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19 outubro 2020

[RESENHA] Quatro Amores na Escócia - Julia Quinn - Christina Dodd - Karen Ranney - Stephanie Laurens


Diversão e paixão na Escócia, com quatro autoras de romances de época.

Terra de lendas ancestrais e de belezas selvagens, a Escócia tem o poder de despertar o romantismo. As vozes mais potentes dos romances de época se unem nesta coletânea de contos para apresentar quatro jovens prestes a descobrir o amor nesse lugar indomável, repleto de clãs, honra e paixão.

JULIA QUINN esbanja sagacidade e abusa do senso de humor afiado que se tornou sua marca registrada para contar a história de uma adorável dama inglesa que se vê em um casamento de faz de conta com um escocês atraente e sedutor e, de repente, descobre que o desejo que sente por seu noivo de mentira é muito real.

STEPHANIE LAURENS apresenta um cavalheiro rico que constata, após anos sem vê-la, que sua inimiga de infância se transformou em uma linda mulher. Agora ele vai fazer de tudo para conquistá-la antes que ela cometa o pior erro de sua vida e se case com o homem errado.

CHRISTINA DODD narra a saga de uma jovem escocesa encantadora e voluntariosa que é sequestrada por um inglês arrogante, porém irresistível. Em cenas de tirar o fôlego, ela tenta não sucumbir à proposta apaixonada de seu captor.

KAREN RANNEY escreve sobre a lenda escocesa que diz que o chefe do clã deve se casar com uma mulher que ele não conhece. Mas só o amor verdadeiro e apaixonado poderá mostrar ao sensual Laird de Sinclair quem é a noiva que o destino lhe reservou.


  Livro: Quatro Amores na Escócia
Autores:  Julia Quinn - Christina Dodd - Karen Ranney - Stephanie Laurens
Ano: 2020||  Editora: Arqueiro|| Gênero: Romance de época/Ficção
Classificação: 4 estrelas || Resenhista: Luc
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Quatro Amores na Escócia traz histórias bem curtinhas, sem muitas pretensões, a não ser ofertar ao leitor uma leitura bem leve.

Comecemos com a primeira, O Kilt Matrimonial, de Christina Dodd: o primeiro ponto que tenho a comentar é sobre o fato de que a história não condiz com o breve resumo. Temos um casal que já se conhece, pois Hadden, o protagonista, é um pesquisador e estudioso inglês que conheceu Andra fazendo pesquisas em sua propriedade, e assim acabaram se envolvendo, mas pela mocinha, ser muito orgulhosa e voluntariosa, isso atrapalhou o romance entre ambos, porém, motivado por uma lenda de uma veste escocesa, o mocinho, não desiste fácil de conquistá-la. Basicamente o desenvolver da história se resume a cenas bem picantes entre os dois, o que deixou o conto um pouco raso, na minha humilde opinião.

Partindo para a segunda história, temos O Desabrochar de Rose, de Stephanie Laurens,  que, confesso, se tivesse mais cem páginas, teria lido com muito prazer, pois apesar de ser curta, a história foi muito bem desenvolvida, com personagens bem carismáticos. Rose, a protagonista, é o tipo de mocinha que amamos ler em romances de época, que não se intimida e é firme em suas opiniões, sem se intimar com a presença marcante de Duncan, um escocês que lutou para conquistar tudo que possui, mas percebe que agora tem de lutar para conquistara mais imaginável das pessoas: sua amiga de infância, que o perseguia incansavelmente. A história foi muito bem desenvolvida e concluída, a autora fez um trabalho primoroso.

Em seguida, temos Julia Quinn, em O Casamento está no Ar. Também foi uma história que, se tivesse mais páginas, agradeceria muito, pois amo essas comédias românticas ambientadas em outras épocas, e a autora soube bem fazer isso. Margaret é a típica irmã protetora, que persegue o irmão até Gretna Green para evitar que se case tão jovem, e Angus não fica atrás, ele também está no encalço da sua irmã caçula. Ao salvar Margaret de uma situação terrível, ele se assume como protetor dela, e isso significa fingir que são casados e que ela espera um filho dele. E “por Jesus, por todo uísque e por Robert de Bruce”, como esses dois soltam faíscas juntos! Os diálogos são muito divertidos, Angus é o típico protagonista charmoso e espirituoso que deixa as situações inusitadas mais leves. E apesar de ser uma história rápida, assim como a anterior, teve um ótimo fechamento.




E chegando à última, A Noiva de Glenlyon, de Karen Ranney, temos uma narrativa que gira em torno de Lachlan, cujo feudo encontra-se em decadência, por isso precisa casar com uma moça com um bom dote; e ainda por cima, forçado por uma previsão de um profeta que, se não cumprida, levará o clã, definitivamente, à ruína. Procurando se conformar com seu destino, invade a propriedade da futura esposa para conhecê-la, e acaba se apaixonando por aquela que acredita ser ela, mas na verdade é Janet, uma jovem escocesa que vive como empregada em uma propriedade inglesa, que vê nascer a esperança de viver plenamente a sua natureza escocesa ao se apaixonar por um belo escocês, sem imaginar que ele estava comprometido com sua insuportável patroa. Típica história da cinderela, recontada de uma forma diferente, mas muito gostosa de ler, também não me importaria de ter mais desse casal adorável.

