[Every Little Author] Lhaisa Andria


Catarinense de certidão e paranaense com orgulho, Lhaisa Andria nasceu em Xanxerê e cresceu em Foz do Iguaçu. Desde cedo se encantando com mundos fantásticos, não demorou em descobrir as fanfics e aprimorar suas formas de escrever nesse universo de possibilidades. Junto com amigas durante a escola, criou o grupo de escritoras LAP, ativo há mais de 10 anos, onde produz textos e desenhos relacionados aos seus interesses. Licenciada em Letras, atualmente é redatora da Trafor BrandThinking e faz parte de ALEFI (Academia de Letras de Foz do Iguaçu).




Fale um pouco sobre você. Seus hobbies, sua trajetória profissional, etc.

L: Sou formada em letras, dei aulas por um tempo, durante e depois de sair da universidade. Trabalhei muito em eventos, tanto conduzindo quanto dando oficinas neles. Hoje, sou redatora na Trafor Comunicação, trabalhando com o desenvolvimento de marcas (é um pouco mais complexo que simplesmente escrever um texto publicitário, uma vez que se deve pensar em toda a construção de uma marca. Um trabalho onde eu posso aplicar a escrita da mesma forma que escrever um livro, todo o dia :D). Meus hobbies são bem caseiros, já que eu sou caseira :D Adoro ler e assistir filmes/doramas/animes. Faz um algum tempo que tenho um Wii (retomando hábitos antigos), mas muito pouco tempo para jogar ultimamente xD Faço parte do AnimeFoz, um grupo que organiza eventos dentro da temática animes aqui na minha cidade, e sou a responsável pelo AnimeKê. Isso já explica totalmente o fato de você me encontrar muitas vezes do dia cantando em japonês, principalmente Arashi xD

E a pergunta que não quer calar o que é a LAP?

L: A LAP é uma união de interesses, vontades e sonhos. Quando eu estava na oitava série (agora é nono ano?), comecei a ler Harry Potter. No ano seguinte conheci a Paula. Como tenho um dom de empurrar pessoas em algo e as levar a gostar daquilo, Paula foi uma das minhas primeiras vítimas xD Ela me viu rabiscando um desenho na sala, perguntou o que era e eu expliquei, ela se interessou e pediu emprestado o livro sobre o desenho. A partir daí foi uma viagem sem volta. Passamos de colegas para amigas, entramos para o grupo de teatro, começamos a escrever fanfics juntas. No ano seguinte conhecêssemos a Alessandra, que sempre nos incentivou a sonhar alto. Nossas conversas no papel (sim, aquela troca de papel que não deveria existir durante as aulas) as vezes ficavam confusas, e tivemos que começar nossas falas com as iniciais. Assim surgiu a sigla LAP, e assim nos tornamos reconhecidas na escola como um grupo que produzia algo (e que não precisava ser repreendido por não prestar atenção na aula e trocar papéis xD). Mesmo depois de nos formarmos, de nos separamos por quilômetros, continuamos produzindo. Em 2014 a LAP completa 13 anos :D

Você tem algum autor preferido? Série favorita?

L: Na verdade, eu tenho um tipo de leitura favorita: aquela que me diverte ou que faz alguma diferença. Harry Potter fez diferença na minha vida. Atualmente estou lendo a série Heróis do Olimpo e me divirto muito com a leitura xD Adoro fantasia e histórias que lidam com magia, mas esses elementos não precisam estar presente para que eu me encante com a história (afinal, magia pode existir em um simples sorriso xD).

Você tem hora certa para escrever? Conta aí como você organiza sua rotina.

L: Hum, rotina é bem complicada. Apesar de oficialmente eu só ter um emprego, trabalho em vários lugares. Minha família tem uma mercearia de bairro, então sempre em algum momento eu preciso trabalhar nela. Trabalho com eventos, faço parte da Academia de Letras de Foz do Iguaçu (ALEFI), tenho os assuntos do livro e uma estante cheia de livros que estão na fila para ler xD Escrevo entre os meios de tudo isso, conforme dá. Vou anotando ideias, sempre, no celular, no caderno, em um pedaço de papel que está dando bobeira por perto, na mão, onde der. Mas, esse ano tirei minhas férias para terminar o livro 2, e consegui. Eu tinha escrito até o capítulo 8, e em uma semana fechei com 24 capítulos. Acho que quando eu puder ter mais tempo livre (um dia, espero), vou produzir muito mais e finalmente tirar projetos da gaveta xD

Cinco palavras que definem Lhaisa Andria.

