22 janeiro 2013

[Resenha] O Céu está em todo lugar


Livro : O céu está em todo lugar 
Autora : Jandy Nelson
424 páginas


Publicado em 2011 pela Editora Novo Conceito



Este é um livro de estreia vibrante, profundamente romântico e imperdível. Lennie Walker, de dezessete anos de idade, gasta seu tempo de forma segura e feliz às sombras de sua irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre abruptamente, Lennie é catapultada para o centro do palco de sua própria vida - e, apesar de sua inexistente história com os meninos, inesperadamente se encontra lutando para equilibrar dois. Toby era o namorado de Bailey, cujos sentimentos de tristeza Lennie também sente. Joe é o garoto novo da cidade, com um sorriso quase mágico. Um garoto a tira da tristeza, o outro se consola com ela. Mas os dois não podem colidir sem que o mundo de Lennie exploda...


Deixa eu começar pelo mais fácil de falar: a estética do livro. Amei a capa e me apaixonei pelos poemas espalhados pelas páginas do livro, tão perfeitos que eu realmente achava que a folha estava amassada, ou envelhecida! 

Lennie perde sua companheira, amiga, porto seguro: sua irmã. A família, composta agora por Lennie, sua maravilhosa avó e seu sensacional tio Big não sabem lidar com o luto, principalmente nossa protagonista. Lennie não consegue se desfazer das coisas de Bailey, não quer mais tocar seu clarinete, sua antiga paixão, não conversa mais com sua melhor amiga e não consegue extravasar seus sentimentos, a não ser através das palavras, em seus poemas, que recheeiam os livros e nossos olhos com a intensidade das simples palavras. 


"Como a palavra amor e a palavra vida conseguem caber na boca?"

Lennie tem outros problemas: sua mãe as abandonou quando elas eram muito pequenas e até agora não deu sinal de vida; Sua vó vive correndo atrás dela com um bule de chá, tentando fazer com que Lennie converse com ela; Tio Big se divorciou (pela quinta vez) e parece estar se apaixonando de novo; a luta com a culpa, pois apesar de amar a irmã incondicionalmente, viveu à sombra dela durante muito tempo e isso deixou marcas nela; e como se não bastasse, meninos entram na história, é claro. Chega o novo garoto na cidade: Joe Fontaine. Lindo, músico, simpático e com um sorriso de arrasar corações. Apesar da sua dor, Lennie não está imune a ele, e ele vem com o plus de afastar a tristeza dela com seu jeito leve e feliz de ser; Mas já existe Toby, namorado de sua irmã, que compartilha da sua dor e de seu sofrimento, que quando está por perto, faz com que Lenny se sinta mais próxima de Bailey. 

O livro trata de assuntos pesados de uma maneira descontraída: não tem como não rir com as reações de Lennie a Joe, e é inevitável: você vai se comover com a simplicidade do sofrimento dela; O livro mostra uma menina de 16 anos cometendo erros, sendo egoísta e imatura, mas que é consciente disso e que luta para evoluir. O tom extremamente depressivo dos personagens centrais tem motivos maiores escondidos, sendo desvendados ao decorrer da história, te surpreendendo e fazendo com que você se emocione ainda mais. A narrativa flui perfeitamente, com leveza e eletrecidade ao mesmo tempo. Você nem diz que é o primeiro romance da Nelson.

Ponto negativo: confesso que não gostei de algumas atitudes da Lennie no livro. Entendi sim, mas não concordei. Fiquei pensando que se fosse comigo, jamais faria coisas que ela fez, que a tornam mais do que egoísta e imatura. Mas vou deixar que vocês leiam, tirem suas conclusões a respeito e opinem!









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4 comentários :

  1. Ain Nina, que fofo!

    esse estilo de livro não é muito o meu ou da minha Twin, mas eu gostei!

    Na verdade eu tenho ele aqui em casa, mas nunca li, agora ele está mais perto do começo da minha enorme lista!

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  2. Nossa, amei a resenha!
    É o meu estilo de livro!
    Com certeza vou comprar ele... xD

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  3. Não gosto de livros que sejam assim depressivos, mas gostei da resenha, quem sabe um dia eu não leia?

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  4. Esse foi um dos muitos livros que comprei por impulso e não me arrependi de ter lido. É um dos livros que eu gosto de chamar de "livros humanizados". Os personagens são bem diferentes e descontraído, e isso ajuda a torna a leitura mais leve e quase imperceptível ao tempo, quando vemos já terminamos.

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