Como deixei claro no início, são histórias sem pretensões, na verdade, eu pularia a primeira tranquilamente, mas o conjunto cumpre o papel de manter o leitor distraído e até proporcionando um bom momento de relaxamento, pois como cada autora tem características distintas ao escrever. O livro reúne aqueles temas que quase todo leitor ama: uma narrativa picante de Christina Dodd, a boa e velha paixão sendo descoberta por amigos de infância, de Stephanie Laurens, o humor contido na narrativa de Julia Quinn e a magia dos contos de fadas e, Karen Ranney.

13 outubro 2020

[Resenha] Tato, o gato - Rob Scotton

O primeiro dia de aula geralmente é um dia de nervosismo para todas as crianças. Por que não o seria também para os gatos? No livro de Rob Scotton, Tato é um gatinho felpudo prestes a enfrentar seus primeiros desafios numa escola. E, por isso, sua cauda se enrola de preocupação! Ele tem medo de não fazer amigo algum. Para minimizar sua ansiedade, ele decide levar seu pequeno rato de estimação, Souza, dentro da lancheira e acaba criando uma tremenda confusão quando a turma descobre a presença dele na sala de aula. Autor de "Rodolfo, o carneiro", sucesso entre os pequenos, o ilustrador e escritor britânico Rob Scotton cativa o leitor com a história de Tato, contando a sua aventura em frases curtas e desenhos cheios de vida que escondem surpresas engraçadas nos detalhes. O livro transpõe situações do cotidiano das crianças para o universo felino com graça e leveza. E as ilustrações por si só já provocam risos. No quarto de Tato, por exemplo, há uma estante de livros com títulos como Eu amo peixe e Cães são de Marte, gatos são de Vênus. Depois de utilizar-se de várias artimanhas para evitar o desafio, Tato não consegue escapar e é levado pela mãe à Escola de Gatos. Lá, a professora, Dona Fracotinha -  ensinará que gatos são bichos espertos e rápidos, mas também que são caçadores de ratos. A informação deixará Tato confuso, já que seu melhor amigo é o rato Souza. Qual será, então, o destino do pequeno rato numa escola repleta de caçadores? Apesar da confusão, com o carinho de sua mãe, o apoio do amigo Souza e uma forcinha de sua professora e seus novos amigos, ele acaba tendo um dia muito divertido. E, no dia seguinte, ao acordar para mais um dia de aula, sua cauda se enrola de animação!


Livro:  Tato, o gato|| Autor: Rob Scotton
Ano: 2010||  Editora: Rocco Pequenos Leitores|| Gênero: Infantil
Tradução: Elvira Vigna||Classificação:   5 estrelas || Resenhista: Sheila

Com ilustrações lindas, esse livro trabalha diversos temas que as crianças passam ou podem passar em seu dia-a-dia. 

O livro começa com o primeiro dia na escola de Tato que é um gato e seus medos e como ele tenta atrasar de todas as formas sua ida a escola, por fim, vendo que não vai ter jeito, coloca seu melhor amigo na lancheira, o Souza, um ratinho. 

Ao chegar na escola, Tato descobre um mundo novo cheio de amigos e uma professora que se importa, mas que ensina que: gatos sobem em árvores, bebem leite e caçam ratos, como se isso fosse uma força que não poderia ser mudada. Tato questiona, não consegue entender porque os gatos devem caçar os ratos... a professora não consegue explicar e eles seguem para a hora do lanche, e aí acontece um escândalo na hora que abre a lancheira, os outros gatinhos veem Souza, o ratinho, e fazem o que foram treinados a fazerem, caçar ratos. 

Souza é esperto e faz o que os ratos fazem, corre ligeiro. 

Tato tenta interromper os amiguinhos mas não consegue, somente a professora, Dona Fracotinha, os interrompe anunciando que no recreio terá leite, só que para tristeza dos gatinhos, a porta da despensa não abre. Tato então conversa com Souza que concorda e entra por um buraquinho e abre a porta da despensa e todos podem beber o leite. 

A professora então escreve no quadro que gatos não caçam ratos e reforça que estereótipos e preconceitos podem e devem ser vencidos. 

Para finalizar, no dia seguinte Tato acorda super animado para a aula, sem medo nenhum da escola. 


Aqui, muitas situações são excelente para conversarmos com as crianças. A primeira é o medo de ir a escola. A segunda é que amigos podem ser diferentes de nós e a terceira e mais importante, é que não devemos aceitar tudo e que podemos questionar e mudar as coisas para melhor. 

Este foi um dos livros preferidos da minha filha na faixa de 6 a 8 anos e pasmem, até hoje aos 16 anos dela, ele segue aqui conosco e quando ela está doente ainda pede para eu ler, muito se deve porque, modéstia à parte,  faço uma voz ótima para o Tato e os gatinhos e ela adora minhas interpretações.

Esse é o tipo de livro que permite isso, você consegue dar entonação e criar vozes formando um vinculo afetivo com sua criança, ao ponto de quando se sentir mal, mesmo que grande, ela peça para você lê-lo porque se sente aconchegada amada e feliz.






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