L: Outra dia, respondi uma pergunta assim em 3, então aqui dá para acrescentar as que precisei descartar: Hobbit, Dul’Maojin, lasanha, arashian e risadas xD


Tenho que dizer que fiquei de boca aberta com o mundo que você criou. De onde veio a sua inspiração para criar este mundo tão complexo e magnífico?

L: Almakia não foi o primeiro livro que eu escrevi. Mas, foi o primeiro que eu comecei a escrever pensando em publicar, não uma história para fanfic ou para um concurso literário. A ideia inicial veio de uma fanfic minha, que eu gostava tanto de escrever que achava que merecia ser um livro. Depois de unir essa ideia com o elemento pessoa-que-conheci-base-do-jeito-de-ser-da-Garo-lin, Almakia começou. Mas, nesse começo era bem travado, porque eu tentava montar uma história me baseando no nosso mundo real e no tempo atual. Quando tomei a decisão de criar um mundo para os personagens foi que me encontrei na escrita :D

Toda a temática do livro, foi fruto de pesquisas, foi baseado em alguma em especial, ou foi mesmo tudo da sua cabeça?

L: Almakia é baseado na minha fanfic Entre Doces e Dragões, que por sua vez é baseada em um dorama japonês chamado Hana Yori Dango. A fanfic é toda uma adaptação da trama do dorama para o universo Harry Potter. Para o livro, mantive alguns elementos, como os personagens e as relações entre eles. No início eu tinha medo disso: até que ponto o que eu escrevi pode parecer simplesmente copiado de Hanadan? Mas, conforme amigos que conheciam o dorama liam, me diziam que lembrava Hanadan e ao mesmo tempo algo completamente diferente. Mais a fundo, eles me diziam que gostavam tanto de Almakia como haviam gostado de Hanadan. E era exatamente essa a minha intenção com a história (e o meu orgulho, já que adoro o dorama :D). Então, pode se dizer que a base da trama e alguns personagens vieram da construção que eu já tinha feito no processo de transformar dorama em fanfic. O mundo e o que existe nele eu criei a partir das necessidades da história. Sim, pesquisei muito, principalmente geografia (10 anos depois de terminar a escola é complicado lembrar de tudo com certeza xD). Usei como base a própria geografia do Paraná e Santa Catarina, por serem regiões que eu conheço o clima a ponto de poder descrever como os personagens respiram nele. Tenho um caderno somente com bases de Almakia, toda aquela Tabela Elementar dos Poderes (sim ela existe e realmente é complicada xD) e o passado do Domínio. Nesse primeiro livro basicamente apresento a situação atual de Almakia e os personagens da história, mas a partir do 2 toda a relação passado e futuro aparecem. Almakia se expande, e exige proporcionalmente mais pesquisas para a sua sustentação xD

Uma amostra grátis de Hanadan, com cenas de 3 doramas feitos da história (foram 4 até agora): http://www.youtube.com/watch?v=00GO7sJPxNs

A fanfic está disponível no blog da LAP: 



Os nomes e palavras de seu livro me encheram de curiosidade. De onde veio esses nomes? E qual o significado do título do livro, Almakia?

L: Eu gosto de brincar com a sonoridade das palavras. Para explicar como penso nos nomes, vou dar o mesmo exemplo que usei para explicar para um amigo meu (que está escrevendo uma história fantástica e que fez a mesma pergunta): Dalla Dandallion. Dalla é uma personagem que já aparece no livro 1, mas com pouca importância. Só no livro 3 ela realmente faz parte da história. Ela precisava de um nome pomposo e, como ela é almakin de vento, precisava de algo relacionado com isso. Pensei em dente-de-leão, que japonês é dandalion. Dalla foi uma das opções sonoras que mandei para a Paula e ela escolheu. É basicamente isso: tenho um personagem e de repente aparece um desses nomes diferentes que brilha aos meus olhos e se torna perfeito para os personagens xD Foi assim com todos e o processo continua com os novos. 

