meu livro em minhas mãos, mas acho que vou ter que esperar por mais algum tempo.

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  4. Que legal!
    Tipo ainda não li,mas quero muito!
    Gostei da entrevista e achei ela fofíssima *.*

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