[Entrevista] Carina Rissi

Hello Amores, como o ELB apoia os autores Brasileiros, nós preparamos uma pequena matéria sobre a Autora Carina Rissi. Peguemos um pouco no site dela e um pouco em entrevista que ela concedeu em vários Blogs. Vamos ver se ela nos fala algo do seu novo livro.  




Carina Rissi é uma leitora voraz, sempre lê a última página de um livro antes de comprá-lo e tem um fascínio inexplicável pelo tema “amores impossíveis”. Vê nas obras de Jane Austen uma fonte de inspiração.Quando se desgruda dos livros – tanto dos que lê quanto dos que escreve –, Carina se diverte assistindo a comédias românticas ao lado da família e planejando viagens a lugares exóticos que não conhecerá tão cedo, devido ao seu pavor de avião.
Ela nasceu em Ariranha, interior de São Paulo, onde mora atualmente com o marido e a filha, após ter vivido uma curta temporada na capital paulista.Seu primeiro livro, Perdida: um amor que ultrapassa as barreiras do tempo, foi traduzido e publicado na Alemanha, onde entrou para as listas de mais vendidos.Procura-se um marido é seu segundo livro.






Comece nos falando um pouco sobre você. Você é casada? Tem filhos? Onde mora atualmente?  
Sou casada há 10 anos com um verdadeiro cavalheiro do século XIX e temos uma filha, uma princesinha de sete anos. Vivo em minha cidade natal, Ariranha, no interior de São Paulo. 



Como é escrever um livro? Exige muito esforço, ou é somente prazeroso? 
 Escrever é muito prazeroso, relaxante, excitante, assustador, exaustivo... Enfim, a melhor coisa do mundo!(risos) Convivi muito tempo com minhas historias sem nunca ter tido a coragem de colocá-las no papel. Elas são como um filme em minha cabeça, eu apenas narro o que vejo. Não exige esforço, apenas empenho. Fazer as pesquisas pode não ser tão divertido (especialmente quando não encontro o que procuro e demora dias), mas é necessário para que a história tenha consistência. 


Quanto tempo você levou para escrever o livro? Como é conciliar a vida pessoal e a de escritora? 
Levei cerca de cinco meses para escrever Perdida. Foi muito divertido e sem pressão alguma, pois eu não sabia que estava escrevendo um livro.  Conciliar a Carina Rissi com a Cá está sendo um pouco complicado. Eu não trabalhava fora, só cuidava da minha família, lia meus livros, me entupia de chocolate... Agora eu dou entrevista! Muito chique! (risos) Estou num momento bem louco da minha vida e estou adorando! Queria que o dia fosse mais longo! 



Qual é a sensação de ter seu trabalho reconhecido pelos leitores? 
Nunca esperei tanto carinho. Estava pronta para receber criticas pesada e mal educada, mas até agora só li e ouvi coisas maravilhosas e, sinceramente, eu não estava preparada para isso! Por isso choro ao ler uma resenha, tremo nas bases como na noite do lançamento, roo as unhas de tensão quando alguém diz que está lendo Perdida. Isso tudo é tão louco, tão fantástico, ainda mais pra quem não tinha pretensão alguma, que era apenas uma dona de casa com a cabeça cheia de historias. Pra ser sincera, fico meio encabulada quando elogiam Perdida. 


"Acho que sou muito sortuda! Os leitores abraçaram meus trabalhos com carinho e me motivam todos os dias a seguir em frente. Nem em meus melhores sonhos – e olha que eu sonho pra caramba! – imaginei que seria tão bem aceita como fui. Só tenho a agradecer."


Em “Perdida” temos vários personagens maravilhosos. Com qual personagem você se identifica mais? 

Às vezes com a Sofia, às vezes com a Nina, em dias de TPM com a Teodora. (risos) 


O que a personagem Sofia de “Perdida”, tem da Carina Rissi? 
O cabelo indomado, a desorientação geográfica e o mesmo livro favorito. Nossa personalidade é bem diferente. A Sofia é muito mais durona que eu. 