Já para ‘Almakia’ foi encontrar uma palavra que conseguisse resumir em pouca coisa tudo o que o Domínio era (poder, riqueza, prosperidade, acima de todos os outros). Não sei explicar exatamente como surgiu a ideia, mas quando rabisquei ele no papel se tornou esse, e demorou muito tempo para eu aprender a falar Almakia e não Alquimia (ainda acontece, vide explicação da dislexia do Kris xD). Ah, detalhe: no começo era Almaquia, mas trocar por Q por K fez uma diferença incrível xD



Amo a Garo-lin, a personalidade dela me cativou desde o começo. Há algum personagem na literatura que inspirou a criação dela?

L: Ela é junção da personalidade da personagem principal do dorama, Makino Tsukushi, com uma pessoa real, minha amiga Caroline. Descobri um dia que a Carol tem uma história muito parecida com a da Makino, e eu sempre brincava com ela dizendo que se um dia fizesse uma versão brasileira de Hanadan, ela seria a personagem principal. Então, quando comecei a escrever, cumpri essa promessa: a Garo tem o senso de justiça da Caroline, que é mais forte do que a da Makino. É importante dizer que a Makino original é a do mangá de Hana Yori Dango, mas a personagem no dorama é mais ‘fechada/trabalhada’. Agora, outro detalhe é que a própria Makino é baseada na Elizabeth da Jane Austen, uma vez que Hanadan tem como base Orgulho e Preconceito (livro que também adoro :D).


Kris tem uma personalidade irritante no começo pelas atitudes e palavras ofensivas, mas apesar de todo o poder de um Dragão, ele tem um defeito muito aparente em sua fachada de líder. Você diria que ele é disléxico? E porque dessa ideia?

L: Kris precisava ter um defeito que o desmoralizasse como líder absoluto xD Tanto, que uma das cenas que eu mais gosto do livro 1 é a primeira vez em que temos uma cena dos Dragões sem ser pelo ponto de vista da Garo-lin, onde ele joga toda a pose dele no chão. O personagem em que ele é baseado do dorama, o Tsukasa, também troca as palavras, mas no sentido, não na forma de falar. Não considero uma doença. É só um atrapalhamento que ele não admite ter. Eu mesma tenho muito disso de falar palavras erradas. Elas simplesmente saem erradas, então é bem fácil de imaginar esse processo de ele falar errado xD Agora, ao mesmo tempo, na construção do personagem e na importância dele na história, esse fato já nos deixa perceber algo importante sobre o Kris: que ele deve ser perfeito, mas que não é nada mais do que ele mesmo.


Kidari é uma personagem que me encantou muito no livro, qual a ideia dessa personagem no livro?

L: Kidari, se fosse seguir a mesma trama que o dorama, seria uma vilã (óóóóóóó). Assim como no dorama, Garo-lin é uma personagem que já vive naquele mundo e está adaptada a ele. Era preciso algo que a fizesse sair dessa zona de conforto e enfrentar os Dragões. Mas ela não poderia ser a mesma pessoa que no dorama, principalmente porque a Garo de Almakia aprendeu a analisar as pessoas (como uma defesa para viver dentro do Instituto). A Kidari passou por essa analise e foi aprovada como alguém de quem ela poderia se aproximar. Portanto, Kidari não poderia ser uma vilã. Mas também não poderia ser simplesmente uma personagem qualquer que entrava na história para esbarrar na Garo-lin. Agora, sobre o que ela representa de verdade na história, vai ser preciso esperar pelo livro 2. A Kidari samambaia-sorridente-e-fofa esconde muita coisa que nem ela mesma entende xD


Toda a trama tem um que de uma sociedade que podemos identificar com a nossa, era essa mesmo a sua ideia, de representar um pouco do que vivemos hoje no seu livro?

