17 dezembro 2012

[Resenha] A Culpa é das Estrelas



John Green - A Culpa é das Estrelas
Intrinseca, 2012
288 páginas


Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.


Como pode um livro ser tão incrível? Ao mesmo tempo ele é divertido e desesperador!
Antes de ler o livro, li algumas resenhas e todos falavam a mesma coisa, você ri e chora com esse livro, e é a mais pura verdade!
Fico um pouco receosa de resenhar sobre ele porque sei que por mais que eu tente nunca vou conseguir relatar direito a história dele, nem o quanto eu amei!

É um romance que parece ser teen (os dois tem 17 anos), mas quando você vai lendo percebe que não é bem isso, é um romance puro e maduro entre dois adolescentes.
Ele conta a história de Hazel, que aos 13 anos descobriu um câncer na tireoide que se espalhou para os pulmões, hoje aos 16 anos ela anda sempre com um carrinho de oxigênio porque não consegue respirar sozinha. Por insistência da mãe ela frequenta um grupo de apoio para sobreviventes (a primeira cena dela no grupo é simplesmente sem explicação, eu estava dando aula particular quando li essa parte e passei vergonha de tanto que ri!), lá ela conhece o Gus que está lá apenas para apoiar o seu amigo Isaac. E ai a história começa...


“(...) e ouvíamos o Patrick contar pela milésima vez a historia ultradeprimente e superinfeliz da sua vida – sobre ter tido câncer nas bolas e acharem que ele ia morrer, mas não morreu, e ali estava, já adulto, no porão de uma igreja na 137ª cidade mais linda dos Estados Unidos, divorciado, viciado em videogames, quase sem amigos, levando uma vida sem graça explorando seu fantástico passado com câncer, ralando para terminar um mestrado que não vai melhorar sua perspectiva de progresso na carreira e esperando, como todos nós, que a espada de Dâmocles traga para ele o alivio do qual escapou muitos anos atrás, quando o câncer levou seus testículos e lhe deixou algo que só alma mais generosa poderia chamar de vida.E VOCÊS TAMBÉM PODEM TER ESSA SORTE!”

A Hazel deixa claro que esta perto de morrer, que seu câncer não vai sumir e ela encara bem isso, sua maior preocupação é em como sua morte afetará a sua família.
Quando a Hazel conhece o Gus aos poucos vamos nos apaixonando por eles! Aos poucos vamos nos apaixonando por todos os personagens, eles são muito bem criados e todos eles tem uma personalidade incrível, cada um lida com o câncer do seu próprio jeito. O Isaac com surtos de raiva, os pais da Hazel com um apoio incondicional, sempre aceitando as escolhas da Hazel, assim como a família do Gus.


“Eu gostava do Augustus Waters. Gostava muito mesmo dele. Gostava de como a história dele terminava falando de outra pessoa. Gostava da voz dele. Gostava do fato de ele ter feito lances livres carregados de existencialismo. Gostava de ele ser professor titular no Departamento de Sorrisos Tortos com duas cátedras no Departamento da Voz Que Me Deixa à Flor da Pele. E gostava de ele ter um apelido. Sempre gostei de pessoas com apelidos porque você pode escolher como chama-las: Gus ou Augustus? Eu era sempre só Hazel, uma Hazel univalente.”

As conversas filosóficas entre Hazel e Gus são incríveis, com um toque hilário. Depois de rir você para pra pensar na filosofia por traz.
No primeiro capitulo eu já estava gargalhando, e no meio do livro já estava aos prantos.
Esse livro provoca isso em você! Eu sou chorona, me envolvo com o livro, me apego aos personagens! E eu me vi reagindo aos fatos junto com a Hazel... Tive uma longa ressaca literária depois dele.
Pra quem leu esse livro...
Alguém vai ouvir OK e não lembrar deles? Toda vez que falo ou escuto OK, dou um sorrisinho bobo...
SUPER indico! 


“(...) e nunca Shakespeare esteve tão equivocado como quando fez Cássio declarar “A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas / Mas de nós mesmos.” Fácil falar quando se é um nobre romano (ou Shakespeare!), mas não há qualquer escassez de culpa em meio às nossas estrelas.”




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11 comentários :

  1. morri de chorar nesse :(

    sério, fiquei até inchada!
    kkkkkkkkkkkkk

    ótima resenha, o livro é mesmo incrível.

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    1. Nem me fale... Chorei do meio para o final!

      ;**

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  2. Meu livro favorito! Estou relendo ele.

    A história é lindo e muito bem escrita pela John Green.

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  3. ohhhhh

    eu não consegui ler ainda... estou tão atrasada.

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  4. Adoro esse livro!Vi resenhas que não falam muito bem dele,mas eu gosto muito..Fala de um assunto que é tão comum na sociedade,mas tão triste..Também chorei e ri um bucado com a Hazel,ela é demais..
    Um livro apaixonante e simples!!E já estão filmando o filme e espero que seja digno do livro!!
    Bjs'

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  5. Eu quero ler esse livro! Pela resenha ele deve ser lindo!

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  6. Ai que medo de ler esse livro! Eu tenho medo de ler esses livros TÃO amados e me decepcionar kkkk :/ pegar raiva do autor (Já tenho um pouquinho pela enrolação no início de Teorema Katherine kk).

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  7. Livro lindo, resenha muito boa, vale a pena a leitura!

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  8. Oi adorei.. muito obrigado, me fez se interessar pelo livro....mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura e digite reverso...a capa do livro é linda ela traz o universo de fundo..abraços. www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?

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  9. Esse livro faz parte da minha pequena lista de favoritos, é um dos melhores livros que eu já li. E também um dos mais tristes.

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  10. Amo, é perfeito!!
    O filme não ficou devendo em nada!!
    Linda resenha!!
    Parabéns!!

    leticiaromanos8@gmail.com

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