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22 junho 2018

Flipop 2018



Entre os dias 29/06 e 01/07 de 2018, acontece a 2ª edição da FLIPOP - Festival de Literatura Pop -, um evento criado pela Editora Seguinte, selo jovem do Grupo Companhia das Letras. Ainda maior este ano, participam do festival outras 9 editoras além da Seguinte: D'Plácido, Duplo Sentido, Editora Hoo, Globo Alt, Editora Planeta do Brasil, Morro Branco, Plataforma 21, Qualis e Todavia

O que é:

A FLIPOP 2018 é um festival literário voltado para os jovens leitores e contará com 38 convidados divididos em mais de 28 mesas de bate-papos e atividades. Nas mesas e durante todo o evento haverá encontros de fãs, dicas de escrita, distribuição de brindes exclusivos, conversas sobre Wattpad, representatividade, fantasia e muito mais.

Onde:

A FLIPOP acontece Centro de Convenções Frei Caneca - 4º andar (R. Frei Caneca, 569 - Consolação, São Paulo - SP. Referência: 850 metros da Av. Paulista, 700 metros da Estação Higienópolis-Mackenzie do metrô.)


Ingresso:

No evento, todos pagam meia: seja meia entrada de estudante (mediante apresentação de carteirinha) ou meia social (mediante doação de um livro em bom estado na entrada no evento).
R$50 por dia ou R$100 para o festival completo. O ingresso dá direito a participar de todas as palestras, atividades e sessões de autógrafos. À venda pela Pixelticket.

Programação:


A abertura do evento será às 12h30 do dia 29 de junho, seguido pelos primeiros bate-papos: Do Wattpad para as prateleiras, com a participação de Bruna Fontes, Mary C. Müller e Mel Geve e a mesa As várias vozes do Brasil, com a participação de Jarid Arraes, Roberta Spindler e Socorro Acioli acontecerão de forma simultânea nas salas A e B, respectivamente.

A literatura juvenil é hoje um dos principais centros de discussões sociais no mundo da literatura, e o fortalecimento da comunidade brasileira pode ser percebido em eventos como a FLIPOP. Na programação há mesas debatendo o papel da chamada “protagonista forte”, a necessidade de normalização de protagonistas gordos, negros e LGBT+ nas histórias, além de como tratar de temas delicados na literatura juvenil. O visitante também poderá assistir a mesas com dicas de escrita e sobre os bastidores do mercado editorial.

Eric Novello (Ninguém nasce herói), Keka Reis (O dia em que minha vida mudou), Iris Figueiredo (Céu sem estrelas) participarão de diversas mesas durante os dias de evento, além de outros nomes da literatura jovem adulta nacional, como Luiza Trigo, Socorro Acioli e Vitor Martins, e as booktubers Bruna Miranda, May Sigwalt, Melina Souza e Tatiany Leite.

Entre os convidados internacionais, a FLIPOP contará com a presença do Jeff Zentner, autor de Dias de despedida, e Morgan Rhodes, autora da série A Queda dos Reinos. Ambos publicados pela Seguinte. 

A programação completa pode ser vista no site e abaixo:


Sexta-feira, dia 29 de junho
Sessão de autógrafos: 14h30 às 16h
Sala A
Sala B
12h30 às 13h - Abertura

13h15 às 14h30 - Do Wattpad para as prateleiras
Bruna Fontes, Mary C. Müller e Mel Geve. Mediação de Babi Dewet.
13h15 às 14h30 - As várias vozes do Brasil
Jarid Arraes, Roberta Spindler e Socorro Acioli. Mediação de Bruna Miranda.
14h45 às 16h - Encontro da Guarda Escarlate
Equipe Seguinte.

14h45 às 16h - Livros como profissão
Ale Kalko (designer), Bruno Anselmi Matangrano (pesquisador) e Guilherme Miranda (tradutor). Mediação de Iris Figueiredo.

16h15 às 17h30 - Clichês e modas literárias
Bruna Fontes, Luiza Trigo, Paola Aleksandra e Thati Machado. Mediação de Frini Georgakopoulos.
16h15 às 17h30 - Livro ao vivo: ambientação
Eduardo Cilto e Eric Novello. Mediação de AJ Oliveira e Jana Bianchi.
17h45 às 19h - Humor é coisa séria
Fernanda Nia, Samir Machado de Machado e Vitor Martins. Mediação de Jim Anotsu.
17h45 às 19h - O que é uma protagonista forte?
Iris Figueiredo, Lavínia Rocha e Roberta Spindler. Mediação de Bárbara Morais.