L: A história gira em torno de preconceitos e de julgar uma pessoa pelo que ela demonstrar ser, não pelo que é. Superada essas barreiras que o mundo impõem, podemos ser livres para pensar em muda-lo. Almakia foi construída pelo orgulho almakin, mas tem que haver um limite para isso. Garo-lin foi quem começou a mover os acontecimentos para que os almakins repensem Almakia. Afinal, os Dragões ditam o rumo de Almakia, e a Garo-lin se torna aquela que vai ditar o futuro dos Dragões... Levando em consideração os movimentos que começaram a acontecer agora no Brasil, fico satisfeita em pensar em existem muito mais pessoas querendo mudar o mundo do que eu imaginava. E, o melhor, com capacidade para isso xD


Apesar de aparecer em apenas algumas partes do livros, Kandara me marcou muito, eu achei o senso de justiça dela emocionante, toda a vontade dela de mudar o mundo e fazer a diferença. Como foi a criação dessa personagens em especial?  

L: Kandara também tem a sua equivalente em Hanadan, mas elas não são iguais. Kandara tem uma vontade imensa de mudar o mundo, enquanto a Tsubaki era conformada, já tinha perdido esse vigor. Entretanto, a Kandara herdou essa vontade. Existe uma história por trás dos passos que ela deu. O que acontece com ela no livro 1 foi justamente por saber demais, sendo um problema para a Sociedade Almakin. Pode parecer solto o pedido que ela faz para a Garo no primeiro livro, mas na verdade ele está amarrado com uma série de outros acontecimentos e personagens. De alguma forma, ela passa essa herança para a Garo. Foi tudo o que a Kandara esconde que me levou a pensar que Almakia não poderia caber em apenas um livro xD  


As dificuldades que vc encontrou ao escrever o livro, teve alguns dias que você simplesmente não consegui escrever?

L: Sim, muitos xD É normal, e por vários motivos, desde o sem vontade nenhuma de escrever, cansaço e aquele momento em que parece que um muro cresce na frente da história e você precisa encontrar uma forma de escalar. Tive vários momentos assim no livro 1, principalmente por naquela época ainda não ter os personagens e as suas maneiras de pensar tão definidas na minha mente. Eu sabia como eles agiriam, pois já tinha a experiência de escrever da fanfic, mas como o mundo era novo, a forma de eles pensar dentro desse mundo também era nova. Uma coisa que me ajudou muito foram as músicas do Arashi, e por isso usei trechos delas nos livros. No blog de Almakia tem uma parte de vídeos que coloco as músicas com as traduções (http://almakia.wordpress.com/videos). Essas músicas me ajudaram a definir os personagens e o que eles representariam dentro da história, o que me muitas vezes me fez sair desses momentos de bloqueios xD No livro 2, meu principal problema foi a falta de tempo mesmo. Já tinha a história definida, os pontos principais, só precisava sentar e escrever. Com o 3 agora está sendo o mesmo xD
Arashi continua lançando músicas que eu acabo ligando aos personagens, o que continua ajudando na elaboração da história. Logo vou lançar os vídeos com as músicas do livro 2 o/


Esse é o primeiro livro que você publica? Conta para gente um pouco sobre a sua trajetória para publicá-lo. Foi difícil?

L: Participei de algumas coletâneas da Editora Andross, e isso que me deu coragem de dar esse passo para procurar uma editora. Terminei o livro em 2010, e passei 2011 reescrevendo ao mesmo tempo em que enviava para editoras. Paula e eu tomamos a decisão de enviar o original somente para editoras que aceitavam a versão digital. Não tinha como bancar mais de um original enviado pelos Correios todo o mês. Nossa proposta era tentar 2011 dessa forma, enquanto aprimorávamos a história. Durante todo o ano nós pesquisávamos por editoras e trocávamos informações. Aconteceu de nas últimas semanas de dezembro recebermos o sim da MODO. Paula recebeu primeiro, e eu na semana seguinte :D Depois disso, foram 3 meses até ter o livro pronto nas mãos, em 2012 xD Tive problemas com a versão final do livro: pouco tempo para revisar, prazo curto para produzir e falta de conhecimento em publicações. Mas, felizmente os problemas não atrapalham a leitura da história xD


Como você analisa o campo da fantasia no Brasil?

L: Podemos analisar por dois pontos de vista: a fantasia escrita por brasileiros e a fantasia brasileira, uma significando o escrever fantasia e o outro significando o material fantástico que temos no nosso folclore.