Em determinado trecho do livro, Sofia toca uma música do seu celular para Ian ouvir, essa música existe? Se sim, pode nos dizer qual é? 

 Existe sim!! A música é Won’t Stop da banda OneRepublic (que eu amo, já falei isso alguma vez?). Eu uso música para escrever e nem sempre a canção usada tem a ver com a cena que estou trabalhando. Mas essa música, do inicio ao fim, é muito Sofia. A letra toda parece ter sido feita para ela, para o que estava sentindo naquele instante. 

Pode falar qual a parte foi mais difícil para você escrever? 


Sem spoilers?! Ai, Jisuis, vou tentar! Tive muita dificuldade para escrever a cena onde Sofia e Nina vão até a casa de Ian depois que... Eu entro muito na história. Senti as emoções dela de forma tão intensa, que precisei de um tempo para parar de chorar e continuar a escrever. Ah, e a cena da noite em que Sofia vai até o quarto de Ian, evê o seu... Hã... Bom, minha experiência é muito visual, cheia de detalhes. Tive um trabalhão pra acertar esse trecho. Não queria que parecesse um livro erótico, mas também não queria nada muito "novela das seis". Espero ter conseguido passar o clima certo. 

Futuros projetos?  


Ah, pilhas deles!! (risos)  Mil Acasos está prontinho, estou só acertando alguns detalhes. Tenho trabalhado, no pouco tempo que tem sobrado, em No Mundo Da Luna (estou tão empolgada com a Luna!) e tenho rabiscos de muitas ideias para futuros projetos. 

Teremos um Perdida 2? 


Estou trabalhando mesmo na sequência que ainda não tem título, nem data para ficar pronto, por enquanto ficou como Perdida 2 mesmo rsrs. Eu tinha que escrever ou a Sofia não ia me deixar em paz. Meus personagens são muitos reais pra mim, como amigos imaginários. Imagine então sua amiga imaginária, vestida com roupas do século 19 e All Star vermelho, com os cabelos eriçados, que fala sem parar, aparecendo de madrugada para atazanar você para que escreva mais sobre ela. É assim que a Sofia age comigo. 


O que você sempre quis que te perguntassem em uma entrevista, mas nunca te perguntaram? E qual seria resposta dessa pergunta?
A pergunta seria: Quando você sentiu que era uma escritora de verdade pela primeira vez?
E a resposta: Foi na Bienal do Livro de SP, no mês passado. Eu estava morrendo de medo de que ninguém fosse aparecer. Mas apareceram centenas de pessoas e foi maravilhoso! Uma das melhores experiências que já vivi. Teve uma fila quilométrica, as pessoas me chamando de Carina Rissi (igual fazem com gente famosa, sabe? Em vez de me chamar de Carina ou Cá como estou acostumada), algumas meninas se emocionaram ao falar comigo e, enquanto eu via os olhinhos brilhando, me dei conta de que eu era sim uma autora. Que muitas daquelas pessoas já tinham lido Perdida e gostaram tanto a ponto de se submeteram a ficar numa fila de mais de duas horas só para falar comigo, tirar uma foto ou pegar um autógrafo. Nem sei se mereço tanto carinho, viu? Foi absurdamente maravilhoso e surreal, uma experiência incrível que eu jamais vou esquecer.

Quais são os autores que te inspiram? E quais são seus livros favoritos?
Jane Austen é minha diva absoluta. Toda vez que leio algo dela quero escrever alguma coisa. Ela faz parecer tão fácil! rsrs
Marian Keyes, Meg Cabot, Sophie Kinsella, Marcello Rubens Paiva são autores que eu admiro e que têm grande influência em minha escrita. Meu livro favorito é Orgulho e Preconceito da Jane, seguido de pertinho por Tem Alguém aí?, da Marian Keyes.