Sábado, dia 30 de junho
Sessão de autógrafos: 14h45 às 16h45
Sala A
Sala B
10h às 11h15 - A escrita da identificação
Lavínia Rocha, Olívia Pilar e Samuel Gomes. Mediação de Jarid Arraes.
10h às 11h15 - Livro ao vivo: personagem
Samir Machado de Machado e Vitor Martins. Mediação de AJ Oliveira e Jana Bianchi.
11h30 às 12h45 - Os horizontes do YA (by Morro Branco e Plataforma 21)
Bruna Miranda, Jim Anotsu e May Sigwalt. Mediação de Cláudia Fusco.
11h30 às 12h45 - G de Grandes histórias
Janaina Rico, Larissa Siriani, Mila Wander e Thati Machado. Mediação de Bárbara Morais.
13h15 às 14h45 - Bate-papo com Jeff Zentner
Mediação de Vitor Martins.

15h15 às 16h30 - Dicas de escrita: estrutura
Com Socorro Acioli.
15h15 às 16h30 - Interlúdio
Bruna Miranda, May Sigwalt, Melina Souza e Tatiany Leite.
16h45 às 18h - Um cuidado necessário: escrevendo sobre temas fortes
Iris Figueiredo e Mary C. Müller. Mediação de Nathália Dimambro.
16h45 às 18h - Das páginas para a tela
Keka Reis e Luiza Trigo. Mediação de Babi Dewet.
18h15 às 19h30 - LGBT+ além do G (by Hoo Editora)
Amara Moira, Duds Saldanha e Larissa Moreira. Mediação de Tatiany Leite.
18h15 às 19h30 - Dá pra viver de livros no Brasil?
Eric Novello, Iris Figueiredo e Luiza Trigo. Mediação de Jim Anotsu.



Domingo, dia 1º de julho
Sessão de autógrafos: 14h45 às 16h45
Sala A
Sala B
10h às 11h15 - Garotos que amam garotos
Eduardo Cilto, Samuel Gomes e Vitor Martins. Mediação de Antonio Castro.
10h às 11h15 - Livro ao vivo: conflito
Mary C. Müller e Roberta Spindler. Mediação de AJ Oliveira e Jana Bianchi.
11h30 às 12h45 - Falando de amor na internet
Gabriela Barreira e Igor Pires da Silva, do Textos Cruéis Demais. Mediação de Tatiany Leite.
11h30 às 12h45 - O que a fantasia diz sobre o nosso mundo?
Eric Novello, Fernanda Nia e Lavínia Rocha. Mediação de Felipe Castilho.
13h15 às 14h45 - Bate-papo com Morgan Rhodes
Mediação de May Sigwalt.

15h15 às 16h30 - Interlúdio
Bruna Miranda, May Sigwalt, Melina Souza e Tatiany Leite.
15h15 às 16h30 - Dicas de escrita: linguagem
Com Socorro Acioli.
16h45 às 18h - Quem edita YA no Brasil?
Flávia Lago (Plataforma 21), Nathália Dimambro (Editora Seguinte) e Veronica Gonzalez (Globo Alt). Mediação de Taissa Reis.
16h45 às 18h - Meu ship naufragou
Bruna Fontes, Frini Georgakopoulos e Mel Geve. Mediação de Iris Figueiredo.
18h às 18h30 - Encerramento



Site oficial: www.flipop.com.br
Evento no Facebook: link


[RESENHA] Em outra vida , Talvez? - Taylor Jenkins Reid


Hannah está perdida. Aos 29 anos, ainda não decidiu que rumo dar à sua vida. Depois de uma decepção amorosa, ela volta para Los Angeles, sua cidade natal, pois acha que, com o apoio de Gabby, sua melhor amiga, finalmente vai conseguir colocar a vida nos trilhos. Para comemorar a mudança, nada melhor do que reunir velhos amigos num bar. E lá Hannah reencontra Ethan, seu ex-namorado da adolescência. No fim da noite, tanto ele quanto Gabby lhe oferecem carona. Será que é melhor ir embora com a amiga? Ou ficar até mais tarde com Ethan e aproveitar o restante da noite? Em realidades alternativas, Hannah vive as duas decisões. E, no desenrolar desses universos paralelos, sua vida segue rumos completamente diferentes. Será que tudo o que vivemos está predestinado a acontecer? O quanto disso é apenas sorte? E, o mais importante: será que almas gêmeas realmente existem? Hannah acredita que sim. E, nos dois mundos, ela acha que encontrou a sua.