Sobre os escritores, acho que tem aqueles de antes de Harry Potter e depois, assim como no mundo inteiro. O bum da fantasia atual só aconteceu porque, gostando ou não, Harry Potter trouxe de volta material antigo e abriu espaço para novos. Acho que a maior diferença entre os de antes e os de depois é que os do primeiro grupo ainda se predem a um padrão, enquanto os do segundo fazem experiências. Acho que as produções dos dois só acrescentam na literatura nacional como um todo. Agora, é preciso mais ousadia em escrever, e escrever histórias que os leitores sintam orgulho de ler. Afinal, eu gostar do que escrevo não quer dizer nada se outra pessoa não gostar (espontaneamente, não porque te conhece). Bons escritores são aqueles que escrevem histórias que os leitores acham que valeu a pena ter lido, ter dedicado um tempo da sua vida para a leitura.

O outro ponto de vista, que já participei de discussão com outros autores, foi usar o que temos de fantasia no Brasil. Porém, para escrever sobre mitologia de uma tribo indígena brasileira ou sobre lendas do sul, é preciso muita pesquisa, tempo e dedicação. Escrever sobre vampiros, lobisomens, anjos, cavaleiros pode ser considerado simples diante disso, uma vez que podemos apenas pesquisar na internet para ter um banco de informações. Escrever sobre um deus indígena pode exigir uma pesquisa que talvez ainda não esteja no papel, apenas em memórias de quem tem lembrança. Eu gostaria mesmo de poder ter tempo para fazer um trabalho assim :D Quem sabe mais para frente xD


A capa é a coisa mais linda, eu me apaixonei quando bati o olho, como foi o processo de criação?

L: Sim, adoro a capa, principalmente a forma como está escrito Almakia (apesar de não ter dragões xD). Eu não fazia a mínima ideia de como seria a capa para poder passar informação para a Marina Avila. Simplesmente respondi algumas perguntas e mandei algumas capas que eu achei que poderiam servir de referencia. Depois de um tempo que ela foi feita, um amigo meu, ilustrador, finalmente terminou de ler o livro e me deu uma ideia ótima. Se houver uma outra edição com capa diferente, já vou saber o que dizer. Para o livro 2 agora foi fácil, uma vez que segue o modelo da primeira capa xD


Quantos livros terá a série? (Há um número definido?). 

L: Então, tenho até medo de responder essa pergunta ultimamente xD Pretendo fechar esse arco da história no livro 3. Mas, isso não impede de haver uma continuação ou mesmo de outros livros que complementam a história. Por hora, já decidi que haverá um complemento, o que resulta 4 livros.


Eu amei os Dragões, todos eles, queria um livro para cada, mas como todos tem um papel ativo na trama, devo dizer que não terá um para cada, certo? E nos próximos livros você pensa em focar mais em algum Dragão, sem ser o Kris?

L: Sim, eles aparecem mais nos próximos livros. No 2, vemos um pouco mais de Sumerin e Benar, mas quem tem destaque são o Nu’lian e o Vinshu. Com o Kris longe, Nu’lian fica mais próximo de Garo-lin, e Vinshu meio que assume o posto de líder. Os dois lidam com o preço a se pagar de formas diferentes xD Ainda, Garo-lin conhece a história dos Dragões: porque eles ganharam os títulos, porque são cinco e porque são amigos tão unidos. E, ao mesmo tempo em que ela descobre sobre isso, ela conhece um pouco mais do Kris e... spoiler, chega, próxima pergunta! o/


Para você, qual a importância da relação autor-blogueiro e qual o papel dos blogs na literatura nacional?

L: Antes de ser blogueiro, a pessoa é um leitor, e se torna uma referencia para outros leitores. Desde a publicação do meu livro, acompanhando o impacto que os blogs exercem no meio, percebi como eles são fundamentais e como nos ajudam na divulgação. Agora, tem aquele grande problema de vários blogueiros pensarem que estão fazendo um favor ao autor brasileiro em ler o seu livro. Essa forma de pensar é justamente um estigma que temos que quebrar: por mais que seja um sonho alcançado, publicar um livro não acontece em um estalar de dedos... Usando um contexto atual para falar: não estamos indo para as ruas reclamar que o governo não investe em educação/saúde/segurança? Como reclamar disso quando achamos melhor ganhar um livro do que mostrar que acreditamos nos escritores que estão contribuindo com a construção da cultura do nosso país? Sei que essa é uma eterna polêmica no meio e um lugar onde todos os novos escritores acabam passando. Mas, bons blogs e bons escritores ultrapassam essa barreira, com confiança dos dois lados xD


Qual é a sua mensagem para seus leitores?