O que você acha do apoio que os blogs dão a sua escrita? Mesmo com algumas resenhas negativas (que eu até agora não achei nenhuma) você acha válido esse tipo de divulgação e as críticas construtivas?
É importantíssimo! Foi graças à ajuda dos blogs que eu consegui me destacar, ser aceita e lida. Eu tenho uma dívida eterna de gratidão com esses blogs literários por tudo que fizeram e fazem por mim. Sem esses blogueiros e blogueiras maravilhosos eu não seria nada. =)


Qual conselho você daria para quem sonha em ser um escritor?
Parece meio bobo dizer isso, mas a dica número um é BNC (Bunda Na Cadeira). Muita gente quer escrever um livro, mas inventa mil desculpas... tá sem tempo, cheio de coisas pra fazer, etc... Um livro toma tempo, sim, e envolve dedicação. É preciso abrir mão de muita coisa e passar muitas horas na frente do computador.  É necessário ler e reler o texto diversas vezes, então paciência cai muito bem. Por fim, um bocado de teimosia e apostar tudo em você mesmo, ou ninguém mais apostará", finaliza.

Quem quiser adquirir Perdida autografado por você, pode entrar em contato? 
 Claro!! Quem quiser, pode pedir pelo e-mail:  perdida@engeflon.com.br 


Uma pequena viagem ao mundo de Carina Rissi:

Um nome: Lavínia (O nome da minha filha) 
Uma cor: varia conforme meu humor. Hoje é vermelho. 
Um sonho: visitar a casa-museu Jane Austen em Hampshire, Inglaterra 
Um sonho que já se realizou: ser mãe 
Meta: firmar-me no mercado literário 
Uma música: muda toda semana. Nessa semana é I Love The Way You Lie–Eminem feat. Rihanna 
Um lugar: qualquer Mcdonalds! 






“Ian era diferente dos caras que eu conhecia, sempre tão educado e atencioso. Mas assim eram todos os homens daquele século. Alguma coisa naqueles olhos escuros me fizeram confiar nele, aceitar sua ajuda, querer falar com ele e... querer tocá-lo de forma nada educada! Um tremendo erro! Um erro que depois me machucaria muito. Precisaria ser cuidadosa e evitar ficar sozinha com Ian. E precisaria, acima de tudo, manter minhas mãos bem longe dele!”

Sofia vive em uma metrópole e está habituada com a modernidade e as facilidades que isso lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor à menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição.
Após comprar um novo celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa.
Com a ajuda do prestativo Ian, Sofia embarca numa procura às cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam levá-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...






“Ele me encarava de volta, o queixo trincado, a respiração pesada. Eu estava decidida a não arredar pé. Dessa vez não desviaria os olhos por nada, embora meu coração batesse rápido e descompassado por causa do desafio. Max ergueu a mão para... me tocar? Endireitei os ombros, esperando... pelo que eu não sabia. Contudo, ele soltou o braço e recuou, parecendo constrangido, me deixando um pouco decepcionada – por quê, eu também não sabia.”

Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada.
Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel.
Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou.
Cheio de humor, aventura, paixão e emoções intensas, Procura-se um marido vai fisgar você até a última linha.
















Fontes: 1,2,3

5 comentários:

  1. Ameeeeeeei a entrevista. Amo essa autora, ela é simplesmente perfeita!

    ResponderExcluir
  2. Adoro os livros da Carina Rissi...

    ResponderExcluir
  3. A Risse é maravilhosa... tem uma escrita diferente de todos os livros nacionais q já li, e internacionais tbm... com seu gênero cômico e romântico, ela nos cativa desde o inicio da leitura... eu ri tanto com sua obra ''procura-se um marido".

    *-* Diva!

    ResponderExcluir
  4. Carina é uma das minhas escritoras favoritas, seu livros me encantaram primeiro pela cala, eu amooo all star então... Quando olhei aquelas capas eu pensei: TENHO QUE LER
    depois eu vi otimas resenhas sobre seus livros e varias pessoas me indicaram.
    Essa mulher tem um talento incrivel de prender qualquer um em suas estorias

    ResponderExcluir

Laura Lendo...

Lud Lendo...

Luiza Lendo...