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16 novembro 2019

[Resenha] A Chama de Ember - Colleen Houck


Bem-vindo ao Outro Mundo, onde reinam criaturas aterrorizantes...
Quinhentos anos atrás, Jack fez um pacto com um demônio e acabou condenado a uma eternidade de servidão. Como um lanterna, seu único dever é guardar um dos portais que levam ao reino imortal, garantindo que nenhuma alma se infiltre onde não é bem-vinda. Jack sempre fez um excelente trabalho... até conhecer a bela Ember O’Dare.
Há tempos, a bruxa de 17 anos vem tentando enganar Jack para atravessar o portal. Insistente, sem temer os alertas dele, Ember enfim consegue adentrar a dimensão proibida com a ajuda de um vampiro afável e misterioso, e então tem início uma perseguição frenética através de um mundo deslumbrante e perigoso.
Agora Jack precisa resgatar Ember antes que os universos terreno e sobrenatural entrem em colapso e se tornem um caos.

Livro:   A Chama de Ember  || Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro|| Ano: 2019 ||  Gênero: Fantasia, YA
 Classificação:  3 estrelas ||  Resenhista: Lud

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Esse é um livro único lançado pela Houck, logo após os sucesso da sua série A Maldição do Tigre. Como eu não li essa série, achei que uma história única seria ótima para conhecer a autora, fora essa capa maravilhosa com efeito localizado, e claro, com a premissa da história na qual a autora se baseia no Halloween.

Aqui nós vamos conhecer o Jack, que é o lanterna de uma encruzilhada, e tem o papel de cuidar para que os Seres do Outro Mundo permaneçam lá, e os Humanos permaneçam no deles. E, em sua encruzilhada, se encontra uma cidadezinha onde vive uma poderosa bruxa. Mas, no momento que Jack vê a criança, ele não tem coragem de chamar o chefe dos Lanternas e denunciar a presença da bruxa, que nesse caso, seria levada e nunca mais seria vista. 

Cativado pela garota, ele acompanha seu crescimento e curiosidade nas sombras, nunca se revelando para ela, até que um dia, acontece exatamente isso, e a admiração que a bruxinha sente por ele aumenta, assim como uma vontade que ela não sabe de onde vem, mas que simplesmente a puxa para conhecer o Outro Mundo, coisa que Jack nega veemente. 

Mas parece que a sorte da Ember muda quando um vampiro aparece para fazer exatamente o que ela tanto quer: levá-la para o Outro Mundo. Ela embarca nessa aventura sem olhar para trás, mas sente a falta do seu lanterna, e seu querido amigo humano e companheiro de invenções, no entanto, a saudade não tem chance de aumentar, porque ambos vão em busca da bruxinha teimosa.

E assim, nosso quarteto vai enfrentar todos os tipos de adversidades e descobrir os segredos mais profundos e bem escondidos do Outro Mundo


Eu realmente não sei o que eu esperava desse livro, só sei que  esperava mais. Eu sempre leio livros YA, e adoro muito os dramas que vem com essa faixa etária. Mas nesse livro, eu esperava uma mocinha um pouco mais cativante. 

Antes de tudo, vamos falar do mundo construído. O que a Colleen faz nesse livro é mágico, tem uma porção de seres sobrenaturais bem descritos e um mundo totalmente novo, e muito bem explorado pela autora na narrativa. Esse mundo me pegou de surpresa, porque tem elementos mais do gênero/estilo Steampunk nele, quando eu apenas esperava algo sobrenatural.

Para quem não sabe o que é o Steampunk : "Enquanto a ficção científica moderna é inspirada nas viagens espaciais e no contato extraterrestre, o estilo Steampunk é marcado por uso de tecnologia mais robusta como máquinas a vapor, fabricações em madeira, cobre e bronze, e o amplo uso de engrenagens; como se fosse uma explosão tecnológica pré-digital. No entanto a maquinaria utilizada é frequentemente até mais avançada que a de hoje em dia. Por outras palavras, o steampunk é maquinaria do passado, no entanto mais avançada. Ambienta-se no cenário da Revolução Industrial e com personagens trajados com indumentária vitoriana."

Sobre os personagens, bem, como eu disse logo no primeiro paragrafo, eu tenho altas expectativas para personagens que são bruxas quando leio um livro. E nesse livro, a Ember deixou muito a desejar, mesmo em um novo mundo, enfrentando o perigo, ela ainda consegue ter uma mentalidade de criança. Os poderes que ela tem não são explorados nem por ela, na verdade, ficou em segundo plano pela Colleen, ela poderia mesmo ter desenvolvido bem mais essa personagem. 