L: Continuem acreditando que vão alcançar seus sonhos. Pode não ser da forma como imaginamos, mas é possível alcançar com dedicação. Almakia é a minha prova disso para o mundo xD 

Para quem leu, deixo a promessa de sempre dedicar o meu melhor e fazer seu tempo de leitura valer a pena. Para que não leu, você está absolutamente convidado a conhecer o mundo de Almakia xD



Você estará presente na Bienal do Livro deste ano, aqui no Rio de Janeiro? Se sim, quando e onde podemos encontrá-la? (E comprar seu livro lindo )

L: Sim, estarei na Bienal! \o/ Sessão de autógrafos no dia 31 de agosto, às 16 horas, no estande da Modo. Mas, estarei por lá em todos os dias, aproveitando minhas férias (vai ser fácil me encontrar junto com a Paula, batendo cartão nos estandes todos os dias xD).





Twitter: @lhaisa_LAP

Blog do Livro: http://almakia.wordpress.com 
Blog da autora: laproom.wordpress.com 


10 comentários:

  1. Já percebi que a politica e sociedade é bem construída. Percebi que a autora tem uma forte influencia da cultura oriental, o que de fato é um diferencial no minimo interessante, a cultura oriental tem muito a oferecer. Mas tirando a questão politica e geográfica que a autora deixou claro que tbm teve influencia da própria região que ela vive, o livro traz uma mistura cultura entre o ocidente e oriente? Pergunto isso pq acho que se bem trabalhando a mistura dessas duas culturas devem enriquecer muito os livros.

    Amei a entrevista que por sinal só ajudou a me deixar mais curioso sobre o livro.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É um mundo criado, Luiz, não espere encontrar ocidente/oriente ali, representados xD Mas, se você gosta de animes e a forma como eles desenvolvem as histórias, vai gostar. Não é exatamente um padrão japonês/asiático que me influência, mas a liberdade de lidar e explorar as histórias xD

      Excluir
    2. Demais né Luis...

      Sabia que você iria gostar!

      Excluir
    3. Já estou amando antes mesmo de ler. Quero esse livro para ontem, mas vou esperar ate a bienal. :D

      Quem sabe consigo ate um autografo. rs

      Excluir
  2. Que entrevista SUPER legal! A autora é muito simpática e vejo que ela também é super engajada no que gosta. :)
    Espero que ela consiga ter muito mais tempo para colocar seus planos em prática e que ela tenha muito sucesso nesse livro e nos outros 3 da série que estão por vir.
    E acho que vou dar uma passadinha no estande da Modo. Quem sabe não a encontro por lá?

    Um beijo,
    Luara - Estante Vertical

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Luara, tb estaremos lá em todos os dias!

      Principalmente no 1º fds... Vamos acampar na Modo.. pq tem muitos autores que queremos ver!

      Eu já ameacei a Lhaisa... ela não escapa.

      Excluir
  3. Hoje em dia antes de ser escritora é necessário ela ter conhecido fanfic kkk
    Antigamente era tão difícil encontrar um autor que antes escreveu ou apenas leu fanfics e hoje em dia a coisa é diferente, é quase um requisito kkk
    Adoro o fato do mundo das fanfics ser agora um ponto mais visto.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fanfics são o grande diferencial hoje em dia, para escritores. É um laboratório onde você no mínimo encontra o seu jeito de escrever (bom, na maior parte dos casos xD)

      Excluir
  4. Uma escritora otome *_* , fico muito feliz de ver meninas cada vez mais abusando do mundo anime *_* Adorei a entrevista e inclusive ela!! Principalmente do fato dela ser nerd hahahaha, me identifiquei com ela em algumas coisas também!

    Muito boa a entrevista :D

    ResponderExcluir

Laura Lendo...

Lud Lendo...

Luiza Lendo...