Livro: Em outra vida, Talvez?|| Autor: Taylor Jenkins Reid
Editora: Record||Ano: 2018 || Gênero:  ChickLit
 Classificação:  4 estrelas || Resenhista: Karina


Chick-Lit não é um gênero que eu costumo ler muito apesar de adorar a leveza que algumas histórias nos trazem; mas sempre que vejo uma capa com cores fofinhas e enredo não tão complicado coloco na minha “TBR” para momentos de leitura rápidas, entre livros mais densos e dessa vez não foi diferente, escolhi “ Em outra vida, Talvez?” por conta da capa, e me surpreendi muito mais do que eu esperava. 

Hannah é muito gente como a gente, cresceu, os boletos estão batendo na porta, até porque as cobranças da vida adulta chegam para todo mundo, quando era adolescente seus pais foram morar na Inglaterra com a irmã que ganhou uma bolsa na universidade e Hannah ficou morando com a melhor amiga e com os pais da melhor amiga ( praticamente sua segunda família), Hannah cresceu sem ter muitas raízes, morou em diversos lugares sempre buscando algo a mais; depois de viver uma situação da qual não se orgulha muito, decide deixar Nova York e voltar para a Los Angeles na Califórnia onde morava quando adolescente.

Destino ou não, nossas vidas continuam sendo o resultado das nossas escolhas. 

O tom de como Hannah lida com a vida está presente desde a primeira página, mesmo cheia de problemas e com toneladas de incertezas, ela ajuda a moça que tem medo de voar durante o voo para casa e durante o livro é muito legal entender como uma escolha pode mudar as prioridades, aumentar as responsabilidades.

Quando chega em sua cidade Natal para reencontra sua melhor amiga, em duas páginas vamos perceber que Gabby é a amiga que todos queremos ter na vida (você certamente vai identificar quem é a sua “Gabby” e vai querer abraçá-la durante a leitura desde livro).

Para comemorar a volta de Hannah para casa, Gabby organiza um happy hour com os antigos amigos do colégio delas; nessa festa, Hannah reencontra Ethan, seu namorado do colégio e algumas questões vem à tona. Surge um clima inegável, mas é quando Gabby e Mark (marido da Gabby) estão indo para casa e oferecem carona para Hannah, que ela precisa escolher entre ficar na festa e descobrir o que ainda sente pelo Ethan e se isso é correspondido ou se vai com a amiga e o marido para casa.

Um número infinito de versões de nós está vivendo as consequências de cada possibilidade nas nossas vidas.

Todo mundo na vida já parou para se perguntar como a vida teria acontecido se tivéssemos tomado outras decisões e isso não será diferente com a Hannah, é quando ela faz a primeira escolha que os caminhos se dividem e tudo começa a mudar.

A narração é em primeira pessoa e os capítulos são curtinhos, o que facilita a leitura quando começa a alterar entre as situações que a Hannah começa a viver. Solidificando o título do livro, vamos companhar duas vidas diferentes da Hannah, dependendo das escolhas que ela faz ou não. Parece confuso, mas vai por mim, que é muito divertido de acompanhar. Dependendo da escolha feita vamos ter a inserção de novos personagens e uma outra vida se forma.  

Como se chora a perda de uma coisa que você nem sabia que tinha? Algo que nunca quis, mas algo real, algo importante. Uma vida.

Eu sempre espero que chick-lits sejam leves e divertidos, esse apesar de ter uma ou duas situações engraçados, o que me chamou muito atenção foram os questionamentos que as situações de escolhas trouxeram para a personagem e o quanto aquelas situações e questionamentos mexiam comigo, eu queria muito dar palpite nas escolhas.

[...] Fiquei muito impressionado com uma teoria em especial que diz que tudo o que é possível acontece. Isso quer dizer que, quando a gente joga uma moeda pra cima, ela não dá cara ou coroa. Dá cara e coroa. Todas as vezes que você atira uma moeda pra cima e ela cai com a cara virada pra cima, significa apenas que você está num universo onde a moeda caiu com a cara pra cima. Existe outra versão de você, em algum lugar, criada no segundo em que a moeda foi jogada pra cima e que vê a moeda cair coma coroa para cima. Isso acontece a cada segundo, todos os dias.

Apesar do livro ter entregue mais drama do que situações engraçadas, eu adorei a surpresa, vibrei com algumas escolhas, revirei os olhos para outras; e obviamente fiquei tentando identificar quais foram as escolhas que fiz que me trouxeram até onde estou hoje. Se você está procurando algo envolvente para ler, não tenho dúvida que essa é uma boa opção, se você já leu me conta qual das situações que ela viveu que você gostou mais.





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