[Entrevista] Jojo Moyes



Jojo Moyes (nascido em 1969) é um escritora britânico. Moyes estudou no Royal Holloway, Universidade de Londres. Ela ganhou uma bolsa de estudos financiada pelo jornal The Independent para estudar jornalismo na Universidade da Cidade e, posteriormente, trabalhou para o The Independent por 10 anos. 
Em 2001, ela tornou-se um romancista em tempo integral. 
O romance de Moyes : Foreign Fruit ganhou o prêmio de Romance do ano de 2004 pela  Associação dos Autores Românticos (RNA. Ela é casada com o jornalista Charles Arthur e tem três filhos.

Biografia


Chuva abrigando (2002)
Frutas estrangeira (2003) (publicado em os EUA como Windfallen )
O Emporium Pavão (2004) (publicado em alemão como Suzanna Coffee-Shop )
O Navio de Noivas (2005)
Silver Bay (2007)
Night Music (2008)
O dançarino Cavalo (2009)
A última carta de seu amante (2010)
Antes de mim (2012)
The Girl You Left Behind (2012)

Murmúrios Pessoais: Quando você percebeu que não queria apenas escrever sobre a realidade (através do jornalismo), mas também sobre ficção (escrevendo romances)?


Jojo Moyes: Eu sempre amei a escrita criativa. Comecei a tentar escrever livros quando eu estava trabalhando durante a noite como jornalista, e percebi que precisava de algo para fazer ao longo do dia, além de dormir. Realmente só comecei a escrever para ver se eu seria capaz de terminar um livro, mas acabei escrevendo três livros antes que eu tivesse um publicado.
Você já lançou nove livros até agora. Há algum livro entre eles que você prefere?
Me Before You é provavelmente o meu favorito – ele é o único livro que eu consigo ler sem ver todas as coisas que eu gostaria de mudar! Eu também sou muito afeiçoada a Silver Bay, apesar de não ter vendido tanto como alguns de meus outros livros.
Em seu segundo livro, Foreign Fruits, você ganhou o prêmio de Romance do Ano da Romantic Novelists’ Association (RNA). Você sentiu alguma pressão enquanto escrevia os livros seguintes?
Sinto a pressão a cada livro que escrevo. Ganhar o prêmio RNA realmente foi ótimo porque me ajudou a acreditar que o que eu estava fazendo tivesse algum valor. É muito difícil manter a fé quando você trabalha sozinha, e passa pelo menos um ano trabalhando em algo que não tem ideia de como as outras pessoas vão recebê-lo.
Você vê uma evolução na sua escrita ao longo do tempo? Além disso, como é seu processo de escrita?
Acho que melhorou em alguns aspectos – creio que em meus livros anteriores, as histórias em si demoravam muito para começar, e eu me preocupava muito em fazer coisas não convencionais; enredo, personagem. Mas acho que a cada livro fica mais difícil escrever – é mais fácil imaginar como o livro pode dar errado. Por isso, é cada vez mais difícil começar. Com meu último livro, The Girl You Left Behind, meu editor na verdade, me ligou em um ponto e disse: pare de pensar, e comece a escrever.
Em A Última Carta de Amor, você trata de um assunto ainda hoje ‘delicado’, como a infidelidade. O que me surpreendeu é que você não fala sobre isso de uma forma vulgar, mas com grande delicadeza e sensibilidade. Foi difícil encontrar esse tom?
Sim, e eu sabia que iria ofender as pessoas de uma forma ou de outra, por causa de seus próprios pontos de vista sobre infidelidade. Tudo que você pode fazer é tentar escrever um livro ‘honesto’, mostrando como a maioria de nós tenta fazer o nosso melhor, mesmo se falharmos.

Sim, e eu sabia que iria ofender as pessoas de uma forma ou de outra, por causa de seus próprios pontos de vista sobre infidelidade.
A estrutura da narrativa em A Última Carta de Amor é fantástica. Você mistura passado e presente perfeitamente, e nos mostra que nada, nem ninguém é/está somente certo ou errado. Há várias nuances em uma verdade, as pessoas são seres complexos. Como foi o processo de desenvolvimento de personagens tão críveis? E como você misturou passado e presente de modo tão perfeito?
Você sabe, a coisa engraçada sobre escrever livros – e especialmente A Última Carta de Amor – é que eu olho para trás uma vez que eu terminei de escrevê-lo, e eu honestamente não tenho idéia de como eu fiz isso. A estrutura do livro é complicada, e eu fiquei preocupada se os leitores não iriam acompanhar a história. Mas a coisa adorável é que descobri um monte de leitores que gostam de ser desafiados um pouco, gostam de “trabalhar” durante a leitura, e confiar que você sabe onde você está indo! Quanto aos personagens – não estou interessada em ‘ideais’. Só gosto de escrever sobre pessoas que são humanas e imperfeitas e, como você disse, complexas.
Você realmente acredita em um amor tão forte como o de Jennifer e Anthony? Confesso que, por um lado, não acredito, mas por outro, eu quero (e preciso) acreditar.
Bem, meu marido iria dizer que eu não sou muito romântica. Mas eu estava totalmente envolvida na história do casal quando escrevi o livro. E eu acredito que para algumas pessoas há um amor para toda vida. Talvez seja menos verdade para a nossa geração, mas definitivamente não em gerações anteriores.
Conte-nos sobre o seu mais recente livro, Me Before You (infelizmente ainda não lançado no Brasil).
Está chegando ao Brasil! É uma história sobre um homem que perdeu a vontade de viver após um terrível acidente, e uma jovem que trabalha como sua cuidadora, que se propõe a mudar a sua mente através de uma série de aventuras. Tem sido um enorme bestseller no Reino Unido – o meu primeiro! – e tem sido tão emocionante. É muito diferente do A Última Carta de Amor, mas ainda mais emotivo. Prepare seus lenços…
Quais são seus planos para o futuro? Tenho que te dizer que os leitores brasileiros se apaixonaram por seu livro. Seria ótimo tê-la aqui em breve.
Oh, eu adoraria ir ao Brasil. Espero que seus leitores apreciem o livro!
FONTE : MP

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