Então, temos os outros 3 meninos apaixonados por ela. E aqui devo ressaltar que não há nenhum triângulo, a Daiana largou o livro porque achou que tinha, mas no meu ver nem teve chance disso. Acho que o que a autora quis mostrar era os diversos tipos de relacionamento, a linha tênue da manipulação, do poder que você exerce sobre uma pessoa e assim vai. Cada um dos três teve um papel diferente aqui nesse livro em relação ao amor. 

A leitura, para mim deu uma empacada no começo, porque é muita descrição, por mais legal que seja, a ação demora um pouco para acontecer, e a Ember não me pegou na história, então eu meio que estava a deriva esperando o Jack aparecer. Mas depois que todos se juntam, a leitura toma uma velocidade maior até o final. 

Eu me surpreendi com a escrita e a imaginação da Colleen, com certeza estarei de olho nos próximos livros, mas infelizmente não posso dizer que esse seja um favorito meu.   

12 novembro 2019

[Resenha] Vermelho, Branco e Sangue Azul


O que pode acontecer quando o filho da presidenta dos Estados Unidos se apaixona pelo príncipe da Inglaterra?
Quando sua mãe foi eleita presidenta dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz se tornou o novo queridinho da mídia norte-americana. Bonito, carismático e com personalidade forte, Alex tem tudo para seguir os passos de seus pais e conquistar uma carreira na política, como tanto deseja.
Mas quando sua família é convidada para o casamento real do príncipe britânico Philip, Alex tem que encarar o seu primeiro desafio diplomático: lidar com Henry, irmão mais novo de Philip, o príncipe mais adorado do mundo, com quem ele é constantemente comparado ― e que ele não suporta.

O encontro entre os dois sai pior do que o esperado, e no dia seguinte todos os jornais do mundo estampam fotos de Alex e Henry caídos em cima do bolo real, insinuando uma briga séria entre os dois.
Para evitar um desastre diplomático, eles passam um fim de semana fingindo ser melhores amigos e não demora para que essa relação evolua para algo que nenhum dos dois poderia imaginar ― e que não tem nenhuma chance de dar certo. Ou tem?

Livro:  Vermelho, Branco e Sangue Azul || Autora: Casey McQuiston
Editora: Seguinte || Ano: 2019 ||  Gênero: Romance Contemporâneo, Lgbtq+
 Classificação:  5 estrelas ||  Resenhista: Lala
Não sei se vocês sabem, mas recentemente nasceu minha bebê, e meu tempo para ler é bem limitado, por isso escolho cuidadosamente as minhas leituras, e nossa… como fiquei feliz por Ludmila ter me indicado esse livro! É exatamente o que eu precisava e valeu totalmente a pena perder algumas horinhas preciosas de sono, e valeu quase acordar Júlia ao gargalhar com ela dormindo no meu colo. Esse livro tem tudo. Romance, comedia, amizade, família, politica, tudo belamente envolvido em uma linda história de amor.

"Então, você pode odiar o herdeiro do trono o quanto quiser, escrever poemas maldosos sobre ele no seu diário, mas, no segundo em que vir uma câmera, vai agir como se o sol nascesse da pica dele, e vai ser convincente.

Aqui temos Alex (nosso narrador), filho da primeira presidente mulher dos Estados Unidos. Filho de uma americana com um mexicano, aos 21 anos, Alex vive para a política, todo o seu mundo gira em torno disso, ao contrario da sua irmã June que nem gosta tanto de se envolver. Ele consegue ver todo o seu futuro dentro da política, seguindo os passos da mãe e faz de tudo para que esse sonho se realize, lutando por isso com muito afinco. 

Alex é engraçado, e aceita cada parte de si mesmo. Tem poucos amigos, mas os ama fortemente. E desde o começo sabemos que ele não suporta Henry, o príncipe da Inglaterra. Porém, depois de um incidente no casamento real, eles são obrigados a fingir uma amizade para não afetar a relação política entre os dois países.

"Que tipo de país idiota come feijão sem tempero com pão de forma de café da manhã? Ele não consegue decidir se é seu sangue mexicano ou texano que se sente mais ofendido."

Henry… ahhh o Henry! *suspiros* Henry é de fato um príncipe. Fofo, gentil, nerd, mas com um lado rebelde que vai se mostrando ao longo do livro. Henry é fã de Harry Potter e Star Wars, na verdade Alex também é, e temos várias referências desses livros aqui na história. Henry é gay, sempre foi gay, mas a realeza simplesmente não pode ser gay, então ele vive completamente no armário e esconde grande parte de quem é. Por isso ele sempre apresenta essa fachada seria e, ás vezes, até rude. Que era o por quê do Alex não gostar dele, mas com essa amizade forçada, todos os lados do Henry são revelados, e se eu não pude resistir, o Alex com certeza também não irá.

"Ele quer botar fogo em si mesmo, mas não pode deixar que ninguém o veja queimar.


Eu, sinceramente, amei esse livro. Para mim, ele é o pacote completo. É um romance envolvente e sensual, mas com muitos outros elementos que enriquecem a história. Temos uma imersão na política do país e nos envolvemos em problemas atuais já que Alex está envolvido na atual campanha de reeleição da sua mãe. Temos toda uma discussão sobre imigrantes, lgbtq+, invasão de privacidade, expectativa do público com os famosos.

"As vezes você só tem que se jogar e torcer para não cair de um penhasco."

A narração de Vermelho, Branco e Sangue Azul foi algo que me deixou completamente presa, parece literalmente que eu estou sentada com o Alex me contando a história, ele narra como se estivesse conversando comigo, com muitos palavrões e viajando no meio do assunto. Li o livro rapidinho porque simplesmente não consegui largar, são quase 400 páginas que você nem nota passando.

"Alex fica paralisado, sentindo a pressão dos lábios de Henry e as mangas de seda de seu casaco encostadas em seu queixo. O mundo se transforma em estática, e seu cérebro está se esforçando para acompanhar, solucionando a equação de rixas adolescentes, bolos de casamento e mensagens às duas da madrugada mas sem entender a variável que o trouxe até aqui, exceto que... bom, por incrível que pareça, ele não se importa. Tipo, nem um pouco."

Um grande destaque na história são os familiares e amigos dos nossos protagonistas que dão toda uma complexidade ao livro e nos deixam com um gostinho de quero mais, apesar de Alex e Henry terem um final maravilhoso, algumas questões dos personagens secundários ficaram em aberto e me deixaram muito curiosa. Posso querer livro de todos? A June (irmã do Alex) está tentando se achar no meio jornalístico e fala de saudade de um ex namorado que nós não conhecemos. Nora (neta do vice presidente e melhor amiga de Alex e June) bem misteriosa e de bem com a vida. Pez (melhor amigo do Henry) que pessoa sensacional, só quero entrar dentro da cabeça dele! E tantos outros personagens que me deixaram com gostinho de saudade...

"Se a cabeça do primeiro-filho é uma tempestade, Henry é o ponto onde o trovão atinge a terra."

Sei que muitas pessoas pulam, mas eu adoro ler os agradecimentos. Me sinto como se o autor estivesse me contado mais sobre si. E aqui não foi diferente, a autora realmente conseguiu o que pretendia:

O que eu pretendia fazer, e tomara que eu tenha feito agora que você terminou de ler, meu caro leitor: ser a faísca de alegria e esperança de que você precisava.

E acho sensacional devido ao que os EUA estão passando no momento, um livro onde uma mulher é presidente, já no segundo casamento, o primeiro sendo com um imigrante, gerando dois filhos inter-raciais, um filho bissexual. É de fato para nos dar esperança em um mundo melhor onde nada disso a difere dos outros candidatos.

Infelizmente, um ponto negativo do livro para mim foi a edição, que devido a alguns erros a leitura foi um pouco prejudicada, uma parte muito importante do romance são os e-mail trocados entre os protagonistas, e no Kindle esses e-mail são cortados, só aparece a primeira página, tentei pelo aplicativo Kindle no celular e melhorou um pouco, mas alguns email ainda foram cortados. Uma pena por que esses email são de deixar qualquer um suspirando e para mim, são parte super importante da história. Outro errinho besta foi uma frase não traduzida no meio do livro. São coisas pequenas que nem de perto afetam o impacto que esse livro causa.

Posso apenas recomendar, leiam porque vocês merecem se apaixonar não só pelo nosso casal, mas por toda essa história que simplesmente merece ser lida!






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